Astronautas Abre Primeiro dia do Recbeat 2004

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em 21/02/2004 por Guilherme Moura

Veja a programação de hoje do RecBeat 2004 e conheça mais sobre atrações.

SÁBADO (21/02/04)

00h25 – Devotos (PE)

23h10 – LanLan e os Elaines (RJ)

22h10 – A Roda (PE)

21h10 – Narguilé Hidromecânico (PI)

20h20 – Astronautas (PE)

19h30 – Alafin Oyó (PE)

Dj Felipe Falcão (nos intervalos entre as bandas)

Atrações de Hoje:

Devotos (foto divulgação)

DEVOTOS (PE)

Banda veterana da cena pernambucana, a Devotos (até 2000 conhecida por Devotos do Ódio) conquistou projeção nacional e se manteve (e mantém) desde 1988, paralelamente ao manguebeat, inquieta, porém fiel à sua proposta artística original, fruto do encontro da fértil cena punk presente em Pernambuco nos anos 80 com forte comprometimento social.

Vinda do Alto José do Pinho, morro do subúrbio Norte de Recife, a Devotos liderando um conjunto de bandas, mudou a face da própria comunidade, num local onde a mídia só falava em violência e passou a falar em cultura: há mais de uma década o morro é conhecido como “celeiro de bandas”.

No som, a maturidade só ampliou a gama de influências de Cannibal, Celo e Neilton, que agregam novos elementos ao seu punk-rock, hardcore (ou seja lá o estilo usado para defini-los), sem perder o peso e a originalidade, como pode ser notado no disco recém-lançado “A Hora da Batalha”.

No contéudo, a banda é mais um alto-falante contra as desigualdades sociais, o preconceito e a discriminação, que teimam em tornar invisíveis jovens, mulheres, idosos, crianças, negros e negras, artistas populares e toda sorte de gente do lado de cá. A Devotos alimenta, ainda, a fé numa vida decente para todos, sem distinções.

Formação: Cannibal (baixo e voz), Celo (bateria) e Neilton (guitarra)

Discografia: “A Hora da Batalha” (2003/ independente), “Devotos” (2000/ Rockit!) e “Agora Ta Valendo” (1997/ independente).

Lan Lan e os Elaines (foto divulgação)

LAN LAN E OS ELAINES (RJ)

Lan Lan e os Elaines é rebeldia de músicos. Talento cru. Som viogoroso. Bastardo no melhor sentido, já que tem pais e mães diferentes: Carlinhos Brown, Nando Reis, Elba Ramalho, Os Doces Bárbaros, Marisa Monte, Jussara Silveira, Virgínia Rodrigues, Luís Caldas, Cássia Eller. A banda tem uma pitada de todos e não se parece com nenhum deles. Energia pelos palcos e estúdios do Brasil que se acumulou e foi transformada pelas mãos e peles da percussionista Lanlan. Espécie de garagem nacional, o som vem de jam sessions privadas. É o resultado de encontros nos quartos de hotéis, de tocar qualquer coisa nas horas vagas, de uma brincadeira carregada de códigos particulares.

O som é novo e intrigante. Tem guitarra de rock’n roll e um perfume de afoxé (como?). Chega a ser sujo, com toda boa descarga de adrenalina. Mas para o bom observador, ele traz um histórico da música popular brasileira dos últimos vinte anos. Acordes, batuques e distorções que foram registrados em discos, tocados nas rádios e que emocionaram as platéias dos grandes shows nacionais. “Transtorno rítmico percussivo, com altas doses de guitarra e percussão”, define a percussionista, cantora e compositora Lanlan.

Formação: Walter villaça e Fernando Caneca (guitarras), Thamyma Brasil (percusão), Fernando Nunes (baixo), Maurício Braga (bateria) e Nara Gil (backing).

Discografia: “Com Ela” (2003/ Maianga Discos).

A Roda (foto divulgação)

A RODA (PE)

Uma das boas novidades da fértil cena pernambucana, o grupo A Roda nasceu num dia de “ócio criativo”, quando um grupo de amigos (músicos de bandas diferentes) resolveu “brincar” de juntar um pouco de Herbie Hancok, Ernest Ranglin, Medeski Martin & Wood, ritmos afro-cubanos, salsa, merengue e muito 70’s funk.

Desde seu nascimento oficial, em setembro de 2002, a banda não para de conquistar admiradores com seu repertório instrumental. Das ladeiras de Olinda para as concorridas noites do Bar Burburinho no Recife Antigo, a Roda manteve a naturalidade que marcou seu despretensioso início.

Formação: Eduardo (guitarra), Charles (batera), Yuri (baixo), Fernando (teclado), Irandê, Homero e Guga (percussão), André e Marcos (metais).

Narguilé Hidromecânico (foto divulgação)

NARGUILÉ HIDROMECÂNICO (PI)

Formado em 1998 no Piauí, o grupo Narguilé Hidromecânico continua caminhando em busca de sua identidade cultural através de um som novo, que utiliza desde guitarras distorcidas até instrumentos alternativos como zabumba, pandeiro, berimbau, caxixi, triângulo, explorando até os beats eletrônicos e as pick-ups. Com isso, tornou-se uma referência na música piauiense e vem conquistando espaço nacionalmente através de participações em projetos, festivais e concursos em diversos estados como Rumos Musicais (Itaú Cultural/ SP), Carnaval na Lapa (Arcos da Lapa/ RJ), Festival Nordestes (SESC Pompéia/SP), Mostra Piauí (Dragão do Mar/ CE), Escalada do Rock (Rock in Rio), entre outros.

Atualmente, o Narguilé Hidromecânico está finalizando as gravações do seu terceiro disco. Contando agora com os vocais e a criatividade artística de Nando Chá, o trabalho mistura reggae, ska, hardcore, entre outros ritmos.

Formação: Nando Cha (voz), Júnior B. (baixo e voz), Márcio Bigli (guitarra), Cumpade Arnaldo (percussão) e Alexandre Naka (bateria).

Discografia: “Poeirão” (2001/ Cuia Records) e “Narguilé Hidromecânico (1999/ Noise Play).

Astronautas

ASTRONAUTAS (PE)

Um mosaico de registros sonoros e visuais, assim pode ser definida a proposta artística da banda Astronautas. Variadas texturas sonoras e rítmicas, efeitos hipnóticos e ruídos eletrônicos processados por indivíduos cujo imaginário remonta a: rock + tecnologia + ficcção científica + Kraftwerk + hq + música eletrônica + Devo + psicodelia + realidade virtual + cinema novo + Isaac Asimov + cultura televisiva…

Nos shows, os Astronautas descarregam paredes de guitarras de riffs minimalistas, cozinha rítmica compacta e grooveada, efeitos e ruídos dos mais inusitados, imagens (animações e vídeos trabalhados ao vivo), cenário e produção completos, tudo com o objetivo de criar o ambiente perfeito para as músicas.

Formação: André Frank (guitarra e vocal), Rodriguez (guitarra e backing), Dudu Sat (baixo e backing) e Arthur Carioca (bateria).

Discografia: “Algum Lugar do Sistema Solar” (2003/ independente)

AFOXÉ ALAFIN OYÓ (PE)

Antecessor do Maracatu Nação, ou de Baque Virado, o Afoxé tem a mesma natureza: um cortejo composto por música, dança e interpretação, mas sua musicalidade está mais próxima da religiosidade afro e seus integrantes representam a corte africana.

Formada em 1986 por um grupo de negros dissidentes do Afoxé Araodé, a Associação Recreativa Carnavalesca Afoxé Alafin Oyó surgiu com a missão de lutar pela resistência negra, cultural e religiosa. Atualmente tem 25 integrantes fixos entre vozes, instrumentos e dança, que residem em Olinda, Recife e Paulista.

Além das apresentações, a agremiação desenvolve um forte trabalho de preservação cultural através de oficinas e também atua no âmbito social com o envolvimento de seus integrantes em projetos destinados à comunidade pernambucana em geral.

Discografia: “Afoxés de Pernambuco” (coletânea de cortejos afro-descendentes)

DJS SEM NOÇÃO (PE) – TENDA ELETRÔNICA

Grupo formado pelos DJs Renato L., Bruno Pedrosa e Bahiano, considerados pela Vejinha (suplemento Revista Veja) como melhor grupo de DJs de Recife em 2003.

(Fonte: Release do RecBeat 2004 – Renata Lima / Assessora de Imprensa)

Links:
» Site do RecBeat 2004
» Astronautas no Guia do Rock

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Posted sábado, fevereiro 21st, 2004 under Notícias.

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