Hip Hop, Blues, Chorinho e Música Eletronica

Logo do RecBeat 2004

em 23/02/2004 por Guilherme Moura

Veja a programação de hoje do RecBeat 2004 e conheça mais sobre atrações.

SEGUNDA-FEIRA (23/02/04)

00h25 – Dj Dolores: Aparelhagem (PE)

23h10 – Nega Gizza (RJ)

22h10 – Kenny Brown (EUA)

21h10 – Tira Poeira (RJ)

20h20 – Refinaria (Silvério Pessoa) (PE)

19h30 – Maracatu Nação Porto Rico (PE)

Dj Duda (nos intervalos enrte as bandas)

À TARDE – RecBitinho

Atrações de Hoje:

Dj Dolores (foto divulgação)

DJ DOLORES: APARELHAGEM (PE)

Depois do projeto Orchestra Santa Massa, DJ Dolores (A.K.A. Helder Aragão) continua em busca da batida perfeita com sotaque brasileiro. Dessa vez, Dolores cria uma zona de confluência entre as várias expressões da tradição musical urbana do norte/nordeste do país, revistas sob a ótica da eletrônica. O nome Aparelhagem é uma expressão popular, tipicamente brasileira, para definir um sound system.

Prestes a embarcar para mais uma turnê européia (em 2003 junto com a Santa Massa, Dolores fez 34 shows entre Europa e América do Norte), estréia o novo projeto no Festival Recbeat. Nele destacam-se os metais de acento nordestino, melancólicos como velhos temas de reggae, guitarras limpas, plugadas on line, percussão, sintetizadores vintages e laptop. As letras ganham também um espaço maior, dando ênfase ao modo de falar das ruas, pois a primeira trincheira da guerra de classes acontece na língua.

Num país como o Brasil, onde os campos sociais são bem claros, DJ Dolores faz um saudável tráfico cultural entre as diferentes classes econômicas, levando a música do povo, como emboladas e o brega paraense, para as pistas de eletrônica da classe média e, de modo oposto, usa tecnologia de ponta para se infiltrar na tradição da música popular presente na periferia dos centros urbanos de sua região.

Formação: DJ Dolores (sintetizadores, samples e vitrola), Lucas dos Prazeres, Isaar França (vocal e percussão) e Francisco “Forró” Amâncio.

Discografia: “Contraditório?” (2002/ Candeeiro Records/ com Orchestra Santa Massa), “A Máquina” (2000/ trilha sonora) e “Enjaulado” (1997/ trilha sonora).

Nega Gizza (foto divulgação)

NEGA GIZZA (SP)

Gisele Gomes de Souza, ou melhor, Nega Gizza, nasceu na Favela de Parque Esperança, subúrbio carioca. Guerreira da sobrevivência passou a se dedicar ao trabalho voluntário em rádios comunitárias. Foi onde conheceu o rap. Gizza então se tornou locutora de rádio e tem o mérito de ser a primeira e única locutora oficial de um programa de rap em rádio FM no Brasil. (Imprensa / Rio de Janeiro – 1999/2000 – Programa Hip Hop Brasil).Desde 2000, Gizza têm dividido o palco com o rapper e irmão de coração MV Bill. Vencedora em 2001 do Prêmio Hutus na categoria de melhor demo, com a música “Prostituta”, somente em 2003, Nega Gizza lançou “Na Humildade”, seu primeiro trabalho solo, pelo recém-criado selo próprio Dum-Dum Records. Na produção, só elite: DJ Luciano, Zé Gonzales (se auto-intitulando agora Zégonz), Ganja Man, Eduardo Marote e MV Bill. O disco é forte e possui qualidade musical arrojada, lançando mão de recursos diversos que vão desde guitarra e baixo até piano em algumas faixas. A polêmica faixa “Prostituta” faz parte do álbum com produção diferente da demo.

Discografia: “Na Humildade” (2003/ Dum-Dum Records).

Kenny Brown (foto divulgação)

KENNY BROWN (EUA)

O guitarrista e cantor norte-americano Kenny Brown é um dos bluesmen que, pelo menos uma vez por ano, bate o ponto no Recife onde costuma fazer shows vibrantes com muito blues (claro), soul, rock e algumas baladas românticas. Tudo com muito suingue, como é comum nas apresentações que já teve a oportunidade de mostrar por aqui.

Natural de Nova Orleans, onde vive parte do ano, o guitarrista permeia seu trabalho pelos mais diversos gêneros que têm como raiz a música negra de seu país.

Brown, dentre tantos outros nomes, já tocou ao lado de Slash (Guns’n’Roses) e Little Richard – apenas para citar os principais nomes.

Discografia: “Stingray” (2003/ Fat Possum) e “Goin Back to Mississippi” (1997/ Plumtone).

Tira Poeira (foto divulgação)

TIRA POEIRA (RJ)

Formado por cinco jovens; exímios instrumentistas, que têm em comum a paixão pelo choro e o hábito de freqüentar o bairro da Lapa, no rio de janeiro, onde todas as tribos e tendências se reúnem e se misturam.

O som peculiar do Tira Poeira se deve primeiramente à variada formação musical de seus integrantes, que passaram pelo samba, pela música clássica, música cubana, jazz, flamenco, e hoje utilizam todo esse rico material sonoro tendo como eixo o respeito à tradição dos grandes mestres. Em segundo lugar, a improvisação e a liberdade têm um lugar de destaque, que aliados a arranjos elaborados, resulta numa combinação vibrante e surpreendente.

O repertório do grupo formado por clássicos da música instrumental brasileira, relidos de maneira original, sem nunca perder a verve chorística, surpreende pelas possibilidades rítmicas e melódicas e pelo virtuosismo dos integrantes do grupo, reafirmando a vitalidade do gênero.

Formação: Caio Márcio (violão), Henry Lentino (bandolim), Samuel Deoliveira (saxofones), Fábio Nin (violão 7) e Sérgio Krakowski (pandeiro).

Discografia: “Tira Poeira” (2003/ Biscoito Fino).

Refinaria (foto divulgação)

REFINARIA

A liga musical Refinaria é um projeto que cruza a música brasileira oriunda de Pernambuco com a música eletrônica. Nasceu no final de 2003 num show com a banda Eddie, apesar dos integrantes sempre terem trabalhado juntos, seja no palco, seja em artes visuais e estúdio.

O intento principal é realizar uma música de fronteira, que sempre utilize o princípio da incompletude e descontinuidade; música para dançar de olhos abertos e fechados, em clima psicodélico, viajando nos delays.

A estrutura musical é formada por bateria, baixo eletro-eletrônico, voz com o máximo de efeitos possíveis e um computador arrumando o time e formando as bases, sempre diferentes de uma apresentação para outra. Os textos/ letras do projeto Refinaria comentam os costumes de quem gosta da noite, suas festas e significados, ao mesmo tempo que cria poesias áridas como “Meu baião é rasteiro, feito pé-de-cobra”.

Formação: Silvério Pessoa, Wilson Farias (Bate o Mancá), Zezão Nóbrega e Felipe Falcão (Digital Groove).

MARACATU NAÇÃO PORTO RICO

CIA. DE DANÇAS POPULARES TUPARETAMA (PE) – RECBITINHO

É uma das atrações do Recbitinho, programação direcionada para o público infantil. Na ocasião o grupo apresenta o espetáculo “Dançando nas Alturas”, dirigido e coreografado por Fabian de Queiroz, que conta com 27 pessoas entre dançarinos, percussionistas e equipe de apoio. Com este espetáculo em pernas-de-pau, a CDPT reafirma suas características de experimento e formação, dando continuidade aos trabalhos com as diversas manifestações culturais do Nordeste, as inúmeras possibilidades de abordagem visual para espetáculos de dança e a valorização das múltiplas possibilidades de criação artística e comunicação da arte do povo.

A Cia. de Danças Populares de Tuparetama foi criada e é mantida para trabalhar arte-educação, dança e cultura com atendimento preferencial às pessoas de baixa-renda e que estejam freqüentando a escola regularmente. Atualmente é formada por dois grupos (Juvenil e Infantil) com média de 20 participantes cada, e pelo Curso Permanente de Dança Popular (gratuito), aberto a crianças acima de 7 anos. Trata-se de uma companhia sem fins lucrativos com 10 anos de formação.

Roteiro do espetáculo: Passeio de Animação pelo local do espetáculo/ Quadrilha junina e casamento matuto/ Ciranda/ Coco/ Xote/ Maracatu de Baque-virado/ Caboclos de Lança/ Nega Maluca Catirina.

Figurinos: Tárcio José/ Maquilagem e adereços: Rejânia Brito e Fabian.

CIA DE MUSICA E DANÇA ANDARILHO – RECBITINHO

DJ TARZAN (PE) – TENDA ELETRÔNICA

DJ bastante atuante na cena pernambucana, Tarzan faz sets ecléticos com hip hop, electro e drum’n bass. Admirado por colegas de profissão e pelo público, Tarzan vem de uma boa apresentação no projeto Skol Spirit.

DJ MURPHY (SP) – TENDA ELETRÔNICA

O interesse de Marcos “Murphy” pela música eletrônica começou com a acid house e o hip hop, mas sua estréia como DJ profissional se deu com a house, techno, hardcore e jungle. Posteriormente tocando faixas de Jeff mills, Inner City, Laurent Garnier e inúmeros outros grandes nomes, Murphy resolveu se dedicar a um único estilo: o techno. Com mixagens precisas, scratches e efeitos, ele destila doses cavalares do estilo, variando do funky techno até o hard techno. Marco Bailey, Ben Sims, Gary Martin e Hard Cell, são alguns dos produtores que passeiam pelo seus intensos sets.

(Fonte: Release do RecBeat 2004 – Renata Lima / Assessora de Imprensa)

Links:
» Site do RecBeat 2004

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Posted segunda-feira, fevereiro 23rd, 2004 under Notícias.

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