Silvério Pessoa: Expectativas para o Panorock

Silvério Pessoa e Refinaria

em 30/08/2004 por Hugo Montarroyos

O eclético e pós-moderno Silvério Pessoa falou com o Recife Rock sobre a participação da Refinaria no PANOROCK 2004, na consolidação de um novo público consumidor da cena pernambucana, da alegria de ser selecionado para o “Projeto Pixinguinha” e da articulação do pessoal da AMP. Confira a seguir o bate papo, realizado por e-mail, onde Silvério Pessoa fala, entre outras coisas, do contrato assinado com o “Fábrica Studio”, que vai produzir o primeiro disco da Refinaria.

Qual a sensação que você, um dos sedimentadores da cena pernambucana, tem tocar em um festival que está dando seus primeiros passos?

O trabalho com música no Brasil é um continuo recomeço, inclusive nós que fazemos um trabalho que corre por fora do óbvio do mercado. Então o sentimento é de alegria e responsabilidade de encarar um Festival que inicia e oferece espaço para tantos trabalhos legais de Recife. O projeto REFINARIA precisa de palco e público para poder refletir sobre o que estamos fazendo no estúdio de gravação e ensaios, então não

existe oportunidade melhor, um público jovem em um jovem Festival.

Como será o show da Refinaria? O que mudou desde a apresentação no Rec Beat deste ano?

O Rec Beat nos colocou como Revelação de música eletrônica no festival, isso foi estimulante para nossa continuidade. Desde lá, cômpus mais canções sobre as bases que Zezão e Felipe (Dj) me enviam e ensaiamos um repertório de 1 hora, enxuto e revelador nessa combinação eletrônica e tradição. Vai ser um bom momento para o Refinaria colocar praticamente um repertório desconhecido para o público apreciar.

A Refinaria é hoje a prioridade da sua carreira?

Minha prioridade é realizar as coisas com prazer e responsa! O Bate o Mancá tem uma agenda cheia na Europa, acredito que ainda viaje duas vezes esse ano. Nesse tempo entro em estúdio para gravar meu terceiro CD solo. Também existem projetos com bandas da França como o Massilia Sound System, que devem gravar comigo um disco. O REFINARIA funciona como uma síntese de tudo que procuro fazer unindo a música brasileira e bases eletrônicas, uma música que denomino METROPOLITANA, porém ainda não sei onde vai dar isso.

Como você analisa o atual momento da cena rock pernambucana?

Fértil como sempre. Recebi emails na Europa da moçada do Hanagorik, tenho uma grande amizade com o ATAQUE SUICIDA, escuto muitos trabalhos demos que chegam para mim, e o Rock em Recife continua proliferando com uma identidade, uma linguagem afirmativa. Espero que o Mercado local seja cada vez mais amplo para o que se faz hoje, sem necessariamente depender de TV e rádio para se afirmar.

Qual a sua opinião sobre a atuação da AMP?

Sou fã e entusiasta do grupo que encabeça a AMP, geralmente me comunico por email por causa de minha agenda que toma meus dias e também agora com essas viagens e ausência. Não posso dizer que estou atualizado das ações da AMP, mas pela moçada que trabalha pela idéia, será uma instituição com espaço de discussão e valor representativo na política cultural do Estado e do município.

A Refinaria já tem material gravado. Caso não tenha, pretendem gravar quando?

De primeira, acabamos de fechar um contrato com o FABRICA Studio, para gravação do CD do REFINARIA. Sou um admirador nato do Fabrica e tenho grandes amigos por lá. O repertório está fechado para o CD e devemos em breve começar as gravações. Vai ter CD novo na praça em breve.

É isso! Se quiser acrescentar algo, o espaço é todo seu!

A seleção para o Projeto PIXINGUINHA me deixou muito feliz. Prometi não tocar no Rio e SP sem condições para minha equipe, como em outros estados do Brasil. E com o Pixinguinha vou poder circular meu nome em caráter nacional, ao mesmo tempo levar um pouco da tradição remixada para novos ouvidos e críticas, isso é muito importante para continuidade do meu trabalho.

Links:
» Refinaria no RecifeRock

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Posted segunda-feira, agosto 30th, 2004 under Notícias.

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