Eddie e Rogério Skylab são os Destaques de Hoje

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em 22/02/2004 por Guilherme Moura

Veja a programação de hoje do RecBeat 2004 e conheça mais sobre atrações.

DOMINGO (22/02/04)

00h25 – Eddie (PE)

23h10 – Bernie’s Lounge (HOL)

22h10 – Rogério Skylab (RJ)

21h10 – Maciel Salu (PE)

20h20 – Eleonora Falcone (PB)

19h30 – União 7 Flexas de Goiana (PE)

À TARDE – Bloco Quanta Ladeira

Dj Duda (nos intervalos entre as bandas)

Atrações de Hoje:

Eddie (foto divulgação)

EDDIE (PE)

Formado no final dos anos 80, o Eddie é um dos grupos que lançaram e fortaleceram a cena pernambucana no mapa da música brasileira criativa e inovadora dos anos 90, junto com Chico Science e Nação Zumbi, mundo livre S/A, Mestre Ambrósio, entre outros.

Com quinze anos de estrada, diversas formações, músicas gravadas por Nação Zumbi, Wado, Mônica Feijó, Cássia Eller e tendo participado ativamente durante esses anos todos da riqueza artístico-cultural de Pernambuco, só agora a banda chega ao seu segundo álbum. Batizado de “Original Olinda Style”, o disco é uma espécie de evocação da cidade, não saudosista, mas moderna e multimídia. A sonoridade vem de um liquidificar cultural que bate retetés de dub, samples, samba, frevo, reggae e muito mais. Som movido a experimentos, música brasileira + três acordes + etnias + diversão. “Línguas diversas, se comunicar, nos encontramos nos Pixies, nos Ramones, Dead Kenneds, nas divagações da música jamaicana, os estúdios, as técnicas, repetições, as lições do jazz, na poesia da Bossa, na maloqueragem dos pernambucanos, (isso só saberíamos depois de anos e várias formações, que seria uma das soluções musicais mais importantes na linha de montagem das nossas músicas), nas facilidades e possibilidades que as gravações nos possibilitavam, na mistura de pessoas diferentes, musicalidades diferentes, escolas diferentes, um processo de mutação permanente”, diz o vocalista Fábio Trummer sobre a nova fase da banda.

Formação: Fábio Trummer (vocal, guitarra e sampler), Alexandre Urêa (backing vocal e percussão), Rob (baixo) e Kiko (bateria).

Discografia: “Original Olinda Style” (2003/ independente) e “Sonicmambo” (1998/ Roadrunner)

Bernie's Lounge (foto divulgação)

BERNIE’S LOUNGE (HOL)

Bernie’s Lounge é uma banda de soul-jazz puro e ao mesmo tempo moderno, de repertório dançante e contagiante. Os músicos se divertem enquanto interagem e brincam com o público, deixando aqui sua marca registrada: a descontração. Assim, para o Bernie’s Lounge, é mais importante a energia que a música adquire em contato com as pessoas do que propriamente o local, uma vez que eles se já apresentaram em bares, jazzclubs e até mesmo na rua. A fusão vem do calypso, mambo, funk, rockabilly, influências africanas e dos Bálcãs e, obviamente do jazz, fazendo com que o som se torne originalmente irresistível.

Há aproximadamente quatro anos, o Bernie’s Lounge começava como um duo de rua, com David Beukers no sax e Mark Tuinstra na guitarra. Depois de uma fértil turnê pela Itália, a dupla ganhou um baixista e logo outros músicos (de diferentes bandas como Jump to Addis, Amsterdam Klezmer Band e Jammah Tammah) passaram a integrar a banda. Enquanto isso, Bernie’s Lounge fazia apresentações em bares, estações de metrô, na beira da praia, em danceterias, galerias e palcos de jazz; e logo o grupo foi convidado a participar de festivais na Holanda, Espanha e Itália (De Parade Amsterdam, Jazzmarathon Groningen, Festival di Riva di Gada, Streetfestival Napoli, Jazzfestival San Sebastian).

Formação: Janfie van Strien (sax alto), David Beukers (sax tenor), Dominique Brackeva (trombone), Mark Tuinstra (guitarra), Jasper de Beer (baixo), Steve Mitchell (percussão) e Bernt Nellen (bateria).

Rogério Skylab (foto divulgação)

ROGÉRIO SKYLAB (RJ)

Cantor, músico, compositor, poeta e performer, Rogério Skylab iniciou sua carreira musical em 1992. Assustador para alguns, bizarro para outros, Skylab tem na estética trash (alternada/ aliada a uma postura lírica) um dos alicerces do seu trabalho.

Surpreendente, Skylab desenvolve, ao longo de suas apresentações, diversas personalidades marcadas pelo exagero; interpretações caricatas para um repertório esquizofrênico, que abarca gêneros tão díspares como o heavy metal, a seresta e a bossa nova. Sua performance no palco é um capítulo à parte. Um bom exemplo é o uso da faca como objeto cênico para ilustrar o sentido que empresta ao ato de criar: cortar, esquartejar.

Seu mais recente disco “Skylab IV” é composto por músicas conhecidas através de shows, ainda não gravadas, a maioria de sua autoria. A proposta é bem diferente do anterior, bastante experimental e focado no mundo marginal carioca, produzido a partir de colagens e com presenças tanto de pessoas distantes do grande público (Joe Romano, Zumbi do Mato) como também de Caetano Veloso, Arrigo Barnabé, Leonel Brizola e algumas passagens do filme “Bandido da Luz Vermelha”.

Discografia: “Skylab IV” (2003/ independente), “Skylab III” (2001, independente) “Skylab II” (2000/independente), “Skylab” (1999/ Special) “Fora da Grei” (1992/ independente).

Formação: Rogério Skylab (voz), Thiago Amorim (guitarra), Alexandre Guichard (violão), Rodrigo Sá (baixo) e Bruno Vieira (bateria).

Maciel Salu (foto divulgação)

MACIEL SALU (PE)

Egresso do grupo Chão e Chinelo, como no seu grupo anterior, Salú investe na revitalização dos sons regionais de Pernambuco. Filho do Mestre Salustiano e neto de João Salustiano, Salú não quebrou a tradição de seus conterrâneos e formou-se um rabequeiro de primeira. O músico que também tocou na Orchestra Santa Massa, há dois anos formou o grupo Maciel Salú e o Terno do Terreiro, com o qual acaba de lançar seu primeiro disco solo, “A Pisada é Assim”, subvertendo a tradição à modernidade.

Nova, irreverente, a sonoridade criada no álbum utiliza elementos e instrumentos tradicionais (alguns poucos nem tanto), mas surge com grande disposição para quebrar paradigmas e fazer novas proposições. A apresentação no festival é uma boa oportunidade para quem perdeu o recente show de lançamento do trabalho, conhecer o talento de Salu como compositor: das 14 faixas do disco, treze são assinadas por ele.

Formação: Salú (rabeca), Juliano Holanda (baixo, viola de 10 cordas e bandolim), Sidclei (percussão), Zé Mário (percussão), Alexandre Urêa (percussão e vocal) e Márcio Costa (percussão e vocal).

Discografia: “A Pisada é Assim” (2003/ independente)

Eleonora Falcone (foto divulgação)

ELEONORA FALCONE (PB)

Intérprete, compositora, professora de canto, premiada em festivais de música, autora do CD “Apetite” – que ocupou espaços de destaque na mídia nacional -, Eleonora tem raízes nordestinas, e consolidou a carreira no Rio de Janeiro, onde atua há uma década realizando um trabalho em companhia de parceiros compositores da cena contemporânea carioca, nomes a exemplo de Luís Capucho, Suely Mesquita, Pedro Luís e Marcos Sacramento.

Natural da Paraíba, dividindo o tempo entre João Pessoa, Rio e compromissos em outras cidades, Eleonora mantém permanente contato com o estado onde nasceram também Jackson do Pandeiro, Chico César, Zé Ramalho, Sivuca, Bráulio Tavares e Elba Ramalho. Estes músicos paraibanos são autores de uma obra com a qual a cantora dialoga através de uma expressão artística e estética que incorpora os modos tradicionais da música regional da qual Sivuca é um mestre, e a poética pop presente tanto na obra de Zé Ramalho quanto na de Chico César, de quem interpreta várias canções nos shows que tem feito pelo Brasil.

A música de Eleonora Falcone reflete o ambiente sonoro da contemporaneidade, uma síntese em que convivem as tensões da cultura urbana, programações eletrônicas realizadas a partir da diversidade das massas sonoras do universo pop e as harmonias sofisticadas da Bossa Nova, gênero que, resgatado pelos ingleses na década passada, ganha no trabalho da cantora, uma intérprete madura e segura, novas sonoridades. Dona de uma bela voz e técnica apurada, Eleonora evidencia sua opção pelas nuances em detrimento do mero exibicionismo vocal. Mas ousadia não lhe falta: “timbre de um agreste beijado pela brisa nordestina, sutil, perspicaz ao dividir versos como quem desconstrói melodia para além da interpretação – Eleonora propõe recriação. Relê o que não é seu com tal intimidade que torna-se co-autora.” (Bráulio Neto)

Formação: Eleonora Falcone (voz), Francieudo Torres (violoncelo), Adriano Taurino (violão), Edy (baixo), Vitor Ramalho (bateria e percussão) e Esmeraldo Marques (programação eletrônica e guitarra).

Discografia: “Apetite” (2000/ independente).

DJ BIG (PE) – TENDA ELETRÔNICA

Big faz sets com muito funk e black music. Atualmente toca com a banda Pácua & Via Sat e sempre é chamado para agitar as pistas de dança das festas mais badaladas da cidade. Big também é um dos DJs que desenvolve um excelente trabalho com crianças carentes no Instituto Vida.

DJ NEGRALHA (O RAPPA) (RJ) – TENDA ELETRÔNICA

Integrante dos grupos O Rappa e Eletrosamba, Negralha toca um som bem brasileiro e atual, fazendo colagens de gêneros como o hip hip e o samba.

(Fonte: Release do RecBeat 2004 – Renata Lima / Assessora de Imprensa)

Links:
» Site do RecBeat 2004
» Eddie no Guia do Rock

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Posted domingo, fevereiro 22nd, 2004 under Notícias.

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