Sonhos e Desilusões do Prot(o) no APR

os brasilienses do Prot(o) (foto Fábio Pili/divulgação)

em 09/04/2004 por Hugo Montarroyos

Bandas contam o que mudou depois de tocar no Abril pro Rock.

Um festival que está em sua décima segunda edição tem história de sobra pra contar. Resolvemos então pedir para os protagonistas dessa história, ou seja, as bandas, contarem o que mudou em suas carreiras após tocar no Abril pro Rock.

A série de entrevistas, que conta propositadamente com grupos dos mais variados estilos, começa com a brasiliense Prot(o), que tocou no festival em 2002. Abaixo, vocalista e guitarrista do Prot(o), Pinduca, fala das recordações do Abril e o que mudou na vida da banda após tocar no evento.

Por que o Prot(o) para abrir a série ? Porque nós gostamos da banda e queríamos saber o que andava acontecendo com ela durante esse período! Simples assim. Sem falar que a entrevista rendeu paca.

O que mudou para a banda depois de participar do Abril pro Rock em 2002 ?

Acredito que o que mais mudou foi a forma de lidarmos com as nossas expectativas em relação ao mercado. Quando fomos selecionados para o APR, começamos a acreditar que aquilo seria um degrau, um up-grade na nossa carreira, que nos traria visibilidade, coisa e tal. E isso acabou se transformando numa armadilha, pois não tratamos o festival como um show comum. Bom, o resultado disso é que eu achei que o nosso show acabou ficando muito travado, sabe? Então, acabou que adoramos o festival, mas detestamos o nosso show. Mas, na minha opinião, essa “derrota” e o conseqüente “fim das ilusões” fez muito bem para a gente.

Quais as recordações que a banda guarda do Abril pro Rock 2002 ?

As recordações são de um festival muito legal, profissional, bem organizado. Foi ótimo revermos alguns amigos pernambucanos, como o Gomão (ex-Supersoniques e, hoje, no Vamoz!), o Igor (ex-Supersoniques e, hoje, Suvaca di Prata), o Coelho (Jorge Cabeleira e Suvaca di Prata), o André (Badminton e Bonsucesso Samba Clube), o Kleber (ex-Beirute), o Felipe (Badminton), o Bactéria (mundo livre), o André (ex-Frank Jr. e atual Astronautas), o Nicolau (que fez algumas letras para o Vamoz!), entre outros. Os shows do Stephen Malkmus, Charlatans e The Mission foram bem legais, também. Acho que a única recordação meio ruim é a do nosso show, mesmo.

Vocês estiveram, como espectadores, em outras edições do festival ?

Nunca havia sido espectador do APR, não. Já assisti a muitos RecBeats, pois meus pais moravam no Recife e o festival bate exatamente com o período de férias (carnaval). Mas nunca tinha ido ao Abril Pro Rock.

Ficamos impressionados com a estrutura. Inclusive, o Fabrício Nobre, um dos donos da Monstro Discos, foi com a gente para aí para dar uma sacada no APR e ver se “pescava” algumas idéias para implantar nos festivais que ele organiza (Bananada e Goiânia Noise, em GO).

Essa é rotineira no Reciferock…Valeu e, se quiser acrescenta algo, o espaço é de vocês!

Nada a acrescentar. Valeu pela entrevista e um abraço para a galera de Pernambuco.

[ Nota de Guilherme: “Eu gostei do show! Passei o resto do Abril com os riffs na cabeça e acabei comprando a demo do Prot(o) em cd (que eu já tinha em fita cassete). Ano passado, Prot(o) tocou com os Astronautas em Porto Alegre e lançou seu primeiro cd pela Monstro Discos (mesmo selo da Vamoz!). Fica a dica… conheçam a Prot(o)!.” ]

Na próxima matéria: Los Hermanos, Pitty e Eddie falam sobre o Abril Pro Rock.

Prot(o) (foto Fábio Pili/divulgação)

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Posted sexta-feira, abril 9th, 2004 under Notícias.

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