Entrevista – The Playboys

The Playboys (divulgação)

Banda pernambucana mais badalada dos últimos tempos, a The Playboys prepara um show apoteótico para o Abril pro Rock. Levei um papo sério com eles, que falaram de exigências, incompreensão, filosofia e futuro. Dá uma olhada no que saiu.

Quais serão as exigências da banda?

João Neto – Serão ou Foram? Você precisava ver a listinha básica que foi impressa em uma resma de papel A3 com fonte tamanho 8 sem quebra de linha.

Lucas – Exigimos um camarim decente que todo rockstar deve ter, com mulheres, bebida, enfim, esse tipo de coisa manjada.

Ebis – Eu só pedi um whiskey do bom e uma leva de camarão.

Maestro Duda – E viva os prazeres da carne.

ZGR – Na real, fazem 10 anos que a banda The Playboys é convidada para tocar no Abril Pro Rock, só que DESTA VEZ, eles finalmente conseguiram satisfazer nossas humildes exigências. Não foi fácil, ainda mais quando já se tem “de tudo um muito”.

Vocês vão cobrar direitos autorais pelo advento do palco 3?

João Neto – O palco 3 já foi negociado, então não podemos mais cobrar nada. Por outro lado, estamos providenciando os palcos quatro, cinco, seis etc. Descobrimos uma nova fonte de negócios. Acho que o espírito empreendedor está no sangue.

ZGR – Não, pois o Paulo já se apossou do palco 3 e juridicamente falando, seria inviável e ilegal segundo a nossa Constituição atual, mas não estranhe se você ver um palco 4 pelos stands este ano… e este a gente vai fazer questão de dizer que a The Playboys não TEM NADA A VER com esta história de palco 3, palco 4, palco 5…

Lucas – O retorno financeiro dos próximos palcos será de 48,7% dos lucros liquídos referente ao investimento dos “palcos maiores que 3”, sem falar da cota de participação acionária que a The Playboys S/A acabou de adiquirir junto ao evento, além dos apoios (que ainda não podem ser divulgados) direcionados a nova atração idealizada por Paulo.

Ebis – Paulo André está dizendo que ele ja tinha tido essa idéia antes. É muito fácil falar que já pensou antes, mas quem fez de fato esse negócio primeiro foi a gente. Quem criou o Palco 3 foram os The Playboys. Eu acho até que deveria ter uma placa no Palco 3 com o nosso nome. Mas a gente sempre estará na memória do festival, na sombra do Palco 3.

Maestro Duda – Que nada, mago, deixa o cara! :)

Vocês sempre declararam que a obra do The Playboys é póstuma. Isso significa suicídio coletivo depois do APR?

João Neto – Não, isto significa que só seremos compreendidos depois de mortos. Tem pessoas que já nascem póstumas. Estão muito a frente de seu tempo. “O som do The Playboys é para depois de amanhã. Eles promoveram uma verdadeira transvaloração no Rock” (Nietzsche)

ZGR – Montarroyos, seus filhos ou netos um dia irão entender a The Playboys.:)

Ebis – A gente vai lançar até um disco novo depois do Abril Pro Rock. Talvez a banda fique na memória como os Sex Pistols. Mas ainda há muita coisas para se dizer.

Lucas – Rapaz, a gente nunca sabe o dia de amanhã.

Já pensaram em compor algo na linha “Roberto Medina não me Ouve”?
ZGR – Bebeto? Que nada, ele até deixou um scrap pra mim esta semana perguntando um hotel legal pra ficar durante o Abril pro Rock.

Ebis – Talvez “MTV não me ouve”

Maestro Duda – Quem é Roberto Medina?

Lucas – Aquele que nos levou pro Rock in Rio Lisboa em 2005, ora pois.

Como será o show?

João Neto – Terá um início apoteótico…

Lucas – Teremos honrrosas (ou horrorosas!?) participações especiais de artistas ilustres da cena Pernambucana, Ariano é presença garantida nesta festa de debutante.

Ebis – Nós queremos aproveitar o momento. Carpe diem.

ZGR – 30 minutos é muito pouco para quem esperou 10 anos. Vamos fazer mágica!

Maestro Duda – Quem viver, verá!

Esperavam todo o auê na mídia que vocês acabaram tendo nos últimos dois anos?

João Neto – Claro. O investimento já previa este resultado. Tudo foi um planejamento de marketing a longo prazo. Foi tudo pensado. O movimento Armorial, Alceu Valença, o Mangue etc, tudo isto foi uma criação nossa para que, neste ano, todas as condições estivessem favoráveis para a explosão do The Playboys.

Lucas – Claro, tudo que fazemos é planejado antecipadamente, se não tivéssemos alcançado isso ai sim diríamos que algo saiu errado, tudo vem sendo planejado desde o começo.

ZGR – É apenas um pouco do reconhecimento que a galera tem por nós… deixando bem claro que nossa música nunca será vinheta de cigarros, bebidas alcólicas e comidas trangênicas. Escolhemos a dedos nossos patrocinadores.

Maestro Duda – Podes crer.

Posted quinta-feira, abril 5th, 2007 under Notícias.

9 comments

  1. Ouvi dizer que Paulo André ta produzindo eles, é tudo arrumadinho com charque

  2. The Playboys deveria aparecer com letras e fontes maiores nos postais por aí espalhados e também merecia um espaço no outdoor, afinal, serão atração principal.

  3. Se o the playboys for esperto, nao vai fazer esse show :P Deixar em branco é a grande jogada

  4. Thiago Olivo says:

    Esses porras tem que morrer. Eu investi todo meu dinheiro nessa banda, ate faculdade eu fiz pra tentar ficar mais inteligente. E agora que as coisas comecaram a melhorar, o que eles me diseram !!!!??? VOCE ESTA SENDO DISPENSADO DA BANDA!!!!!! Puta que pariu !! Quero meu dinheiro de volta e minha Guitarrinha !!!! Vou processar esses viados !!!! Essa caras sao tudo golpista !!

  5. Leilane Cruz says:

    Como é que a atração principal fica limitada por apenas 25 min de apresentação?? Por isso que Paulo André recebe cada vez mais críticas a respeito da programação do festival.

  6. Florêncio Lobo says:

    É isso ai estou torcendo por vcs, sucesso pessoal, o segredo é trabalho. Lucas quando vc ficar famoso lembra de mim, um abraço xau!!

  7. Ivan Adriax says:

    Uma banda com o nome desses, eu não poderia esperar muita coisa mesmo. Ainda bem que recife tem muitas outras coisas, boas por sinal. Death to the playboys

  8. Death to Ivan Adriax!!!!!!

  9. The Playboys é a úica atração de pernambuco, que traz algo de novo para a música daqui. São muito criativos, pena nunca darem certo com nenhum produtor. Acho que deveria aparecer algum produtor para colocar moral na banda. São criativos, mas totalmente desorganizados.