Microfonia e o pequeno exercício da subjetividade

Trabalhar com jornalismo musical não é fácil. Aliás, trabalhar com qualquer coisa relacionada à crítica cultural é algo por vezes angustiante. Tomemos o caso do Microfonia como exemplo. O resultado foi injusto? Não, longe disso. Mas, honestamente, o Monomotores não faz o tipo de som que mais me agrada entre as finalistas. Dessas, a que mais gosto é a Sweet Fanny Adams, que acho mais madura e bem resolvida musicalmente, embora ainda muito apática no palco. Já a Fiddy tem o show que mais gosto de ver entre as quatro. Divertido, inconseqüente, insano, bobo e infantil. E o Johnny Hooker? Bem, este é mestre. Não gosto da banda dele, não sou fã do estilo que ele adotou, mas devo admitir que ele é talentoso pacas.

Mas, como gosto e crítica envolvem subjetividade, para mim o vencedor deveria ter sido o The Dead Superstars, que faz um som mais maduro e consistente e já está em um estado bem avançado profissionalmente, mesmo que ainda trafegue no circuito amador. Enfim, parabéns aos 12 grupos, que não chegaram lá em vão. E parabéns a nomes como Pé Preto e Mermeid, que bateram na trave. Ainda vão dar o que falar, ainda que a praia deles seja mais o jazz. Em 2008, ao que tudo indica, tem mais.

Monomotores no Microfonia 2006

One comment so far

  1. pe-preto toca funk