Rádio Veneza e Cinval no Sábado Mangue

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RDIO VENEZA E CINVAL NO SBADO MANGUE
data: 03/09/2005 (Sábado) – local: Pátio de São Pedro
com Rádio Veneza e Cinval Coco Grude
Resenha por Hugo Montarroyos – Fotos por Guilherme Moura

Pátio de São Pedro mostra cansaço com shows de Rádio Veneza e Cinval Coco Grude
em 03/09/2005 por Hugo Montarroyos

Bem, como até agora ninguém tocou na ferida, alguém tem de fazer o serviço sujo. Assumo aqui tal responsabilidade. O projeto Sábado Mangue, realizado aos sábados no Pátio de São Pedro, precisa ser urgentemente repensado, para não dizer extinto. Tudo ali parece deslocado; o local é mal conservado, o público é minguado, quando muito chegando ao risível número de cem pessoas, e as atrações que por lá passam são, em sua grande maioria, de gosto duvidoso. Melhor usar essa verba (pública, é bom frisar) para a viabilização de projetos mais consistentes, como o que tem rolado pelas bandas da Rua da Moeda, ou até mesmo reestruturar o Sábado Mangue. O que não pode é continuar do jeito que está.

O triste retrato de Sábado à noite confirma o que foi dito acima. Um público reduzido conferiu a abertura (com bastante atraso, diga-se) da bisonha Rádio Veneza, banda de Jaboatão que quer ser reggae, mangue, pop, rock e erra feio em todas essas direções, pois suas composições são fracas, o repertório é pobre musicalmente e extremamente irritante. Fora os mendigos e malucos de plantão que costumam habitar o local, pouca gente curtiu a medonha apresentação da Rádio Veneza. Quisera eu poder mudar de estação. Tive que agüentar firme e forte até o fim o monte de clichês musicais proferidas pelo rádio…

Depois foi a vez de Cinval Coco Grude, ex-percussionista da Querosene Jacaré, tocar para quase ninguém. Com um discurso que proclama “a precariedade como forma de criação”, Cinval “presenteou” o pequeno público com muita precariedade e quase nada de criação. Sem carisma, sem presença de palco e dono de um péssimo vocal. Faz uma black music de segunda categoria , tenta em vão homenagear James Brown e faz com que a gente pense que Otto é um gênio dos novos tempos.

Ou seja, dois shows decadentes que serviram como um retrato perfeito de um evento também em processo de decadência…

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Posted segunda-feira, setembro 5th, 2005 under Coberturas.

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