Angra no Recife

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ANGRA NO RECIFE
data: 17/10/2004 (Domingo) – local: Clube Português
com Silent Moon e Angra (SP)
Resenha por Tyhago Metal e Fabbio Metal – Fotos por Bruno Negaum

Duas visões do show de Silent Moon e Angra
em 17/10/2004 por Tyhago Metal e Fabbio Metal

Duas visões do show de Silent Moon e Angra

A coragem do Silent Moon e a apatia do Angra

Por Fabbio Metal

O Silent Moon está de parabéns pela sua coragem, é isso mesmo, coragem, porque ter de aturar os roadies do Angra, é ter muita coragem e paciência também, os caras desrespeitaram o Silent Moon, quando a banda já estava no palco tocando. Eles ficavam passando no meio do show, tentando, sem sucesso, ofuscar o brilho da grande banda que é o Silent Moon.

Essa nova formação do Silent Moon me agrada bastante, dois tecladistas que mais pareciam um, ambos extremamente competentes, o novo baterista é uma promessa, um garoto de 16 anos que toca como gente grande. Tem futuro esse garoto.

O show do Silent Moon foi muito bom apesar dos problemas de som, mixagem mal feita, nas P.A.s não se ouvia o ótimo guitarrista Marquinhos. O Silent Moon mostrou mais uma vez porque eles estão onde estão, uma das melhores bandas do cenário metal pernambucano que é, sem demagogia, um dos melhores do País.

Vamos ao derradeiro show da noite. O Angra me pareceu bastante apático, longe da banda que sempre foi. Calma! Não me entendam mal, mas, quem foi ao show do Angra não viu a banda como de costume, ou seja, estamos acostumados a uma execução com uma precisão impressionante, coisa que não aconteceu no último domingo no Clube Português. O que se via lá foi um Angra preocupado com alguma coisa, só não sei dizer com o que…

Mas continuando a resenha, os caras chegaram a errar em duas músicas pra lá de conhecidas do grande público, “Carolina IV” e, acreditem, “Carry On”.

Uma banda “made export” do porte do Angra não pode se dar ao luxo de errar. O som, que estava lá era da própria banda, que dessa vez trouxe toda a produção própria de som pro Recife, não contribuiu muito com o tecladista Fábio Laguna, que quase não tocou.

Edu Falaschi, é um caso a parte, deveria ter uma resenha só pra ele. Ele esteve horrível, nunca vi uma apresentação de Edu tão fraca e medíocre, mesmo auxiliado por efeitos que simulam agudos longos, Edu desafinou… subtonou… foi um festival de erros, seja nas musicas antigas e, acredite, até em músicas gravadas por ele mesmo. Sua voz já demonstra sinais claros de cansaço. Sinceramente, o pouco que eu conheço sobre voz, posso afirmar que, se continuar desse jeito Edu Falaschi vai sofrer de alguma doença nas cordas vocais, ele não agüenta o alto número de shows que o Angra faz. Isso é claro! Outra coisa que eu não posso deixar de citar aqui, é a incapacidade de Edu, em cantar musicas gravadas anteriormente por André Matos. É óbvio que André Matos com seu 1º tenor lírico potentíssimo não poderá ser superado por um 2º tenor e talvez até Barítono, ainda não tenho certeza da tonalidade certa de Edu, o que complica mais ainda a situação do atual vocalista do Angra.

No mais, o show do Angra, não foi comprometido por isso, pois apesar de poucos erros o Angra está em sua melhor forma, depois da nova formação. Foi um bom show, espero que eles resolvam seus problemas e voltem ainda melhores no próximo show.

Para terminar quero parabenizar a produção local do evento, o empresário João Marinho e a Blackout Discos, que mais uma vez deram um show a parte em matéria de boas produções. Mas não posso deixar de citar a falta de profissionalismo dos roadies do Angra, muito triste a postura deles demonstrando nenhum interesse pelos fãs que foram prestigiar, não apenas um show, mas sim um evento: O ANGRA. Muito triste isso.

Edu Falaschi, vocalista do Angra

Angra: belíssima atuação nos palcos, mas fora dele…

Por Tyhago Metal

Saudações nação metaleira de recife!

Confesso que ainda estou pasmo com tamanha falta de profissionalismo na equipe de produção do Angra.

A falta de pontualidade atrapalhou, enquanto o público tomava o seu vinho e curtia o metal que saia dos sons dos carros na Avenida Agamenon Magalhães, a produção do Angra se estressava. O segurança da banda agrediu um garoto de 16 anos com cascudos, por que o guri eufórico estava puxando o pano do palco da bandinha dele. Digo bandinha pela postura de todos componentes que sem hesitar conseguiram ser chatos, arrogantes e muito mal educados em diversos momentos do show.

Depois de muito atraso, a Silent Moon começou a montar o palco, mas novamente a produção do Angra, em uma atitude grosseira não deixou a bateria do Silent Moon ficar no centro do palco! E vocês sabem a profundidade do palco do português não é? Pois mesmo assim eles não deram mais de 2 metros ao Silent Moon. Além disso, o mesário deles ‘mafiou’ o som do Silent Moon e os vocais de Daniel Pinho, talvez pra tentar impressionar o publico na hora que o Edu cantasse… O que não aconteceu, pois o publico percebeu claramente que a voz de Edu estava falhando e por diversas vezes ele desafinou! Acho que desafinou em todas as musicas pra ser mais exato!

Os caras falam alto, empurram e acham que estão em casa onde podem fazer o que querem. Ah! Ainda tem mais! Sabe aquele roadie cabeludo de Aquiles que se acha o próprio Mike Portnoy ? Ele chega por la pelo camarim e me vê tomando um gatorade que por acaso eu peguei no camarim do Silent Moon, e me indaga perguntando onde eu tinha arrumado e verificando se estava faltando algum no isopor do Angra! Sinceramente, fazer questão de um gatorade é muita pobreza. Será que a banda realmente ta sendo bem paga pra fazer questão e ter atitudes tão fúteis? Acho que já falei demais sobre tamanha falta de humildade por parte dos integrantes da produção. Mais também velho, o cara é roadie e se acha o próprio músico, e nem que fosse, mas vamos ao que interessa… o show!!!

Depois do operador do Angra encher mais o nosso saco… Surge o momento em que entro em cena pra apresentar o Silent Moon. A banda foi aclamada por quase 3.000 pessoas que lotavam o salão do Clube Português e logo de cara mandam a música “Silent Moon” pra quebrar tudo e mostrar que o metal pernambucano está com força total.

Em seguida, Daniel Pinho comanda o público e toca o seu primeiro cover, “Eagle Fly Free” do Helloween fazendo o público enlouquecer e abrir a primeira roda de pogo no Português! Isso mesmo! Roda de pogo em show de metal! Depois, o SM manda 3 músicas próprias incluindo a sua nova música de trabalho “Clandestine” e fecha a noite com mais um cover, dessa vez do Iron Maiden com a música “Aces High” fazendo com que a noite do Silent Moon, mesmo com condições precárias, se torne mágica diante de tamanha falta de caráter da produção do Angra.

Quero registrar aqui que o produtor do evento (João da Blackout discos) nada tem a ver com isso, pois ele estava muito preocupado com seus afazeres e acho que nem sabe do que o Angra andou aprontando em terras recifenses.

Já que meti o pau, agora vamos falar de pontos positivos do show. A iluminação e som do Angra como já era de se esperar estavam perfeita, muito acima da média, pois a produção trouxe de São Paulo uma carreta de equipamentos que somado com o som local fez bastante barulho no Clube Português.

Já passavam das 22h quando o Angra finalmente sobe no palco e manda “Spread Your Fire” para abrir seu show, seguida de “Waiting Silence” e “Acid Rain”. O público delirou ao som de “Nothing To Say”, na voz não muito aguda e cansada do Edu Falaschi.

Depois dessa faixa o Angra só explodiu novamente na nona música “Heroes Of Sand”, seguida de “Rebirth”, muito bem executada por Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro (mesmo com Kiko sem vontade!).

Já eram 23h30 e quando eu pensava que o publico estava cansado pela árdua espera, o Angra solta mais um de seus clássicos “Carry On”, com direito a violão e tudo mais. Após a música, a banda se despede do público por alguns instantes, causando euforia no público. Voltam tocando “Nova Era”, que já era pedida aos gritos, para encerrar uma belíssima atuação nos palcos, porém longe de uma belíssima atuação fora dele.

Setlist Angra:

Deus lê volt/porta XIII, Spread your fire, Waiting silence, Acid rain, Nothing to say, Carolina IV, Angels and demons, Wishing well, Millennium sun, Never understand, Heroes of sand, Rebirth, Shadow hunter, Temple of hate, Carry on e Nova era

Setlist Silent Moon:

Intro memories, Silent moon, Eagle fly free (cover helloween), Land of dark, Fly to be free, Clandestine, Distant horizons e Aces high (cover iron maiden)

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Posted segunda-feira, outubro 18th, 2004 under Coberturas.

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