João Marinho Esclarece Problemas com o Exodus

Exodus no 'mini-show' do Clube Internacional

Conversamos com João Marinho, da Blackout Discos, responsável pela vinda do Exodus ao Recife…
em 26/10/2004 por Hugo Montarroyos

Bem, já é publico e notório todos os perrengues acontecidos no show da banda americana Exodus no último domingo, no Clube Internacional. Mas não custa reforçar. A banda tocou apenas seis músicas, num total de pouco mais de 20 minutos, e picou a mula, gerando protestos por parte de quem pagou R$ 30,00 para ver a banda in loco.

Com base nessas informações (não estava presente no show) fui ouvir o outro lado, e liguei para o produtor João Marinho, da Blackout Discos, responsável pela vinda do Exodus ao Recife. “Os problemas começaram no primeiro cancelamento. A banda tocaria aqui no dia 19 de setembro, mas na mesma semana o vocalista Steve ‘Zetro’ Souza decidiu sair do Exodus. O show teve que ser remarcado…”.

Nova data anunciada, surgiram novos problemas. “Tive que antecipar o show para às 14h, pois o Exodus tinha acabado de fechar um show terça-feira (dia 26/10) em Los Angeles, ao lado do Megadeth, e teria que sair de Recife num vôo programado para às 16h30”. Eis o motivo básico de toda a confusão; o Exodus tocou dia 20/10 no Rio de Janeiro, 22/10 em São Paulo e 23/10 (véspera do show no Recife) em Ribeirão Preto”. Chegaram na capital pernambucana às 13h30, tendo que embarcar às 16h30 rumo Los Angeles. “Eu fiz a minha parte. O som do Internacional foi ajeitado de madrugada. Não esperava que a banda atrasasse. Tudo bem, atraso é normal, mas pensei que ao menos a banda tocaria o set-list completo”, conta João.

O que se viu foi a insatisfação generalizada. “Eu fiquei envergonhado, a banda ficou envergonhada por tocar tão pouco. Mas era o tipo de situação em que eu não podia fazer nada. Eu tinha certeza que a banda faria o show completo, mas acabou não fazendo. O que posso fazer agora é ter mais cuidado na hora de assinar os contratos, até porque não sou eu que negocio diretamente com a banda. Meu contato maior é com as produtoras de São Paulo que negociam com as bandas. Meu contato com as bandas se limita ao tempo em que elas permanecem no Recife”, diz João.

Diante de tamanho rocambole, uma única certeza; todos perderam nessa história, principalmente o público, que veio de várias cidades do nordeste ver o Exodus e foi privado de se utilizar de um serviço pelo qual já havia pago.

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Posted terça-feira, outubro 26th, 2004 under Notícias.

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