Tapa na Orelha – A fina arte do consumo

Por Hugo Montarroyos em 29 de março de 2007

Consumo é um ato político

Eu nunca havia pensado nisso, até que o Kiko Ferreira, diretor da Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, abriu meus olhos em palestra no Porto Musical: consumo é um ato político. Explico. É notório que estamos no auge do capitalismo moderno. Todo mundo quer empurrar algo goela abaixo dos consumidores. Somos bombardeados diariamente por uma enxurrada de propaganda, da qual o telemarketing é a sua forma mais pérfida e incoveniente. Já que não existe meio de se livrar disso, vamos jogar o jogo deles. Só que de forma inteligente. Eu, de agora em diante, só vou comprar aquela marca de pasta de dente que patrocina festival independente de rock. Vou abrir uma conta no banco que financia os filmes que gosto de ver. Vou abastecer o carro nos postos que possibilitam a viabilização dos festivais que curto. E assim será com celular, óleo vegetal e o diabo. Porque essas empresas não patrocinam esses eventos porque gostam de arte ou são boazinhas. Se com essas ações elas não venderem mais pastas de dente, combustível, celular e etc, bau bau. Não vão mais patrocinar porcaria nenhuma. Ou, pior, vão acabar patrocinando alguma porcaria qualquer.
A lógica invertida também funciona. Sabe a campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania? Pois é. Eu não compro nenhum produto que patrocine o Festival de Verão, o Big Brother, o Bronca Pesada ,e por aí vai.
É estranho, mas a gente tem o poder nas mãos ao comprar duzentos gramas de mortadela e não se dá conta disso.

Ele voltou

Depois de cantar música brega vestindo terninho em programas de auditório; de compor o tema de abertura do Big Brother Brasil; de tentar a carreira como ator global; de quase se candidatar a Deputado Federal nas últimas eleições pelo PFL, Paulo Ricardo manda o recado via Folha de São Paulo: está voltando ao rock. A gente não merecia, Paulo…

Prêmio

Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, foi eleito melhor compositor de 2006 pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Até a próxima!

8 Comments

  1. Sofia Egito
    Posted 29 de março de 2007 at 19h21 | Permalink

    Poxa, hugo, bem colocado esse troço de consumismo. Pra uma sociedade em que o consumo é um ato praticado diariamente, pensamos muito pouco sobre o assunto. Aliás, cada dia me convenço mais que o povo brasileiro é, em geral, preguiçoso. Quer tudo na mão: essa idéia que você sugere poderia vir a dar certo se alguém fizesse uma lista das empresas que patrocinam tal e tal eventos/programas.

    Alguém?… Não?… Ninguém?…

  2. Juara
    Posted 29 de março de 2007 at 23h53 | Permalink

    É algo que sempre falei. Muitas pessoas inteligentes também defendem isso. “Vamos jogar o jogo deles”.
    O grande lance é divulgar isso, uma midia atrás da midia.

  3. Roberto
    Posted 30 de março de 2007 at 0h18 | Permalink

    vc só cometeu um ato erroneo, dizer q estamos no auge do capitalismo moderno, pelo contrario, estamos vivendo na decorrencia de sua queda hj em dia. Mas vc falou bem, mt bem..! =]

  4. Roberto
    Posted 30 de março de 2007 at 0h21 | Permalink

    agente n mereço paulo.. suaususausauh

    lirinha é uma alma musical, mereçedora para ele esta premiaçao foi.

  5. Sofia Egito
    Posted 30 de março de 2007 at 17h20 | Permalink

    “mereçedora para ele esta premiaçao foi.”

    hauahuahauh

    Igual ao mestre Yoda.

  6. Leandro
    Posted 30 de março de 2007 at 20h18 | Permalink

    Clichê do clichê esse texto, parece coisa de moleque pseudo anarco punk. Mas valeu a tentativa.

  7. andré
    Posted 1 de abril de 2007 at 12h51 | Permalink

    também gostaria de saber uma lista de empresas que patrocinam merda e empresas “boazinhas”

  8. Posted 22 de outubro de 2007 at 15h04 | Permalink

    entre em http://www.arqbrasil.com.br klik arte e antonio carlos hoppner desenhos e pinturas

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