Entrevista Zefirina Bomba

Geralmente é assim. A gente sobe no palco, um olha para o outro e vai tocando. Uma vez tentei escrever o setlist no braço, mas nunca dá. Apaga sempre”.
Ilson, vocalista do Zefirina Bomba

Zefirina Bomba (foto por João Wainer)

28 de janeiro, na estrada de Natal para João Pessoa. No banco de trás da van, Alan, baterista do Rock Rocket, vê a bolsa cheia de CDs e pergunta. “O que é que tem de legal ai?”, antes da resposta, emenda, “tem Zefirina Bomba?”. Tem. Na primeira faixa, outro baterista, Mario Mamede, do Moptop, se interessa. “Que banda que é essa ai?”. Explicam a história, que as três vão tocar juntas na Paraíba. Mamede faz um bico de impressionado, cerra os olhos “pô, legal hein?”. Alan parece morrer de orgulhos pela banda amiga ao responder “cara, Zefirina pra mim é uma das melhores bandas do Brasil”.

O disco rola inteiro e Alan não deixa a peteca cair. “Depois desse tem que ter algo a altura do Zefirina Bomba. Deixa eu ver essa caixa ai”. Escolhe o Velvet Underground & Nico, sorrindo, “é esse aqui ó”. O rock, assim como toda a música como nos a conhecemos, entrou num processo esquisito e misterioso. Tudo acontece mais rápido e em proporções menores. Nessa nova linha fast food, o Zefirina talvez não seja para tanto – com respeito ao orgulho do amigo – mas seus integrantes, assim como os que estavam naquela van, podem dizer que já chegaram no topo.

Banda da Paraíba, o Zefirina Bomba vai tocar sábado no Recbeat. Sonho para eles, que cresceram fazendo rock a duas horas de distancia de uma cidade que já foi a Meca desse tipo de som. No fim do show da Paraíba, Ilson pingava de suor, formando uma poça de água sempre que parava. Levou uma maquina de silk e começou a prensar camisas para quem estava lá. Ainda meio desligado do que acontecia, marcou para conversar depois por telefone.

Trilha Sonora da Entrevista:

Alguma Coisa por A� (pre-mix)

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O que é que tem pra tu vê na tv? (Demo 2003)

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Já são seis meses na nova casa, a gravadora Trama. Mudou alguma coisa?
Assim, é engraçado falar disso porque não mudou nada ainda. Só que a gente tá mais unido. O lance é que a convivência de estrada, a gente tem viajado muito e se ajudado muito. Agora mesmo eles tão gritando aqui, me enchendo, pedindo para assistir o jogo que tá passando na tv. – Ilson se afasta do telefone e grita um “peraí porra!”
Claro, com o disco muda que a gente tem uma forma de ficar na casa das pessoas, de terminar o show e ir junto com quem gostou.

No fim do show da Paraíba você ficou fazendo as camisas ali mesmo na hora. De quem foi essa idéia?
A gente nunca levou camisa pra show. Mas sempre víamos que todas as bandas sempre levam suas camisa, adesivos, então a gente resolveu fazer isso. A gente já tinha a tela.

Vão fazer no Recife?

Vamo fazer isso no Recife, claro. A gente levou para Fortaleza, Salvador. Fazemos sempre isso e também pelo menos uma caneta, porque ai a gente escreve algo na hora.

Salvador? Então isso vai ser uma turnê pelo Nordeste?
A gente foi pela primeira vez para Salvador, teve chance de tocar com bandas que a gente gosta muito como a Honkers. E só de tocar de novo em Recife já tá valendo. Natal a gente deixou mais pra frente, no segundo semestre.

Mas vocês já tocaram antes no Recife. Lembro que você tava super emocionado quando Canibal, do Devotos, subiu no palco para tocar junto.
Não dava para esconder né – entre risos – a mão começou a tremer, até hoje os caras da banda tiram onda disso. Subir no palco com o cara é outra coisa, muito emoção.

Vocês já vieram assistir algum Recbeat?
Claro! Teve um show que mudou minha vida ai. Foi o show do Faces do Subúrbio e o do Mudhoney. Todo ano eu ia para o Recbeat, porque em João Pessoa o esquema é pegar o carro e ir pro Recife. Vi Nação, Cordel, todo mundo lá.

E tem algum lance de fazer rock em João Pessoa e sonhar tocar no Recife?
Eu acho que rola uma onda dessa mesmo. Porque é a cidade mais próxima e é a mais projetada e fazer isso já é demais. Eu lembro dos caras empolgados no começo da banda falando “pô, a gente vai tocar em Olinda!”.

E o show do Recbeat? Vai ser o mesmo que vocês já vem fazendo?
O mesmo. Disco novo é sempre inevitável. Eu já fiz umas duas ou três músicas, chegamos a experimentar em show. Mas ainda é tudo pouca coisa. Queríamos muito mesmo poder tocar com Lula Côrtes, mas eu soube que ele está doente e não vai poder.

Músicas novas? Tem disco novo chegando?
Vai demorar ainda. Mas a gente já pensou num nome provisório “Nós só precisamos de 20 minutos para rachar sua cabeça”.

Aviso a quem for assistir ao show do Zefirina Bomba no Recbeat. Eles vão ter mais de 20 minutos no palco, portanto, levem capacete.

Serviço:
RecBeat 2007 – Primeiro Dia (17/02)
19h30 Dj Big & Confluência
20h30 Erasto Vasconcelos
21h30 Digital Groove
22h30 Supergalo (DF)
23h30 Zefirina Bomba (PB)
00h30 Z`Africa Brasil (SP)

Local: Cais da Alfândega (Recife Antigo)

* Bruno Nogueira é do Pop up

Posted sexta-feira, fevereiro 16th, 2007 under Notícias.

5 comments

  1. Adriano Sargaço says:

    O som ta certim certim…
    acho q o caminho de sonoridade eh esse!
    parabens cabras
    abraços

  2. eu tb boto mta fé q a ZB é a melhor banda de rock do Brasil!

  3. meu amigo,

    dizer que o sonho das bandas de joao pessoa é tocar em recife…
    q ridiculo!!!

  4. A banda é umas das mais conceituadas dos novos tempos e fará show na capital do mato grosso dia 16.06, na casa fora do eixo. Os caras sao dukaralho e nós da Mtv Cuiaba vamos estar la pra registrar tudo!!!!

    o material estará acessival no site http://www.magtv.com.br, apos a exibição do program em rede local!

    Valeu!

    POlly (produção Mag Tv – Mtv Cba)