Começa amanhã a Mostra de Mídia e Música da UFPE

Mostra de Mídia e Música

Amanhã começa a I Mostra de Mídia e Música da UFPE no Centro de Artes e Comunicação (CAC/UFPE). O tema da mostra é “Mídia, Música e Mercado na Contemporaneidade”.

Bruno Nogueira e Hugo Montarroyos, aqui do RecifeRock!, apresentarão trabalhos por lá. Hugo apresenta amanhã à tarde e Bruno na sexta-feira.

Confira a programação, tem um bocado de coisa interessante. De Matanza a Bjork passando pelo manguebeat e terminando na distribuição de músicas na internet.

mais info ? www.ppgcomufpe.com.br

I Mostra de Mídia e Música da UFPE

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco – PPGCOM/UFPE realiza, nos dias 17 e 18 de janeiro/2008, a I Mostra de Mídia e Música.

Com o tema “mídia, música e mercado na contemporaneidade”, o PPGCOM/UFPE propõe um espaço em que sejam debatidos os diferentes pensamentos sobre a música popular na atualidade, estimulando a pesquisa sobre mídia e música, a fim de que se possa aprimorar conhecimentos e fortalecer as práticas interdisciplinares que englobem essa temática.

A partir do entrelaçamento da música enquanto processo social e, sua respectiva inserção nos diferentes veículos midiáticos, é perceptível no âmbito acadêmico, a necessidade de aprofundamentos dos estudos que tratem do binômio música e comunicação. Música aqui é tratada não somente como um material estético concebido sob um conjunto de padrões, mas sim como prática social; um fenômeno intimamente associado ao advento das diferentes formas de circulação de produtos culturais na atualidade, amplamente difundidos através de exibições em programas de todas as mídias (TV, rádio, internet), resultando num processo dinamizador

O evento abre espaço para trabalhos de pesquisa de graduação e pós, na forma de mesas temáticas que foram organizadas a partir de uma ampla chamada de trabalhos divulgada nos programas de pós-graduação e departamentos de comunicação e música de todo o país. No total, 62 trabalhos serão apresentados e discutidos nas mesas, abordando diversos enfoques da produção e circulação de música popular no Brasil e no mundo.

Reunindo pesquisadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco, o evento conta ainda com duas manhãs de palestras, proferidas por professores que se dedicam ao estudo fronteiriço entre música e mídia na sociedade.

Trata-se de uma ocasião ímpar onde serão debatidas questões relativas ao estudo de música e sua circulação midiática na sociedade, solidificando o crescente número de pesquisadores que se dedicam a este objeto cultural, tão importante na cultura brasileira.

Inscrições para ouvintes podem ser feitas no local ou através do site: www.ppgcomufpe.com.br

Programação geral:

Quinta-feira, 17/01

10:00h – Palestras:
Prof Dr. Jeder Janotti Jr – UFBA
Um modelo de análise para as expressões musicais populares massivas
Prof. Dr. Felipe Trotta – UFPE
A sonoridade como parte das estratégias de valoração na música popular
Prof. Dr. Micael Herschmann – UFRJ
Apontamentos sobre a reestruturação da indústria da música: perda de valor da música gravada

13:20 – Mesas temáticas simultâneas
1. O rock em suas várias vertentes
2. Hibridismos e fluxos musicais
3a. Jornalismo e crítica musical
3b. Música e política
4. Música e identidade (seção 1)

18:00 – Lançamento de livros

Sexta-feira, 18/01

10:00 – Palestras:
Prof. Dr. Luis Ricardo Queiroz – UFPB
Música, mídia e performance: (inter)relações nas práticas musicais do contexto urbano de João Pessoa
Prof. Dra. Ângela Prysthon – UFPE
Sound of Music – Intersecções entre rock e cinema
Prof. Dr. Herom Vargas – IMES-UMESP
O manguebeat e as mídias

13:20 – Mesas temáticas simultâneas
5. Música e Identidade (seção 2)
6. Música e audiovisual
7. Música e mercado atual

18:00 – Encerramento

Programação completa das mesas e resumos das palestras:

Jeder Janotti Jr (UFBA): Um modelo de análise para as expressões musicais populares massivas
Apresentação do modelo de análise das expressões musicais populares massivas a partir das discussões sobre a importância dos gêneros midiáticos e da compreensão da materialidade das expressões musicais em suas especificidades comunicacionais. Nesse sentido, não se pretende desconhecer a importância dos estudos desenvolvidos pela
musicologia e pela etnomusicologia para o estudo da música popular massiva em seus aspectos textuais e etnográficos e sim, ampliar as análises musicais, procurando desenvolver conhecimentos empíricos-metodológicos que priorizem as contribuições do campo da comunicação para a compreensão da música popular massiva.

Felipe Trotta (UFPE): A sonoridade como parte das estratégias de valoração na música popular
Essa apresentação tem como objetivo analisar de que modo as sonoridades das várias práticas de música popular acabam correspondendo a classificações hierárquicas relativamente rígidas no quadro geral de valoração da música popular. Trata-se de uma discussão sobre estratégias de construção de valor na música popular a partir de seus elementos sonoros, que condicionam a priori tais estratégias compartilhadas pela sociedade.

Micael Herschmann (UFRJ): Apontamentos sobre a reestruturação da indústria da música: perda de valor da música gravada
Repensar o destaque alcançado mais recentemente pelas apresentações ao vivo e a perda de valor dos fonogramas na indústria da música. Parte-se do pressuposto de que boa parte da recuperação desta indústria está relacionada à experiência da música presencial. Assim, para avaliar melhor o locus das execuções ao vivo, analisa-se neste trabalho não só alguns dados mais recentes disponíveis sobre a indústria da música, mas também as estratégias de atuação de alguns artistas/empresas junto ao mercado e a repercussão/comportamento do público frente a estas mudanças.
Palavras-chave: Comunicação, Cultura, Indústria da Música.

Luis Ricardo Queiroz (UFPB): Música, mídia e performance: (inter)relações nas práticas musicais do contexto urbano de João Pessoa

Ângela Prysthon (UFPE): Sound of Music – Intersecções entre rock e cinema
O ponto de partida desta apresentação é um panorama sobre os “usos” do rock no cinema – desde uma presença importante em trilhas sonoras (filmes nos quais a trilha sonora pauta a narrativa), pelas operas-rock e musicais modernos (“Tommy” de Ken Russell , “Rent” de Chris Columbus, “Moulin Rouge” de Baz Luhrmann, etc) passando pelo registro em longas de shows, turnês ou ensaios, pelas biografias de músicos como Jim Morrisson (“The Doors” de Oliver Stone), Cazuza (“Cazuza, o tempo não pára” de Sandra Werneck), Sid Vicious (“Sid e Nancy” de Alex Cox) e Ian Curtis (“Control” de Anton Corbijn), pelos filmes com rock stars (Mick Jagger, Sting e David Bowie, especialmente), pelas tentativas de se historicizar certas cenas subculturais do rock (como “Quadrophenia” de Franc Roddam ou “Last Days” de Gus Van sant) até experiências mais complexas ou híbridas (como “Sympathy for the devil” de Godard ou “24 Hour Party People” de Michael Winterbottom). A partir desse mosaico de possibilidades de intersecção entre cinema e rock, o foco recairá sobre uma análise comparativa entre os modos pelos quais a música do grupo Joy Division é apresentada em “24 Hour Party People” de Michael Winterbottom (2002) e “Control” de Anton Corbijn (2007).

Herom Vargas (IMES-UMESP): O manguebeat e as mídias
A proposta é indicar e avaliar as relações entre o Manguebeat e as mídias a partir de dois pontos de vista. De um lado, pelas formas de divulgação que os jovens músicos pernambucanos utilizaram, nos anos 1990, para se mostrar ao grande público, e as formas de relacionamento entre esses grupos musicais e as mídias pernambucana e nacional. Aqui, estão em destaque o uso da Internet, novidade tecnológica na época, algumas estratégias para a inserção das bandas na mídia local e a importância de festivais de música que surgiram por conta da cena criada. De outro lado, as relações entre canção popular e outras mídias e/ou linguagens (como cordel, cinema, HQ, entre outros) que aparecem no corpo das composições do grupo Chico Science & Nação Zumbi e que indicam um caráter de inovação.

Mesas temáticas:
1. O rock em suas várias vertentes
Marcos Antônio Neves dos Santos (UFPE)
O rock progressivo brasileiro e sua versão tupiniquim
Thiago Martins (UFBA)
A manutenção da autenticidade: o gênero musical heavy metal e as estratégias discursivas empregadas frente a contextos industriais da música
Patrícia Matos (UFRJ)
Speak English or die: o heavy metal brasileiro cantado em inglês
Jaime Silva (UFRGS)
Muito além do barulho: uma aproximação sobre a identidade do heavy metal representada na revista Rock Brigade
Cíntia Costa Ferreira (UFBA)
Mulheres e rock’n’roll
Ana Carolina Sampaio Coelho (USAL)
O corpo que também é música: como o gesto imprime força à sonoridade de “O Quarto das Cinzas”
Tiago José Lemos Monteiro (UFRJ)
“De que vale o ‘Terra à vista’ se o barco está parado?”: uma reflexão sobre atrajetória midiática do pop/rock luso-brasileiro

2. Hibridismos e fluxos musicais
Bruno Maciel Bezerra Cavalcanti (UFPE)
Tropicália: a quebra de uma estética
Roberto Martins (UFBA)
Tom Zé: um tropicalista e sua aldeia
Mariana Lobo (UFPE)
Tropicalismo em gestação: uma apreciação do disco de Caetano Veloso 1967
Ângela Mirella Silva (UFCG)
O hibridismo musical como forma de interação entre diferentes culturas: arranjos musicais variados para a música “É hoje”
Tatiana Lima (UFBA)
A emergência do manguebeat e as classificações de gênero
Fabiana Souza Leão (UFPE)
O pós-mangue na cena musical pernambucana
Roberto Azoubel (PUC-RJ)
Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar: o futuro como transcendência da miséria
José Guibson Delgado Dantas (Universidad de Málaga)
World music; êxito e pertinência de uma diáspora musical
Fabiana Ratis (UFPE)
Acordes flamencos de uma manhã de carnaval llanera

3a. Jornalismo e crítica musical
Talita Rampazzo Diniz (UFPE)
O jornalismo da folia nos 100 anos do frevo
Bruna Alquete de Arreguy Batista (UFPE)
Mídia impressa e época junina: valores e visões sobre o forró em Pernambuco
Janaina Faustino Ribeiro (UFF)
“Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia”: uma análise da coluna “Música popular”, de Torquato Neto
Valecio Bruno da Silva Viana (UERN)
E agora? Fernando Mendes x Caetano Veloso: o elitismo cultural e sua influência na percepção da sociedade
Hugo Montarroyos (UNIVERSO)
O modelo crítico musical de José Ramos Tinhorão aplicado na análise das obras de Silvério Pessoa e do grupo Falamansa

3b. Música e política
Tatiana Galvão (UFRJ)
O papel da cultura juvenil na elaboração de identidades e no exercício da cidadania
Écio Salles (UFRJ)
Remixar a cidade: experiências musicais e práticas políticas
Joyce H. de Brito; Karina B. M. Nascimento; Tamiles C. Lira (UFPB)
Música, mídia e justiça: a criação da Lei 10.705 em defesa dos artistas paraibanos

4. Música e identidade (seção 1)
Luiza Real de Andrade Amaral (UERJ)
Das rodas às rádios: um estudo sobre o consumo do pagode no Brasil
Das Dores Nogueira Mendes (UFC)
A construção da identidade regional nas canções do “Pessoal do Ceará”
Heitor da Luz Silva (UFF)
A banda Matanza e country core: os gêneros musicais como ferramenta criativa no processo produtivo na música popular
Maria Bárbara Vieira Falcón (UFBA)
O reggae de Cachoeira: produção musical em um porto atlântico
Paulo Thiago Gomes Camello da Costa (UFPE)
A abordagem do amor nas letras de Limão com Mel
Lydia Barros (UFPE)
O jogo de linguagens do gênero brega: para além da ressonância estrutural
Beatriz Barros; José Marcelo Lacerda; Roberta Maria L. Meireles (UNICAP)
As mediações na produção do brega na cidade do Recife
Márcia Ramos de Oliveira (UDESC)
Programa da rádio NEH: Brega, bits e bites
Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho (UDESC)
Marketing de Deus. Música Gospel como mercadoria: o mercado de bens da salvação nas canções de Elvis Presley e da Renascer Praise

5. Música e Identidade (seção 2)
Leonardo Demócrito da Silva Xavier (UFPE)
Representação e imaginário em Santanna, o cantador
Luciana Xavier de Oliveira (UFBA)
A gênese do samba rock na obra de Jorge Benjor: uma análise midiática de Samba esquema novo
Kywza Joanna Fidelis P. dos Santos (UFPE)
Comunicação, identidade e cultura: a poética africanista na canção de Chico César
Josely Teixeira (UECE)
Apenas um rapaz latino-americano vindo do interior? Investimentos interdiscursivos das canções de Belchior
Guilherme Ferraz; Luiza Magalhães (UFRJ)
Björk: o pop e a arte na indústria cultural
Felipe Faraco (PUC/RS)
A criação de um rei: Roberto Carlos e a indústria cultural
Carlos André Carvalho (UNIVERSO)
Atenção para o refrão: a imagem da marca Coca-Cola nas músicas de Caetano Veloso
José Cláudio Castanheira (UFF)
A nostalgia do moderno: a paisagem sonora eletrônica na produção musical contemporânea
Thaís Amorim Aragão (UFC)
Tocando os circuitos: entrando em contato com os sons no interior da máquina.
Marcelo Garson (UFF)
Remontando o Dj: a música eletrônica e suas estratégias de diferenciação
Maria Carolina da Silva Apolinário (UFPE)
Constituição da música eletrônica como gênero musical

6. Música e audiovisual
José Guibson Delgado Dantas (Universidade de Málaga)
Itinerários do audiovisual: relações históricas entre som e imagem
Fábio Freire (UFBA)
Trilhas sonoras: uma sinergia entre as indústrias cinematográfica e fonográfica
Amanda Mansur (UFPE)
Ecos do manguebeat: a música como articuladora da narrativa fílmica no cinema pernambucano
Carolina Figueiredo (UFPE)
Distopia e música: uma análise das representações de música e produção musical em 1984, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451
Thiago Soares (AESO/UNIVERSO)
A televisão aos pedaços: o Vídeo Music Awards 2007 e a estratégia discursiva da MTV
Yara Luna (UTP)
Trilha sonora remix: uma necessidade contemporânea
Bernardo Rozo (UFBA)
Q’Ayturastro (Rastro de Linhas): considerações etnomusicológicas sobre uma video-arte
Sandra De Berduccy (UFBA)
Do site-specific ao site-related: além das imagens e paisagens sonoras

7. Música e mercado atual
Matheus Andrade (UFPB)
A pirataria e o admirável mundo novo da música
Leonardo de Marchi (UFRJ)
Sobre os ombros dos gigantes: grandes gravadoras e o novo mercadofonográfico
Caio Tavares Andrade (UFBA)
Tecnologia musical e indústria fonográfica: democratização e flexibilização na produção musical
Bruno Pedrosa Nogueira (UFPE)
Sistemas de recepção e circulação midiática da música na internet
Luciana Buarque Lins Costa (Universidad Autônoma de Barcelona)
A inserção de uma produção musical no espaço midiático globalizado da internet: as ferramentas do “novo sucesso” do músico Léo Jaime
Guilherme Henrique Vieira Gatis (UFPE)
Leia, baixe e ouça: a crítica da música pop e suas relações com a internet
Cristiano Rodrigues Marinho (UERJ)
Comunicação e construção musical colaborativa: considerações sobre o novo funk carioca e o projeto “Música de Ponto”
Cyntia de Lima Campos (UFPE)
Rock independente: novas formas de produção e distribuição
Pedro Marra; Jorge Cardoso Filho (UFMG)
Do underground ao mainstream: sucesso e insucesso a partir da trajetória de um músico gaúcho
Mariana Soares de Souza (UFPE)
Marcelo D2 à procura da batida perfeita: do underground ao mainstream
Patrícia Paz; Higo Lima; Tobias Queiroz (UERN)
A influência da mídia no consumo de música por adolescente

Equipe organizadora:
Prof. Dr. Paulo Cunha (Coord. PPGCOM/UFPE)
Esp. Rogério Costa (Coord. geral)
Prof. Dr. Felipe Trotta (Coord. científica)
Ms. Lydia Barros
Jor. Mariana Lobo
Bruno Maciel
Mariana Souza

Posted quarta-feira, janeiro 16th, 2008 under Notícias.

2 comments

  1. “Hugo Montarroyos (UNIVERSO)
    O modelo crítico musical de José Ramos Tinhorão aplicado na análise das obras de Silvério Pessoa e do grupo Falamansa

  2. Lenne Ferreira says:

    Gente esse encontro é imperdivel, a programação tá do Karalho… Já me inscrevi, não perco por nada…

    valeu