Festival de Verão do Recife (Primeiro Dia)

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FESTIVAL DE VERO DO RECIFE (PRIMEIRO DIA)
data: 30/01/2004 (Sexta) – local: Classic Hall
com Skank, Cidade Negra, Titãs, Los Hermanos, ‘Nação Zumbi, Tribo de Jah, Alceu Valença, Otto e Biquini Cavadão
Resenha por RecifeRock.com.br – Fotos por Bruno Negaum

em 30/01/2004 por RecifeRock.com.br

PRIMEIRO DIA DO FESTIVAL DE VERÃO

“Chove Chuva… Chove Sem Parar”

Bate papo sobre o primeiro dia do festival

BATE PAPO – FESTIVAL DE VERÃO #1

Foram tantos shows, tanta informação que ficou difícil resumirmos tudo. Cada um escreveu mais de 2 páginas sobre o primeiro dia do festival, mas pra internet um texto muito longo é um saco de ler.

Precisávamos de um texto mais enxuto para publicar. A solução encontrada foi de nos reunir e fazer um bate papo sobre os shows e impressões gerais do primeiro dia do festival.

Olha ai o nosso Bate Papo:

IMPACTO INICIAL: A chegada no festival

«Bruno» Eu não gostei muito… assim que cheguei, ainda estavam passando o som e estava chovendo muito… tava com cara que ia demorar pra começar… e demorou…

«Guilherme» É! chegamos às 20h e os portões ainda estavam fechados e ficamos um tempão meio perdidos tomando chuva…

«Hugo» Achei tudo muito gigantesco, fiquei com medo que acontecesse algo grave…

«Bruno» Lembrei dos problemas do show de CPM 22…

CIDADE NEGRA

«Guilherme» Toni Garrido deu um ‘ninja’ em todo mundo… os caras que estavam xingando na primeira música, na segunda já estavam aplaudindo. Aqueles covers em ritmo de reggae funcionaram… parecia que eles estavam passando o som na hora e deu super certo… conquistou a galera.

«Bruno» Eu fui conquistado… (no bom sentido, não me levem a mal…)

«Hugo» Defino o show em três palavras: Cassino do Chacrinha. Toni Garrido é muito carismático e um ótimo marketeiro… podia cantar qualquer coisa que daria certo.

«Guilherme» Radiola de ficha!

SKANK

«Guilherme» Tava afim de ver o show, mas não deu… tava chovendo muito e o som tava horrível…

«Bruno» Eu nem prestei atenção no show, começou a chover forte… corri para o pavilhão pra me enxugar.

«Hugo» Ininteligível. O que foi uma pena, pois queria muito ver Skank ao vivo, gostaria muito que eles calassem minha boca…

«Guilherme» Preciso ver um show do Skank, o último que vi no Abril Pro Rock… século passado…

NAÇÃO ZUMBI

«Hugo» Foi o pior show que eu vi da Nação, mas mesmo assim é melhor que 80% da produção nacional…

«Bruno» Eu sempre achei que falam muito bem de Nação e Mundo Livre s/a (supervalorizam)… foi o primeiro show que eu prestei atenção… pulei o show todo!

«Guilherme» Achei a versão “Mormaço”, que abriu o show, muito longa e chata… eles ainda precisam arrumar melhor o setlist, mas mesmo assim foi muito bomo show… Os cara não queriam sair do palco, cortaram o som…

«Hugo» Jimmy Hendrix foi do caralho

«Bruno» Eu prefiro ‘Umbabarauma’

TITÃS

«Hugo» Começou muito bem e terminou muito mal…

«Bruno» Por que ?

«Hugo» Festival não é pra experimentar repertorio… a banda encaretou muito…

«Guilherme» O som do palco Recife melhorou um pouco no show… o destaque do show foi o Paulo Miklos… o cara interpretava as músicas com gestos, caras… muito bom…

«Bruno» Eu nem prestei atenção no show…

«Guilherme» Eu senti falta do resto da banda, já foi melhor… Como estão eles ? marromenos

BIQUINI CAVADÃO

«Guilherme» Foi a grande surpresa do dia… esquentaram o público com covers e depois mandaram o repertório próprio com o festival todo na mão…

«Hugo» Eu pensei que ia ser bosta, mas foi muito bom… resgate dos anos 80, nunca tinha visto um shows deles… O vocalista é carismático e inteligente… foi um show que chamou o povo pra frente do palco…

«Bruno» Eu não vi o show, tava na tenda eletrônica

«Guilherme» Em “Chove Chuva” choveu, como eu tinha previsto… vou virar numerólogo ou tarólogo… se cuida Mãe Dinah…

«Hugo» O Bruno Gouveia falou a frase do festival: “Nos anos 80 não tinha essa merdas de eguinha pocotó, não existia musica para bunda… o negócio era rock!”

«Bruno» Yeah!

ALCEU VALENÇA

«Guilherme» Tava sobrando na programação, parecia coisa pra turista… e fez o mesmo show de sempre…

«Bruno» Pior que é mesmo.. nada de novo…

«Hugo» [ balançou a cabeça concordando com tudo ]

LOS HERMANOS

«Bruno» Sou suspeito pra falar…

«Hugo» Recife todo é suspeito…

«Guilherme» Mesmo show de sempre… sei lá… podia ter rolado Anna Júlia :) Hugo ficou todo arrepiado no show…

«Hugo» Eu fico em “Todo carnaval tem seu fim”

«Bruno» Eles melhoram a cada show…

«Hugo» Fã é uma merda mesmo…

Hehehehheheheheheheh….

TRIBO DE JAH & OTTO

«Bruno» Otto eu vi na tv e Tribo de Jah dava pra ouvir do banheiro, enquanto tomava banho em casa…

«Hugo» Tribo de Jah: Não vi e não gostei… queria muito ter visto Otto

«Guilherme» O show do Palco Pernambuco foi massa, a banda dele tá foda…

«Bruno» Otto foi injustiçado por causa do atraso…

«Guilherme» Nem falamos do atraso né ? quase 3 horas… amanhã vai ser melhor! Tem que ser…

O FESTIVAL DE VERÃO POR BRUNO NEGAUM:

O Verão parecia inverno

e Los Hermanos trouxe o sol para o festival

Dia 30 de janeiro de 2004, onze e meia da noite. Duas horas e meia de atraso devido as fortes chuvas que cairam no começo da noite. Todos tinham a informação de que Alceu Valença abriria o festival, mas Cidade Negra foi o primeiro show.

Eu estava no meio do público, bem na frente do palco, com medo que a chuva voltasse a cair e molhasse a câmera que estava no meu bolso. O show do ‘Cidade’ começou e foi de longe um dos que mais agitou o público nesta noite. Covers e mais covers rolaram e a ‘galera’ não parou de dançar.

Logo em seguida, o Skank mostrou músicas do disco “Cosmotron” e mandou os hits do cd ‘MTV Ao Vivo’.

Destaque para ‘Dois Rios’ e ‘Vou Deixar’, que apesar de serem músicas novas fizeram o público cantar e pular do início ao fim.

Nação Zumbi fez um show inesquecível pra mim. Eu estava na frente do palco e pulei muito com as primeiras músicas, mas o setlist da banda poderia ter sido melhor. no meio do show eu já estava meio cansado, porque o show deu uma ‘parada’. Ele começou legal, mas ficou cansativo e no final é que chegou ao auge. Covers e hits enlouqueceram o público, e Nação fez mais uma vez um show massa! Essa foi a primeira vez que eu assisti um show da Nação na frente do palco e participei do show. Agora sei porque tantos jornalistas não só de Pernambuco, mas do Brasil dão tanto valor à banda.

Sinceramente, eu não prestei atenção no show do Titãs. Tirei algumas fotos e fui descansar, além disso tava caindo um ‘toró’ que espantou muita gente da platéia, até eu.

Também não prestei muita atenção no show do Biquini Cavadão. Eu pensava que ia ser o show de Los Hermanos e fui lá pra frente esperar o show começar, mas não foi. Então, eu fiquei andando pela estrutura do evento pra conhecer mais.

Alceu Valença começou e eu até dei uma olhada, achei o show interessante. Alceu no meio de um festival de pop/rock. Frevo e rock não tem nada a ver, mas funcionou direitinho. Tinha muita gente lá na frente do palco dançando frevo e cantando ‘clássicos’ do carnaval. Me deu até vontade de ir pra Olinda no carnaval.

O show de Alceu acabou e eu fui pra frente do palco para ver Los Hermanos com os meus amigos. Achei interessante porque muita gente ficou pra vê-los. Pessoas dormiam dentro do Centro de Convenções e na hora do show acordaram e sairam correndo pra ver o show. Pessoas molhadas e meladas, sentadas no chão esperando o show começar, todo mundo na maior expectativa e de repente, eles entram. O dia estava amanhecendo, o sol já estava presente e uma multidão cantava ‘O Vencedor’. Eu vi a felicidade nos rostos dos Hermanos, os caras viram que a galera tinha ficado para ver o show deles!

O foco do show foi o disco ‘Ventura’, não teve nenhuma novidade ou surpresa, mas foi mais uma vez um show muito bom! Eu sou totalmente suspeito pra falar dos caras porque sou fã de carteirinha, nota-se pelas quantidades de linhas que escrevi.

Tribo de Jah começou e eu estava indo embora, mas da rua deu pra ouvir algumas músicas.

Pouca gente ficou pra ver o Otto, o dia foi muito cansativo pra todo mundo. Queria ter ficado pra ver, só vi pela TV. Gosto muito do som dele, mas deixa pra próxima. O som do palco tava muito alto! Eu cheguei em casa e ainda dava pra ouvir o show!

O FESTIVAL DE VERÃO POR HUGO MONTARROYOS:

Chuva e atraso marcam primeiro dia do Festival de Verão


Los Hermanos e, quem diria, Biquini Cavadão, salvam a noite do naufrágio

Não queria desperdiçar espaço falando mal do festival, mas não tenho como deixar de fazê-lo. O primeiro show, do Cidade Negra, começou com mais de duas horas de atraso, por volta das 23h40. Fiquei pensando num conhecido meu, que foi na intenção de ver apenas Tribo de Jah e Otto, justamente as duas últimas atrações. Para piorar, desabou um temporal daqueles, mas isso não é culpa de ninguém, nem mesmo da organização. E, afinal, de todos os presentes eu era um dos poucos que não podia reclamar, pois, por ser jornalista e estar a serviço, não paguei ingresso e fiquei muito bem instalado num camarote, longe da poças de lama que inundaram o local.

Mas vamos ao que interessa. O Cidade Negra entrou em cena no palco Olinda às 23h45. Após um pequeno discurso de Toni Garrido pedindo desculpas pela demora, que não foi por culpa deles, a banda fez um dos shows mais covardes que já vi na vida. Das músicas apresentadas, nada menos que 14 eram covers. Sempre desconfiei que o Cidade Negra não era um grupo de Reggae, e tive a constatação definitiva disso. Sente o drama. Os caras tocaram “Gente Estúpida” (de Gilberto Gil, acho que Garrido está pleiteando algum cargo no Ministério da Cultura), “Eu também Quero Beijar” (Luiz Caldas! err… na verdade a música é de Pepeu Gomes/Moraes Moreira/Fausto Nilo), “Você” (Tim Maia), “A Novidade” (Paralamas), “Me Chama” (coitado do Lobão!) e, a mais infame de todas, D’yer Mak’er, clássico do Led Zeppelin. A galera adorou, mas a esta altura do campeonato, até se os caras tocassem a Marcha Fúnebre, seriam aplaudidos, devido ao tempo de espera e à carência em ouvir qualquer coisa. Um horror!

Não sou admirador do Skank, mas seria oportunismo e covardia da minha parte tecer qualquer comentário sobre o show deles. O som do palco Recife estava tão ruim que a voz do Samuel Rosa chegava aos meus ouvidos igual ao do Patolino. Para piorar, de onde eu estava era muito difícil reconhecer as músicas. Deu para ouvir (mal), “Jack Tequila”, “Esmola” e “Dois Rios”. Espero que os fãs dos mineiros, já ensopados, tenham gostado.

Nação Zumbi fez uma apresentação morna. Na verdade, foi o pior show que vi deles. Não chegou a ser ruim, mas a banda precisa rever urgentemente seu setlist. Abriram com “Mormaço”, e deram ênfase às músicas mais cadenciadas para, só na metade do show, tocar os hits “Banditismo por Uma Questão de Classe”, “Macô”, “Da Lama ao Caos”. Erro fatal. Estavam tocando em casa. Deveriam ter apresentado todos os sucessos da época de Chico Science e correr para o abraço… não fizeram, paciência.

Os Titãs começaram muito bem, às 1h45. Abriram com “Flores”, seguida por “Domingo” e “Homem Primata”. Parecia o Titãs dos bons tempos. Mas aí resolveram avacalhar. Tocaram a bobinha “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, “Como Estão Vocês?” e outras coisas recentes e descartáveis. Antes de tocar “Polícia”, Sérgio Brito desabafou: “Jabá é para quem precisa”. O.k., Brito, quero muito acreditar que as gravadoras por onde vocês passaram jamais utilizaram de tal artimanha. no mais, o maior destaque foi a estranheza causada por “Marvin” na voz de Branco Mello. Tudo bem, pensei que o show seria bem pior.

Quando o Biquini Cavadão entrou em cena, a chuva voltou a cair violentamente. com um mix de vários sucessos dos anos 80, a banda emendou vários hits dessa época, como “Toda Forma de Poder” (Engenheiros), “Camila, Camila” (Nenhum de Nós), e outras tantas. Não se tratou de oportunismo barato, pois o grupo lançou em 2001 um álbum só com canções dos 80. O vocalista Bruno Gouveia foi dono das palavras mais sábias da noite: “Nos anos 80 não tocava merda como ‘Egüinha Pocotó”, não existia música para bunda”. Falou e disse. Some-se a isso o clássico “Tédio” e o apropriado cover de “Chove Chuva” (Jorge Benjor), e o resultado é um belo show. Mesmo levando em conta o fato deles tocarem a bisonha “Janaína”.

Não perderei muito tempo com Alceu Valença. Ele fez um show correto, mas era literalmente o estranho no ninho. Tocou “Bicho Maluco Beleza”, “Estação da Luz” e outros hits. A apresentação dele terminou por volta das 5h30.

Os Beatles do Recife, ou melhor, o Los Hermanos, subiu ao palco às 5h45. Apostaram todas as fichas (e ganharam) no último álbum, “Ventura”, e conquistaram facilmente um público que estava ali só para vê-los. “Todo Carnaval Tem Seu Fim” foi de arrepiar, assim como “Retrato de IaIá”. A interação com o público foi total e a massa humana pulou e bateu palmas sem parar. Depois de “Cara Estranho”, juntamos os nossos trapos e fomos embora. Perdemos as apresentações de Tribo de Jah (ainda bem) e Otto (uma pena). Também, quem mandou atrasar tanto ? Da próxima vez, respeitem o público e cumpram o horário prometido.

O FESTIVAL DE VERÃO POR GUILHERME MOURA:

Chuva… Chuva… Chuva… na noite de Covers!


“Chove Chuva chove sem parar”

No meu texto de expectativas para o festival eu perguntava “Será que vai chover ?”

Deve ter sido alguma praga… porque CHOVEU! E muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito… água água água… lama lama lama… oito… nove.. dez… onze da noite… e nada de começar. “Faltam apenas os últimos ajustes” falou o apresentador, seria mais fácil ele ter dito que o palco estava encharcado (até as baterias, que ficam no fundo dos palcos estavam molhadas!) e que demoraria ainda um bocado.

Pera… acho que adiantei muito, deixa eu voltar um pouco… chegamos na “Arena”, entre o Classic Hall e Pavilhão do Centro de Convenções às sete e meia. Melhor ainda… vamos voltar mais… Seis e meia, em casa olhando pela janela e vendo a chuva, tive a péssima idéia de usar meu ‘tênis carnavalesco’, aquele que fica no fundo do armário para ser usado em situações críticas. Por sinal o meu era um tênis que resistiu a dois ou três ‘Galo da Madrugada’, ou seja já era treinado… tomei também uma ‘vitamina c’ pra reforçar, já que tinha passado a semana todo gripado e com febre. Pra complicar mais, no dia seguinte eu seria padrinho do casamento do meu melhor amigo (ops.. ficou com nome de filme) e não podia correr riscos de ‘arriar’ novamente. Depois vocês vão entender por que estou falando disso…

Voltando ao festival… onze e quarenta cinco… Eu já estava todo molhado, melado de lama e irritado (como quase todo mundo que estava lá)… começa o show de Cidade Negra… na primeira musica Tony Garrido deu um ‘ninja’ e reverteu toda a irritação em aplausos, o cara é ‘showman’ mesmo.

Depois da primeira música, Garrido pediu desculpas em nome da produção e mandou um show só de covers. Nada de “Acústico Mtv”, como eu tinha tentado prever, apenas covers em ritmo de reggae. Tim Maia, Jimmy Cliff, Lobão, Led Zeppellin, Paralamas, Legião Urbana e até Cidade Negra (opsss)… cantados por toda platéia encharcada.

Bahh… esse cara devia trabalhar na Globo! (opsss) domínio total do palco e do público. O público do camarote se espremia pra ver o show… ah nem contei… depois de 20 minutos de chuva procurei um lugar coberto pra me abrigar e poder fazer umas imagens. Tome chuva e covers até o final do show.

Eu Estava na expectativa de ver o show do Skank, mas simplesmente não consegui. com medo de molhar a câmera, acabei voltando ao camarote, de onde não dava pra ver ou escutar quase nada, o som estava terrível, mal dava pra identificar as músicas… no camarote surgiu uma sugestão de colocar as letras das músicas nos telões, tipo Domingão do Faustão.

Preciso ver um show do Skank inteiro, com calma, sem chuva e calçado… é… nem conto, logo no começo do show eu desci para tentar assistir de perto do palco e meu tênis deu xabú, o solado ficou atolado numa poça… resultado, além de molhado, agora estava sem sapato, e os pedaços que restaram faziam um barulho sinistro: “sloop sloop”. (anotação mental: lembrar de trazer roupa de mergulho e/ou bota galocha!).

Falando em lama, Nação Zumbi era a próxima atração no palco Olinda e no meio do show do Skank, muita gente já estava na frente do outro palco. Pela ‘onda migratória’ indo de um palco a outro, durante os shows, dava pra calcular o quanto uma banda era esperada pelo público.

O show começou com uma longa versão de “Mormaço” (“Toalha nova não enxugaaaaaaa!” ah como eu queria uma toalha, até nova tava valendo…). A música mais agitada da primeira parte do show acabou sendo mais um cover: “Quando a Maré Encher” da Eddie, regravada pela Nação e Cássia Eller.

Depois o show deu uma desacelerada com as músicas mais psicodélicas do novo cd e só acelerou de novo no final quando a banda mandou um cover de “Purple Haze” do Hendrix. A banda tocou até o som ser cortado pela produção! a meninada não parava de gritar “NAÇÃO! NAÇÃO!”. Showzaço, mas errei feio na minha previsão… nada de participações especiais, deve ter sido a chuva…

Agora era vez dos tiozinhos do Titãs, gosto muito deles, acho que o primeiro show de rock que assisti foi dos Titãs, ali mesmo no Pavilhão em mil novecentos e oitenta e esqueci. A chuva deu um tempo e som deu um melhorada, tudo pronto para um ótimo show!. Eles começaram com todo pique “Flores”, “Domingo” e “A Melhor Banda da Última Semana”, com essa última música veio a chuva forte de novo e debandada do público para o Pavilhão e a Tenda Eletrônica. O som voltou a embolar, aproveitei pra me proteger da chuva nos camarotes.

O destaque atual do Titãs é Paulo Miklos, ele se destaca no palco interpretando as músicas com gestos, até com o som ruim ou sem som dá para entender as músicas… difícil descrever aquilo. Além de ser bom ator, Miklos mostrou que é um cara ‘cool’, relembrou o rapper Sabotage cantando “Um Bom Lugar” (cover!) e mandou um “Acorda Maria Bonita… Acorda pra fazer café” antes de cantar “Polícia”. Ele devia ter aproveitado e cantado também “Marvin” (“cover” de Nando Reis), que acabou sendo interpretada pelo Branco Mello, sem grande brilho.

Fazendo um trocadilho com o nome do disco, apesar de molhado eu estou bem, como estão eles ? “marromenos” .

Começa o show de Biquíni Cavadão, outro ponto pra mim… acertei outra previsão!. O show começa com uma vinheta das músicas do cd “80” só com covers de bandas do rock brazuca safra 80. Covers justificados pelo Bruno Gouveia com a frase “naquela época música não era feita pra bunda não!” ROCK! Público conquistado.

Eu poderia detonar a banda por ter escolhido esse caminho de tocar covers, mas não tem do que falar mal, o show foi muito bem planejado. Abanda esquentou o público com músicas da Legião Urbana, Uns e Outros, Nenhum de Nós, depois emendou o repertório próprio.

Os destaques da banda são o baixista Patrick (ex-Los Hermanos e Rodox), que não parava de pular um minuto e o vocalista Bruno Gouveia que conquistou o público com frases do tipo: “Existe um Chico Science dentro de cada um de vocês, um Zeroquatro, um Jorge Cabeleira…” (falando em Chico Science, ele merece um texto so falando das incontáveis vezes que foi citado…).

Até metade do show a chuva estava bem fina, parando de vez em quando… mas sabe como é… São Pedro é roqueiro!, tenho certeza! e com ele tudo funciona sincronizado. Como eu tinha previsto durante “Chove Chuva” (Jorge Ben) CHOVEU! e não foi pouco não!. Tome chuva e hits: “Mundo da Lua” (com a tradicional participacao de um fã cantado), “Tédio”, “Vento Ventania”, “Zé Ninguém” e “Mundo da Lua”. Resumindo: Biquini acabou sendo a grata surpresa da primeira noite do festival.

As poucas pessoas que ainda tinham forças correram pra ver Alceu Valença, o resto do público que ainda não tido ido embora estava no Pavilhão tentando recuperar as energias. A chuva deu um tempo e o show começou com o dia já querendo clarear. Em ritmo de frevo, Alceu abriu com “Bicho Maluco Beleza”, o som continuava sofrível.

Juro que ainda não entendi a escalação do Alceu Valença e do Almir Rouche no festival, principalmente tão tarde, se fosse abrindo o festival como uma ‘homenagem’ ainda dava pra engolir. Talvez o show fosse para os turistas, tentando capturá-los para o carnaval, vai entender…

Voltando ao show, respeito muito Alceu, gosto muito de alguns discos dele, mas parece que ele parou no tempo. O show continua o mesmo de 5 ou 6 anos atrás, os destaques foram (ou continuam sendo) “Estação da Luz” e “Olinda, Quero Cantar”, tocadas com o mesmo arranjo e solos de uma fita que tenho com um show de Alceu em 1994! Resultado fiquei de longe olhando pro palco guardando as forças.

Pensei que só eu estava guardando as últimas forças para o show de Los Hermanos, mas quando o apresentador anunciou “LOS HERMANOS!”, muita gente saiu correndo do Pavilhão e foi pra frente do palco. Como eu previ (preciso jogar na loto!) a banda abriu com a música “Vencedor”, quer dizer mais ou menos, na verdade eles abriram com “Música Tradicional Búlgara” fazendo a passagem de som “ao vivo”. O som do palco Olinda não estava 100%, mas estava infinitamente superior ao do palco Recife. Falando em Recife, por aqui os Los Hermanos são reis, eles realmente merecem um titulo de cidadania Recifense.

Assisti as 5 primeiras músicas, mesmo show, mesmas músicas, nada de Anna Julia e mas sempre um excelente show. Mas tá ficando repetitivo né ?

Hora de partir… peguei o cordão do meu crachá amarrei meu sapato e me arrastei até o carro… sloop sloop sloop… putz… nunca mais pergunto “Será que vai Chover”.

Queria muito ter visto a reação do público no show da Tribo de Jah e principalmente o Otto, mas descalço, molhado, bateria fraca e um casamento pra ir me impediram. Agora era rezar pra São Pedro dar uma aliviada e o padroeiro dos engenheiros de som dar uma força…

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Posted sexta-feira, janeiro 30th, 2004 under Coberturas.

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