Mukeka Di Rato (ES): ‘Hardcore Tosco Capixaba’

em 22/02/2005 por Bruno Negaum

Mukeka di Rato

Quem disse que as bandas de outros estados não tem espaço no RecifeRock? Tem sim, e o nome desse espaço é “Favoritas da Casa”!

A “Favoritas da Casa” é uma coluna quinzenal que vai falar só sobre as bandas de outros estados que nós gostamos!

Pra começar bem: Mukeka di Rato

A Mukeka di Rato é de Vila Velha (Espírito Santo) e completou dez anos agora, no comecinho de 2005! Nesses dez anos de “hardcore tosco” (apelido que os amigos deram para o som deles), a banda lançou uma demo tape, um ep, um split com o Vivisick (do Japão), três cd’s e participou de dez coletâneas.

O nome da banda surgiu quando os caras leram uma reportagem sobre famílias pernambucanas que estavam comendo ratos achados no lixo.

Ah! Rolou uma coincidência interessante… Estava planejando falar da banda há um tempo já… E não é que a Mukeka está voltando à Recife? Pois é! A banda toca lança neste domingo (27/02) o seu mais novo cd, o “Máquina de Fazer Nada”, no Dokas.

O vocalista Bebê e o baixista Mozine

Fiz uma entrevista por e-mail com o baterista Brek e falamos sobre a história da banda e o cenário hardcore do Brasil. Confira abaixo:

Explica pra quem não conhece a Mukeka di Rato como é o som da banda. Que som vocês curtem e quais são suas influências?

Cara, o Mukeka é influenciado musicalmente por tudo, desde Bezerra da Silva a Napalm Death. Eu pessoalmente tenho ouvido muito funk carioca e hardcore dos anos 80.

O que é “hardcore tosco” para vocês? E porque esse rótulo?

Eu nem sei quem criou esse rótulo pra gente. Na verdade, é porque o Mukeka toca um som simples e cru mesmo, aí ficou parecendo que éramos toscos…

A banda nunca mudou o estilo, tocamos isso aí há 10 anos.

Como são os shows de vocês? O que não pode faltar neles?

Um circo. Um monte de palhaço em cima do palco pulando, bebendo, jogando cerveja nos outros e tocando absolutamente nada. Cara, não pode faltar cerveja… Deixa o resto é com a gente!

Quantas vezes já tocaram no Recife? É difícil vir tocar no nordeste?

Tocamos uma vez no Abril Pro Rock de 2003. É difícil porque é caro! Uma passagem de avião pro Nordeste em média custa 700 paus, de ônibus fica inviável porque é longe e não temos como largar o emprego e sair pra tocar.

Vocês conhecem bandas de hardcore de Pernambuco? Se sim, quais são?

O Devotos. Conhecia outras, mas agora não lembro os nomes.

O guitarrista Paulista e Mozine

Uma dúvida minha agora… Como é pra vocês viajar pelo Brasil tocando o seu som pra uma galera desconhecida?

Velho, isso é a única gratificação de se tocar! Conhecer pessoas legais, outros estados, outras culturas…

A banda já completou dez anos de estrada. Já está dando para viver de música?

Viver de música alternativa no Brasil é impossível.

Como é o cenário de hardcore no Brasil hoje? O que mudou desde a época que vocês começaram?

A estrutura deu uma melhorada, mas ainda precisa de profissionalismo…

Algumas bandas são maravilhosas, mas tem muita banda merda por aí! E o foda é que a molecada só faz chorar, não corre atrás como a gente… Mas fazer o quê, né?

Guitarra de Paulista e Mozine no fundo

O que é que tá rolando de rock no Espírito Santo?

Aqui tá rolando uma molecada fazendo som rápido e legal, muitas bandas barulhentas que em breve estarão dando o que falar !!!

É isso! Se quiser acrescentar algo, o espaço é seu !

Valeu aí pelo espaço, mano! E vocês, moleques de Recife, apareçam no show ou morram! É nois!

Daqui a quinze dias tem mais! Até lá!

O baterista Brek

Links:
» Mukeka di Rato – Site Oficial
» Urubuz Records – Site Oficial

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Posted terça-feira, fevereiro 22nd, 2005 under Notícias.

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