Porão do Rock 2006 (Terceira Noite)

Por Recife Rock! em 6 de junho de 2006

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PORO do ROCK (Terceira Noite)
data: 04/06/2006 (Domingo) – local: Estádio Mané Garrincha (Brasília)
com Érika Martins & Telecats (RJ), Superaudio (DF), Volver, Haroldinho Mattos (DF), Los Tranquilos (DF), Phonopop (DF), Titãs (SP), Prot(o) (DF), Capitão do Cerrado (DF), Skank (MG), Supersónicos (Uruguai) e Cordel do Fogo Encantado (PE)
Resenha por Sérgio Souto Maior – Fotos por Divulgação

Homenagem a guitarrista do Detonautas marca último dia do Porão do Rock
em 04/06/2006 por Sérgio Souto Maior

Homenagem a guitarrista do Detonautas marca último dia do Porão do Rock

A última noite do Porão do Rock 2006 começou com uma reunião da ABRAFIN, entidade que reúne os produtores dos principais festivais independentes do Brasil, como Abril pro Rock, Goiânia Noise, Mada entre outros.Na coletiva de imprensa Paulo André e os outros membros da diretoria explicaram os objetivos e planos traçados e em breve aqui no RecifeRock você vai ficar por dentro deste importante passo pra independência dos indies no país.

A notícia da noite não foram os shows e sim o trágico assassinato do guitarrista Rodrigo Netto, o Nettinho do Detonautas, que havia se apresentado na noite anterior.Ele foi morto em uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro, pouco depois de ter chegado de Brasília.Até quando vamos ter que assistir e viver momentos como este?

De volta ao festival, a noite de domingo em Brasília, menos fria por sinal, começou com um atraso de quase 2 horas e com a nova banda da ex-Penélope, Érika Martins e Telecats. Ela apareceu com um visual bem diferente de sua banda anterior e com o som também.Apesar das letras ainda passarem pelo universo das meninas, agora mulheres, o som está bem mais coeso e pesado, já que não conta mais com flautas e teclados.Conseguiu passar uma boa impressão pra quem pôde conferir a apresentação: um pop chicleto e despretensioso.

Chegou a hora de descrever um dos melhores momentos do festival: a apresentação da banda pernambucana Volver, que lançou seu 1º disco pelo selo brasiliense, Senhor F Discos.Aliás, que figura o Fernando Rosa, um idealista do bem.Quem também estava la foi o Plebeu Philippe Seabra, sócio de Fernando, que comentou que o novo disco da Plebe Rude já esta prontinho e pra quem ainda não sabe, agora com a presença de Clemente dos Inocentes como membro efetivo da banda.

De volta ao Volver, sacou ??? era inegável a felicidade no rosto dos 4 integrantes depois do show.Som e iluminação perfeitos garantiram o que pra mim foi o melhor show que já vi dos caras.Com 3 musicas novas: “alguém”, “pra Deus implorar”e tão perto e tão certo,alias excelentes,eles conquistaram o público do festival e fizeram um dos show mais elogiados por todos,de artistas a críticos. Fica claro que eles tem muito potencial e com uma estrutura de show e de divulgação boas, vão se destacar muito mais no cenário rock brasileiro.Surpreendente, ate para os próprios músicos, foi a platéia cantar em alto e bom som os versos de “maquina do tempo”.Um presente pra banda e pra Pernambuco, que se consolida como um cenário musical dos mais diversos, interessantes e renovadores do Brasil.

A maratona de shows continuou, mesmo com o clima bem pesado devido a morte do guitarrista do Detonautas . Os Titãs , em sua entrevista coletiva, quando perguntados sobre o que fazer quando se perde um membro da banda de uma forma tão arrasadora, foram solenes e sinceros. “Tem que continuar… até como homenagem a ele. Não podemos deixar que nos intimidem e temos que lutar pela vida. Era isso o que o Marcelo (Frommer, guitarrista dos Titãs morto em um atropelamento em São Paulo em 2001) queria, e tenho certeza que Nettinho também”, respondeu Paulo Miklos , visivelmente consternado. O show dos Titãs mostrou que o tempo passou para a banda, e quem assistiu a algum show deles na década de 80 no pavilhão do Centro de Convenções sabe do que estou falando. Nando Reis faz muita falta para o grupo. “Epitáfio” ser o maior hit nos shows hoje em dia reflete bem o novo momento do grupo, que tem em sua agenda muito mais apresentações em feiras agropecuárias do que em festivais de rock.

A galera do Phonopop , de Brasília e velhos conhecidos de quem visita o RecifeRock, mais uma vez agradou. Se em disco já se mostram muito bons, ao vivo isso ainda fica melhor. Esta foi a terceira apresentação da banda no Porão do Rock, festival onde estrearam há cinco anos. Desta vez, vieram para lançar seu primeiro disco, “Já não há Tempo”, lançamento do selo T-Rex. “Goodbye”, “Cidade-Labirinto” e “Enquanto tudo ia Bem” foram os destaques.

A seguir, o Skank fez um dos shows mais mornos que já vi da banda, provável reflexo da inatividade do grupo, que não está em tour, pois estão gravando o próximo disco. Um dos momentos altos da apresentação foi a musica “Rebelião”, dedicada ao Rodrigo dos Detonautas. Nem deu tempo para se decepcionar com o show do Skank, porque em seguida subiu ao palco o que na opinião de muitos foi a melhor banda do festival: Supersônicos , do Uruguai. Com sua surf music energética e belos riffs de guitarra, eles fizeram uma apresentação que incluía até acrobacias no palco. Os caras conquistaram o público e saíram aplaudidíssimos do palco. Gutie, produtor do Rec-Beat, estava lá. Quem sabe não teremos uma surpresa?

Já passavam das 2 e meia da madrugada quando o Cordel do Fogo Encantado , Arcoverde, Pernambuco, subiu ao palco. Nunca é demais dizer que o Cordel tem, ao lado do Los Hermanos, talvez os fãs mais fiéis e apaixonados do Brasil. Ao contrário do dia anterior, quando no Palco Pernambuco tocaram com um som abaixo da crítica, em BSB eles tiveram um som redondo e apesar da ausência sempre sentida dos cenários e iluminação que sempre os acompanham, esta foi mais uma apresentação daquelas. Animados com o novo disco, já prontinho para ir às lojas, o que deve acontecer após a Copa do Mundo, mostraram suas novas músicas e fizeram um fechamento mais do que digno para a nona edição do Porão do Rock.

O balanço do festival é o melhor possível, com mais de 35 mil pessoas passando pelo Mane Garrincha nos 3 dias do evento. Eles encontraram uma receita certa para um festival independente. Atrações mais conhecidas para atrair o público, que assim conhece novas bandas de todo o Brasil. Não importa se é o melhor ou o maior, o Porão é exemplo a ser seguido em todo o país. Pessoalmente, gostaria de parabenizar os meninos da Volver , que tenho a oportunidade de acompanhar quase desde o inicio da carreira e fizeram um show inesquecível este ano. Que venha 2007 e com ele a 10ª edição do Porão do Rock, com o Brasil já Hexacampeão.

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Links:
» Site do Porão do Rock 2006

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