Entrevista – Nuda

O Nuda é uma das bandas novas que entendeu o recado dos novos tempos: infelizmente, não cabe mais ao músico “apenas” fazer música, mas colocar a cara em todas as etapas do processo de produção. Com pouco mais de dois anos de carreira, a banda, daquelas difíceis de definir (eles mesmos acabam se definindo melhor do que qualquer pré-definição alheia), é uma das atrações de amanhã do festival Nordeste Independente, que acontece no Novo Pina. Também se apresentam em Natal, no dia 29 de março, em prévia do Festival DoSol. Confira abaixo a entrevista feita por e-mail com Henrique, baixista do Nuda. E, caso você tenha banda, assimile – e aplique – alguns dos conselhos dele.

Nuda

No myspace da banda vocês afirmam que “o mais singular do Nuda é ser
plural”. Sem querer ser reducionista, essa pluralidade que vocês
reivindicam abraça quantos estilos?
Olá, Hugo! Cara, quando falamos em pluralidade não nos apegamos a estilos, mas sim à falta de barreiras, preconceitos e rótulos perante nossa manifestação artística. Mas não tem como negar que somos fascinados pela música brasileira e nem que fomos ”criados” no rock.

Como será o show do Nordeste Independente?
Algumas pessoas chamam esse nosso repertório de Festivais como nossa ”vertente” psicodélica. Bem, posso te dizer que o show vai por aí. Devemos apresentar alguma releitura também, mas aí fica pra surpresa da hora.

A Nuda tem cavado um espaço legal para tocar, com agenda cheia e shows marcados fora do Estado. Como conseguem essa articulação? O segredo é correr atrás e investir em shows?
Hoje existem tantos meios de divulgação e o mercado mudou tanto que o significado de ”artista” mudou demais. Tem uma frase legal usada pelo pessoal do Macaco Bong que é ”artista igual a pedreiro”.
É por aí. Desde o começo da banda nos preocupamos em ter um material legal de divulgação, gravando em bons estúdios e disponibilizando as músicas de forma atrativa (e isso não é necessariamente um sinônimo de altos gastos). Também estamos sempre de olho na cena independente do país inteiro, fomentando contato com organizadores, mostrando material, etc.

Como surgiu a banda? Quanto tempo de carreira?
Mais ou menos começo de 2006. Foi um processo longo e espero que duradouro. Eu tinha tocado com Dossa, que conhecia Rapha, que estudou com Scalia, numa daquelas coincidências.
Scalia e Rapha sempre compuseram, criamos uma amizade muito forte e começamos a nos reunir só para fazer jams. Isso durou meses. Daítrouxemos as jams pra dentro das letras, as músicas pra dentro das jams e aqui estamos.

Se quiser acrescentar algo o espaço é seu.
Opa. Então gostaríamos de alertar os amigos de correnteza: há botijas e arapucas no nosso meio. Se informem sobre direitos autorais, creative commons, SMD`s, difusão digital, Coletivos e todas as novas possibilidades.
Um certo cidadão profetizou que “nos organizando podemos desorganizar”.
E sobre o festival, a gente está numa instiga muito grande, porque não tocamos no Recife desde o fim do ano passado e essa volta não poderia ser em momento melhor. Sem contar que as bandas são muito boas, vaidar pra se divertir um bocado.
Pra conhecer mais a Nuda: www.myspace.com/sitionuda.
Abraços!

Serviço:
Festival Nordeste Independente (Segundo dia)
Sábado (08/03/2008) 20h
Novo Pina (Rua da Moeda – Recife Antigo)
R$ 5,00 – Info: 9142.6594 (Guilherme Carvalho)
Sweet Fanny Adams, Amp, The Dead Superstars, Mormaço e Nuda

Posted sexta-feira, março 7th, 2008 under Notícias.

7 comments

  1. na moral,

    sem sal…ainda não vai ser dessa vez que a cena de recife vai REdecolar…

    que venha a próxima!

    as bandas que acompanho dessas novas – novanguarda, erro de transmissão, nuda, mormaço, amp,ultralev…são bandas com originalidade ZERO, parecem que já nasceram empacadas…só não incluo a vamoz ai pois os caras já tem décadas na música…

    por fim! não quero dizer que não ruins ou que não prestam, mas não acrescentam em nada a música como agente transformador…são apenas bandas , apenas bandas e mais nada…um som simples, igual , que tocam, passam, e nada mais, em breve serão esquecidas…

    enfim, resta esperar mais alguns anos!!!

  2. Po,

    Curti ontem o show, fiquei até o fim,tinha pouca gente mas foi muito legal.

    Rick, tu pode até nao gostar, mas falta de originalidade tu não pode acusar os caras.

  3. Rick,

    na moral também,

    respeito opinião de todos. Mas falta de originalidade nesse caso achei meio foda. Pelo que já vi da Nuda (myspace e 2 shows), pra mim é só uma questão de tempo pros cara estarem na mesma de Mombojó e outras ai. Mermão, tu já sacasse as letras? Num tem nada a ver com as outras bandas, é outro lance!

    Agora, tenho certeza que a 10 anos atras tambem tinha gente metendo pau em Chcio, Mundo Livre. É o Recife, fazer o que?

    E aposto em Amp e Mormaço.Todos eles tão representando bem e metendo as caras aí!

  4. Uma das bandas da nova safra com mais personalidade e originalidade das que conheço!

    Talento, criatividade, bom gosto e ótimas canções e letras…tb concordo q eles vão longe por puro mérito e garra! Galera boa de verdade!!!

    So to triste pq nao pude ir no show do sabado pra v os shows

  5. Gosoto é feito cú, e cada um tem o seu.

    eu tbm nao vejo nada d + Nessas bandas.

    concordo com o cara, para quem nao concorda não posso fazer nada, são opiniões,e tem q ser respeitadas, pohha!
    Tem q ter algo de diferente, um exemplo eh na época das bandas dos anos 90, tipow quando tocava punk rock hardcore do alto josé do pinho, aquilo era uma safra de verdadeiras bandas q se destacavam por um som rico de originalidade e poder.

  6. nao gosto de pseudo-cults……