Conheça As Bandas do Primeiro Dia do no Ar: Coquetel Molotov

No Ar: Coquetel Molotov 2005

em 11/08/2005 por Bruno Negaum

Conheça um pouco mais sobre as bandas que estarão tocando sexta na primeira noite do No Ar: Coquetel Molotov. Olha aí:

SALA CINE UFPE:

17h –MONODECKS

O Monodecks surgiu em meados de 2004 de uma reunião informal entre amigos pra tirar um som e conversar sobre música. Só no ano seguinte (2005), depois de alguns “agregados” terem passado pela banda, conseguiram montar uma formação-base fixa de duas guitarras, baixo e bateria.

O termo Monodecks apareceu em referência ao processo de gravação (e, eventualmente, composição) usado para registro das primeiras músicas que configurariam o repertório da banda (trata-se simplesmente da sobreposição de sons através do “revezamento” de duas fitas K7 num microsystem de dois decks com um microfone externo). Apesar do gosto por vários artistas rotulados com a legenda, a banda não aderiu ao “lo-fi” por simples opção, mas principalmente por ser essa a única opção estética, no momento, capaz de sobrepor-se às limitações de equipamento (já que ela utiliza-se justamente dessa “ausência” pra criar uma totalidade sonora), comportando a urgência de criação.

Não há um estilo específico seguido pelo Monodecks, mas fica evidenciada a predileção por temas (instrumentais na maioria das vezes) intuitivos e minimalistas que oscilam conforme a atmosfera momentânea. Música Sensorial para alguns. Pós-rock para outros. Ou simplesmente Rock Psicodélico.

Integrantes: Domingos Sávio (Guitarra), Breno Mendonça (Guitarra), Ianna Gico (teclado) e Tiago Barros (bateria).

Site: Monodecks – Blog Oficial

MP3: Reverbera na Caverna (2.47 mb)

Último Show no Recife: Esse é o primeiro show da banda.

3 Et’s Records

18h –3 ET’S RECORDS

A história do 3 ETs Records poderia ser contada como uma história de abdução musical-alienígena. Poderia ter começado assim: “Era uma vez um sujeito que voltava pra casa bêbado e desiludido, quando apareceu em sua frente três ETs que lhe disseram: ‘Olá, terráqueo, você conhece Elvis Presley?’. Quando já muito embriagado e achando que tudo fosse uma alucinação, o sujeito responde sorrindo: ‘Claro! Eu sou Elvis’. Essa foi a última coisa da qual ele se lembra. Pois quando recobrou a consciência, já estava a caminho da galáxia Zá”.

Mas como a história de uma banda nunca poderia começar assim, preferimos dizer que o abduzido responde pelo nome de Paulo do Amparo, mora em Olinda e tem três bonecos de alienígenas que o inspiram a fazer músicas e batidas esquizofrênicas com ou sem ritmo, com e sem cadência e com muita criatividade. Seus discos são produzidos inteiramente em casa, artesanalmente, com a ajuda de alguns aparelhos e remontados com algumas batidas em computador, num esquema high-low-sci-fi. A arte de seus discos merece um capítulo à parte, sendo todos eles desenhados e confeccionados à mão.

3 ETs Records faz bastante sucesso no espaço, onde já fez turnês intergalácticas e coleciona discos de mídia de anti-matéria. E após passagens por muitos planetas, Paulo do Amparo resolveu fazer shows no planeta Terra, onde ironicamente sempre foi taxado de ser meio alienígena. E apesar de ter tido problemas com a Nasa, Paulinho conseguiu autorização para que seus companheiros do espaço pudessem tocar com ele nos shows. A única condição é que eles se tornassem bonecos infláveis para não chamar muito a atenção dos outros terráqueos. Não sabemos as influências dos ETs, mas eles deram uma pista de que gostam das músicas de Jorge Ben, Frank Zappa, Tim Maia, Miles Davis, Charles Mingus, Elvis e “tudo que for surtado, esquisito e belo na humanidade”.

Integrantes: Paulo do Amparo (Voz e Programações)

Site: 3 ET’s Records – Site Oficial

MP3: O Legendário Herói do Espaço (3.10 mb) e 27 (2.83 mb)

Último Show no Recife: Rock na Tamarineira 6 – 03 de agosto de 2005.

Profiterólis

19h –PROFITERÓLIS

A banda formada no Recife em meados dos anos 90, valoriza um repertório de composições próprias e neste caso, entenda-se “próprias” no sentido mais amplo. A Profiterolis tem como preocupação principal na hora de compôr uma forma musical muito popular: a canção. Qualquer preocupação mais séria de comprometimento com gênero ou estilo definidos vem depois; a única preocupação, portanto, é desenvolver idéias musicais e formatá-las em canções, o que resulta, paradoxalmente, na espontaneidade da música, bem como das letras.

As canções da Profiterolis apresentam bom-humor com certas doses de ironia e sarcasmo, em graus diferentes de doçura. É o que o seu nome sugere. A música, por sua vez, tem diferentes elementos: algo de rock, blues, um pouco de samba, alguma coisa de soul e uma tentativa sincera de suingue. Mas a questão aqui não é a diversidade e sim a coerência. Com a intenção de trabalhar ao máximo o que cada canção tem a oferecer, a base rítmica e a construção dos arranjos são um fator importante para a musicalidade da banda.

Com quase dez anos de atividade, a serem completados em 2005, somente a partir de 2000 que a Profiterolis passou a fazer shows ao vivo, tendo aproveitado os cinco anos anteriores em processo de maturação de composições e ensaios. Destaca-se a participação do grupo no Festival no Ar Coquetel Molotov, em maio de 2004, no qual fez um dos shows de abertura para a banda escocesa Teenage Fanclub.

Integrantes: Tomaz (Voz/Guitarra/Violão), Lara (Violão/Percussão/Voz), Mateus (Baixo), Carlos (Guitarra), Fábio (Percussão), Paulo (Percussão) e Leonardo (Bateria).

Site: Monodecks – Blog Oficial

MP3: Mil Andares (Radio Edit) (4.95 mb)

Último Show no Recife: Os Outros Filhos de Silvia – 06 de maio de 2005

TEATRO DA UFPE:

Rádio de Outono

20h –RÁDIO DE OUTONO

A música pop pode levar as pessoas a lugares e momentos inimagináveis. Quem imaginaria que um grupo pop e sem guitarras pudesse chegar onde a Rádio de Outono chegou. Participaram dos três maiores festivais do Nordeste no primeiro semestre de 2005 (Rec-Beat, Abril Pro Rock e MADA – Música Alimento da Alma), fizeram mais de 30 shows em 2004 pelo Recife e pelo interior do Estado e ainda gravaram um disco.

O grupo tem na essência de seu pop’n’roll, bandas como Beach Boys, Mutantes, Pato Fu e B-52’s, entre outras. Formada há quase cinco anos atrás, o ano de 2004 foi decisivo para a RdO que passou a trabalhar em cima de novas composições, bancar seus próprios shows e ganhar um público que cresce a cada nova apresentação. O seu primeiro disco foi gravado no estúdio Mr. Mouse e está sendo lançado pelo selo Coquetel Molotov Discos.

As apresentações do grupo arrancam elogios da crítica e do público e mostram uma alegria e espontaneidade, que cativa um público eclético e cada vez mais interessado no que este grupo pop de Recife tem a mostrar, seja nos shows ou pela Internet, através de seu fotolog, site oficial ou comunidade no Orkut. Recentemente, a banda foi convidada a participar do disco tributo a Ronnie Von, na qual a RdO toca a música “Espelhos Quebrados”.

Integrantes: Bárbara Jones (Vocal), Dídimo Jr (Teclado), Kléber Crócia (Baixo) e Gleisson Jones (Bateria)

Site: Rádio de Outono – Site Oficial

MP3: Eu Sou o Tao (2.94 mb) e Além da Razão (4.39 mb)

Último Show no Recife: Gram no Recife – 7 de agosto de 2005

Mombojó

21h –MOMBOJÓ

Desde sua formação em abril de 2001, a Mombojó tem colecionado experiências importantes para o trabalho atual da banda, participando de diversos eventos no estado para a divulgação de sua música. Mas só em 2004, com o lançamento de seu primeiro disco, “Nadadenovo”, produzido por Igor Medeiros e Leo D & William P, no estúdio Mr. Mouse, e masterizado em São Paulo (Classic Master), o disco logo atraiu a atenção do público e da mídia especializada.

O disco do hepteto recifense possui quinze faixas que compilam ritmos e tendéncias múltiplas em arranjos trabalhados com baixo, bateria, guitarra, violão, teclado, cavaco, flauta, escaleta e samples. A música do Mombojó agrada tanto aos que gostam de dançar, como aqueles que apenas gostam de curtir um momento lounge. Com “Nadadenovo”, o grupo conquistou visibilidade nacional através de ótimas críticas e resenhas em publicações diversas. Ao completar exatos três anos de formação em abril de 2004, a Mombojó encaixa o Nadadenovo como encarte da Revista OutraCoisa (L&C Editora), com distribuição nacional de 20 mil cópias pela Tratore, também sua Editora.

Com isso, a Mombojó aderia definitivamente á tendéncia mundial de se fazer música de qualidade com produção e distribuição independentes, tendo inclusive desde o primeiro momento disponibilizado em seu site na Internet todas as faixas do disco para download gratuito, e ainda os arquivos completos de uma das faixas sob a licença Re:combo/Creative Commons. Hoje, o grupo é um dos maiores expoentes da nova música produzida em Pernambuco, sendo convidada a participar de grandes festivais, como foi em 2004 no Curitiba Pop Festival, e em 2005 no Rec-Beat e no Abril Pro Rock.

Integrantes: Felipe S (voz), Marcelo Machado (guitarra), Samuel (baixo), Marcelo Campelo (violão, escaleta e cavaquinho), O Rafa (flauta), Chiquinho (teclado e sample) e Vicente (bateria)

Site: Mombojó – Site Oficial

MP3: Deixe-se Acreditar (2.94 mb)

Último Show no Recife: Sábado Mangue – 30 de julho de 2005

Hurtmold

22h –HURTMOLD (São Paulo/SP)

O Hurtmold foi formado em 98 na cidade de São Paulo. Com base no rock, mas empilhando várias outras referências sonoras, o grupo se utiliza de inúmeros instrumentos, resultando numa musicalidade de forte caráter orgânico, recheada de texturas, ora tensas ora delicadas e sempre aberta a improvisações. Após dois registros em fita-cassete, lançaram em dezembro de 2000 seu primeiro CD, intitulado “et cetera” (submarine records). Em maio de 2002 saiu o seu segundo •lbum, “Cozido” (submarine).

Em 2003, entra na banda o sexto componente, Rogério Martins, que assume a percussão e clarinete, sendo que neste mesmo período, foi lançado no brasil um CD split do Hurtmold com o trio de Chicago The Eternals, banda que conta com ex-integrantes do trenchmouth e o músico dan fliegel. Ao lado do The Eternals, o Hurtmold se apresentou em São Paulo, Campinas e Belo Horizonte, fazendo quatro shows. Diversos festivais pelo país como Goiânia Noise, Festival de Inverno de Curitiba, Star Guitar (São Paulo) e Eletronika (Belo Horizonte) já tiveram a banda em sua escalação.

Atualmente, o grupo está se apresentando pelo país divulgando seu novo disco, Mestro, lançaado em julho de 2004. O disco ecoa o pós-punk de bandas como Cure, Sonic Youth e Wire, cria uma tensão rock’n’roll que se torna sentimental, que não faria feio em pistas de dança e que ainda cria ambientes sonoros cheios de texturas como costuma fazer bandas como Tortoise e Slint. “… difícil definir a música que fazemos. A gente faz um rock nem um pouco ortodoxo, coisa que muitas bandas vem fazendo há anos”, tenta sintetizar Maurício Takara, baterista do Hurtmold.

Integrantes: Guilherme Granado (Teclado/Outro/Vibrafone /Voz), Maurício Takara (Guitarra/Trompete/Vibrafone/Bateria), Fernando Cappi (Bateria/Guitarra), Mário Cappi (Guitarra), Rogério Martins (Clarinete/Percussão) e Marcos Gerez (Baixo).

Site: Hurtmold no Trama Virtual

MP3: n/d

Último Show no Recife: Esse é o primeiro show da banda no Recife.

Dungen

23h –DUNGEN (Suécia)

Dungen é uma banda, um projeto musical e um homem. Seu nome é Gustav Ejstes. Mas para procurar saber o que é a banda, antes precisamos saber quem é o homem por trás dela. Gustav Ejstes cresceu numa pequena vila de Lanna, em Vastergotland, Suécia. O pai dele, violinista e professor de música, o ensinou todos os mistérios da introspectiva música folk sueca desde os primórdios e também o pop e rock clássico dos anos 60. Na adolescência, Gustav conheceu o mundo do Hip Hop e dos samples.

De repente, ele se deu conta de que poderia utilizar as duas formas de composição, com samples e com instrumentos, com o detalhe de que também poderia fazer tudo sozinho. Gustav passou a trabalhar também com guitarra, bateria, baixo e teclado, e dessa forma, a música que ele criou, se tornou algo muito maior que ele. Foi quando os rumores sobre uma banda chamada Dungen começaram a se espalhar pela Suécia, sendo os responsáveis pelo chamado “folkpsychorock” naquele país.

A gravadora Subliminal Sounds lançou o primeiro disco da Dungen em vinil. O trabalho circulou no circuito independente em todo o mundo. Logo em seguida, as gravadoras Dolores/Virgin colocaram no mercado três CDs singles, um deles entrou na trilha sonora da Jungle Book 2 na Escandinávia e no disco “Stadsvandringar” (City walks), sendo que o mesmo também foi lançado em vinil com o nome de “2” pela Subliminal Sounds, que, na época, recebeu muita atenção da mídia sueca.

Gustav terminou em 2004 os trabalhos de gravação do mais recente disco da banda. E ele fez isso do jeito que queria; sem compromissos. O novo álbum, com o título de “Ta det Lugnt” (Take it easy) mostra a Dungen em seu trabalho mais expansivo, aventureiro e firme, uma viagem musical que vai direto a sua cabeça e bem fundo nas florestas suecas.

Integrantes: Gustav Ejstes

Site: Dungen – Site Oficial

MP3: Panda (5.64 mb)

Último Show no Recife: Esse é o primeiro show da banda no Recife.

fonte: Coquetel Molotov (http://www.coquetelmolotov.com.br)

Links:
» Rádio de Outono no RecifeRock!

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Posted quinta-feira, agosto 11th, 2005 under Notícias.

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