Nação Zumbi Fecha o Último dia do Recbeat 2004

Logo do RecBeat 2004

em 24/02/2004 por Guilherme Moura

Veja a programação de hoje do RecBeat 2004 e conheça mais sobre atrações.

STERÇA-FEIRA (24/02/04)

00h25 – Nação Zumbi (PE)

23h10 – Abuela Coca (URG)

22h10 – Bojo e Maria Alcina (SP)

21h10 – Samba de Coco Raízes de Arcoverde (PE)

20h20 – Zambo (PE)

19h30 – Maracatu Estrela Brilhante de Nazaré da Mata (PE)

Dj Bruno Pedrosa (nos intervalos entre as bandas)

Atrações de Hoje:

Nação Zumbi (foto divulgação)

NAÇÃO ZUMBI

Renovado e ocupando um merecido lugar de destaque no cenário nacional, o grupo Nação Zumbi tem aproveitado a excelente fase da carreira – marcada pelo raro reconhecimento simultâneo de público, crítica e classe artística -, para difundir cada vez mais seu trabalho. Desde o lançamento de “Nação Zumbi”, seu quinto álbum, a banda não parou mais de tocar pelo país e faz shows lotados até hoje. O melhor de tudo é a ótima aceitação do novo repertório pelo público, que canta junto as novas músicas, curte o set list todo e não fica cobrando da banda somente os sucessos. Ao que tudo indica a saudável evolução da banda que apresentou guitarras ainda mais pesadas, o dub como forte influência e Jorge do Peixe estabelecido no posto de front man, porém aberto às boas e diferentes interpretações de Toca Ogan e Gilmar Bola 9, agradaram em cheio.

Além das apresentações individuais, em 2003 o grupo encabeçou os maiores festivais brasileiros (Abril Pro Rock (PE), Curitiba Pop Festival, Porão do Rock (DF), Garage Rock Festival (BA), TIM Festival (RJ) e outros), ganhou o Prêmio TIM como melhor banda de rock de 2002, foi indicado ao Grammy Latino e fez uma mini-turnê internacional, incluindo apresentação no Womex, maior feira de música da Europa, realizada na Espanha.

É com esse pique que a Nação Zumbi se apresenta em sua cidade natal, pronta para lavar a alma e brindar o público com um show no seu ponto mais alto: afiado; resultado de inúmeras experimentações feitas Brasil afora. Apesar de ter como espinha dorsal músicas do mais recente disco, o repertório é balanceado entre composições novas e antigas. no quesito performance, o que se pode esperar é a tradicional pegada vigorosa da banda, muito groove e uma atmosfera dub.

Formação: Jorge Du Peixe (voz e percussão), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria e percussão), Toca Ogan (voz e percussão), Gilmar Bolla 8 (percussão, vocais e backing), Marco Matias e Da Lua (percussão).

Discografia: “Nação Zumbi” (2002/ Trama), “Rádio S.AM.BA” (2000/ Ybrazil), “CSNZ” (1998/ Sony Music), “Afrociberdelia” (1996/ Sony Music) e “Da Lama ao Caos” (1994/ Sony Music).

Abuela Coca (foto divulgação)

ABUELA COCA (URG)

Grupo uruguaio formado em 1991 por Alfredo Gianotti, O Chole com os músicos Cacho Rodríguez, Bonga e Omar Santiago. A proposta inicial do Abuela era criar uma sonoridade própria através da mistura de diferentes estilos musicais. Uma década e inúmeras formações depois, o som da banda pode ser descrito como uma fusão bem dosada de rock, punk e rap com ritmos latino-africanos. A riqueza rítmica vem da influência decisiva do grupo francês Mano Negra e suas sugestões numa das ocasiões em que tocaram na América do Sul.

Hoje o Abuela conta com nove músicos que criam arranjos e composições sofisticadas a partir de bases melódicas. Nos shows o grupo procura envolver o público com interpretações vigorosas, que convidam à dança.

Formação: Chole (vocal e guitarra), Gonzalo Brown (vocal) Roberto “Palito” Elissalde (guitarra), Carlos Plá (baixo), Eduardo “Chanca” Elissalde (bateria), Sergio Fernandez (percussão), Paulo Zuloaga (sax tenor), Andrea Vieira (sax) e Martin Morón (trumpete).

Discografia: “El Ritmo Del Bairro” (1999/ independente); “Después Te Explico” (1997/ Sony Music) e “Abuela Coca” (1996/ Perro Andaluz).

Bojo e Maria Alcina (foto divulgação)

BOJO E MARIA ALCINA (MG/SP)

Parceria inusitada que deu certo, a veterana sambista mineira e o quarteto paulistano de música orgânico-eletrônica Bojo, se encontraram através do festival Com:Tradição realizado em julho de 2003 no SESC Pompéia em São Paulo. A proposta era juntar a vertente experimental brasileira com nomes consagrados da MPB. Nos ensaios a simbiose já podia ser notada, mas foi no palco, na primeira apresentação juntos que veio a certeza da continuidade.

O novo repertório do Bojo ficou intenso na voz de Alcina. O repertório de Alcina ganhou novo fôlego com os loops e demolições do Bojo. Nascia ali o disco (gravado no formato ao vivo em estúdio) e show “Agora”, que marcam uma nova fase de ambos e cujo repertório é um entroncamento dos gostos pessoais do Bojo com os de Alcina com o requinte de uma criação coletiva.

Formação: Maria Alcina (voz) e Bojo: Du Moreira (baixo e moogerfoogers), Fé Pinati (loops e efeitos), Kuki Stolarski (bateria, percussão e hang) e Maurício Bussab (voz, sintetizadores e marimba).

Discografia (Maria Alcina tem cinco álbuns gravados e o grupo Bojo quatro): “Agora” (2003/ Outros Discos).

Músicas: Kataflan (Bojo), bate Balaio (João Bosco), Pan Pan Pan (Paulo da Portela), Tarja Preta (Wado), Filho Maravilha (Jorge Benjor), Ora Veja (Bojo), entre outras.

Samba de Coco Raízes de Arcoverde (foto divulgação)

SAMBA DE COCO RAÍZES DE ARCOVERDE

Natural do sertão pernambucano, o grupo de samba de coco Raízes de Arcoverde apresenta o tradicional ritmo, com nova roupagem caracterizada por letras singelas, batida marcante e melodias de timbre sibilante. Amaciado pela viagem do litoral, onde primeiro floresceu nas mãos de escravos, o coco-de-roda incorporou elementos indígenas e indícios de tradições sertanejas, mas conseguiu manter o toque sincopado e a dança envolvente que caracterizam a versão litorânea.

Sediado no Alto do Cruzeiro, o grupo fundado por Lula Calixto é composto pela união de duas famílias. Nas mãos dos Gomes e Calixtos, o coco não é apenas uma batida de pandeiro ou uma dança, é uma aliança, um modo de vida. Primos, tios, pais e filhos, todos são irmãos na hora de sambar. Tudo começa com um tímido repicar de trupé, que contagia o bombo hipnótico de Biu Neguinho e culmina com a abertura da pista para as vistosas bailarinas e afinadas cantoras.

Formação: Assis Calixto (voz e triâgulo), Biu Neguinho (surdo), Ciço Gomes (voz e coro), Damião Calixto (voz e pandeiro), François Gomes (ganzá), Ilma Calixto (coro), Iran Calixto (voz e coro) e Lourdes Calixto (coro e triângulo). Dançarinos: D. Maria, Dayane, Damares, Davyd, Expedita, Fagner, Fernando, Ianara, Igor, Ikeângelo, Ítalo, Jonatha, Luizinho e Maria José.

Discografia: “Godê Pavão” (2002/ independente) e “Coco Raízes de Arcoverde” (2000/ África Produções).

ZAMBO

O Grupo Experimental de dança é uma das principais companhias do Nordeste pela trajetória e qualidade de seus espetáculos, o desenvolvimento de uma movimentação singular e pelo trabalho de incentivo à dança e artistas pernambucanos.

Baseado nas referências do movimento mangue, do povo da lama em seus manguezais, Zambo propõe uma leitura coreográfica de elementos que nortearam o surgimento do movimento Manguebeat, que retoma a analogia do homem-caranguejo presente na poética recifense, e agitou o ambiente artístico da cidade durante os anos 90, reunindo músicos e jornalistas, numa estética pop. O movimento chegou a flertar com uma temática social, mas não a enfatizou como ponto principal.

A remontagem coreográfica de Zambo é fiel à criação de 1997, incluindo música ao vivo e participações especiais. Já o cenário foi reformulado, respeitando, no entanto, a identidade original.

“O homem é uma corda atada entre o animal e o além do homem, uma corda sobre o abismo”.

Direção e coreografia: Mônica Lira/ Iluminação: Beto Trindade/ Concepção de coreografia: Marcelo Zamora/ Criação de coreografia: Tatiana Móes.

Elenco: Helijane Rocha, Maria Agrelli, Renata Muniz, Hamilton Félix, Kleber Cândido.

Percussão:Tarcísio Resende.

Capoeira: Julio César “Borracha”.

MARACATU ESTRELA BRILHANTE

DJ DOLORES (PE) – TENDA ELETRÔNICA

Atuando nas pistas de dança de Recife desde 1989, Dolores faz sets ecléticos baseados em suas referências musicais, leia-se, rica tradição musical brasileira + beats do planeta. Com seu projeto de instrumentação, produção eletrônica e também como DJ (no sentido tradicional do termo), Dolores já se apresentou em diversos países mundo afora com boa repercussão.

DJ DAN NANTIS (FRA) – TENDA ELETRÔNICA

(Fonte: Release do RecBeat 2004 – Renata Lima / Assessora de Imprensa)

Links:
» Site do RecBeat 2004
» Nação Zumbi no Guia do Rock

——–

Posted terça-feira, fevereiro 24th, 2004 under Notícias.

Comments are closed.