Entrevista – Superguidis

Uma das promessas da edição 2008 do April pro Rock, a banda gaúcha Superguidis se apresenta no sábado, dia 12 de abril. Dona de dois ótimos discos, “Superguidis” (2006) e “Amarga Sinfonia do Superstar” (2007), e com o terceiro já em fase de composição, a banda é uma das apostas (pelo menos minha) deste ano. Entrevistei por e-mail Lucas Pocamacha, guitarra e voz, que falou da expectativa da banda em relação ao show, do significado das letras e de como eles têm apostado no download remunerado.
Numa entrevista recente vocês declararam que um dos objetivos do Superguidis para 2008 era tocar no Abril pro Rock. Quais são as outras metas?
Tocar em todos os lugares possíveis!!! O Abril pro Rock sem dúvida é prioridade, mas no estágio em que estamos, é necessário sair e mostrar a cara em todos os lugares onde a gente conseguir.
Temos outros lugares no Nordeste que precisamos ir. Na verdade o Nordeste é um território inexplorado pra nós. Tocamos apenas em Natal.
Além disso, é muito provável que voltemos pra Argentina ainda esse ano.
Mas a grande prioridade é compor o disco novo. Já temos metade dele composto, em fase de ensaios, e pretendermos chegar no fim do ano com um disco pra gravar.
Estamos muito empolgados com o jeito que as musicas novas estão vindo. Pelo jeito vai ser um disco bem diferente do primeiro e do segundo…Seja isso bom ou ruim, heheheh…
Como tem sido a experiência do Superguidis com o download remunerado? Vocês disponibilizaram todo o disco “Amarga Sinfonia do Superstar” na net simultaneamente com seu lançamento “físico”. Tem dado resultado?
Foi muito produtiva!!! No primeiro mês faturamos uma baita grana lá. Fomos a terceira banda em faturamento, perdendo apenas pras bandas de emo…
A gente apóia muito esse tipo de iniciativa. Achamos que esse é o caminho pras coisas crescerem no futuro!

Quase todas (para não dizer todas) as letras do Superguidis são escritas na primeira pessoa e parecem relatar fatos que realmente aconteceram. É assim mesmo? Seria o caso de “O Raio que o Parta”, do primeiro disco? E, finalmente, o que diabos quer dizer “pois veja o que aconteceu/ de nada adiantou aquela correria/ perdido, ele quase morreu/ meu pobre cachorrinho ainda sem nome”? =) (Trecho da letra de “Ainda Sem Nome”, música do “Amarga Sinfonia do Superstar)
Todas as nossas letras são direta ou indiretamente, sobre coisas que aconteceram conosco. Inclusive “O Raio que o Parta”.
É difícil pra gente falar sobre coisas fora do nosso dia-a-dia. Não somos tão criativos a ponto de abstrair do nosso próprio umbigo, hehehe… A nossa musica é muito sincera. Não conseguiríamos empunhar os instrumentos e tocar sobre coisas que não significam nada pra nós. Acho que esse é o fator que nos faz continuar com isso tudo. Quando chegarmos à ponto de ter que fingir alguma coisa, essa vai ser a hora de acabar a banda, saca???
Bom, sobre essa frase tu terias que conversar com o Andrio (voz e guitarra). Foi ele que fez essa música. Eu tenho a minha interpretação, assim como tu deves ter a tua, mas só ele sabe o que quis dizer!!! É isso que torna tudo mais interessante!! heheheh…
O que mudou na banda da estréia em disco de vocês em 2006 para o Superguidis de hoje?
A gente envelheceu!!! E, como eu disse na outra pergunta, somos muito sinceros e jamais conseguiríamos repetir os pontos de vista das canções do primeiro disco, por exemplo. Aqueles caras já não existem mais. Somos três anos mais velhos do que quando gravamos o primeiro disco. E três anos, na nossa idade, fazem bastante diferença.
E isso se reflete diretamente na nossa musica. Seja na forma de novas influências ou na forma de outro jeito de encarar as coisas que nos inspiram a escrever. Por exemplo, (falo por mim) hoje em dia jamais conseguiria fazer uma música como “O Banana” (canção do primeiro álbum, “Superguidis”). O tipo de problema que inspirou essa música é visto de uma maneira completamente diferente agora. E sem dúvida vai gerar sentimentos diferentes e letras diferentes. Acho que o pessoal notou isso já no segundo disco. A maioria achou uma coisa boa. A gente também acha.
Talvez no terceiro isso fique bem claro. Não temos a mínima vontade de nos repetirmos.

Como será o show no Abril pro Rock?
Vai ser só “sangüera”!!! heheheh. Em festival não dá pra perder muito tempo com baladinhas e bate-papos, temos meia hora pra deixar bem claro por que viemos.
Vamos tocar musicas do primeiro e do segundo discos. Dependendo, até uma do terceiro. Mas isso fica pra decidir na hora.
O que o pessoal pode esperar é quatro caras com muita vontade de tocar!

Como avaliam a atual cena roqueira do Rio Grande do Sul?
Atrasada…O pessoal é meio cabeça fechada aqui. Bom, não tem nenhum festival aqui. Mais ou menos está começando o “Gig Rock”.
Mas tem algumas bandas…Não sei, cara…Não tenho uma opinião formada sobre a cena daqui. Gostaria muito de ter, mas não tenho.
Da cena pernambucana, o que conhecem e gostam?
Conhecemos os nossos colegas de selo da Volver e achamos muito massa!!! Eles são mais gaúchos do que a gente heheheh
Pô, não tem como deixar de citar os anos 90 e a galera do mangue beat. É uma coisa muito foda, que abriu muitas portas pra música de vanguarda no Brasil. Nós todos devemos muito a estes caras!!
Se quiser acrescentar alguma coisa o espaço é seu!
Gostaria de convocar o pessoal que organiza shows tanto em Pernambuco quanto no Nordeste inteiro a nos chamar pra tocar aí!!!

Serviço:
Confira a programação completa do Segundo dia do Abril Pro Rock 2008

Posted quinta-feira, abril 3rd, 2008 under Coberturas.

6 comments

  1. joão do ibura says:

    Qual é a proposta musical da banda?

  2. galera, detonautas vai tocar dia 18 em garanhuns!!!

  3. Porra, era melhor ter deixado os comentários fechados.

  4. Muito foda, eu vou!

  5. Gabriel Medeiros says:

    bixo.
    ta com algum problema no rss ?

    desde
    http://www.reciferock.com.br/2008/02/28/amanha-e-o-ultimo-dia-para-inscricoes-nas-seletivas-do-link-musical-abril-pro-rock-2008/

    que nao chega nada do rr no meu google reader.

    sim.
    achei o primeiro cd melhor q o segundo.
    e tomara q eles façam um show melhor do que o da mada 2007. deixou a desejar

  6. joão do ibura says:

    porque, Bruno Nogueira, vc prefere deixar “os comentários fechados” em vez de respoder ou comentar sobre o estilo musical da banda.