Cobertura: Symphony X no Recife

Texto e fotos por Mirelle Cordeiro

Cerca de mil e quinhentos metaleiros de todo o Nordeste se reuniram na última sexta-feira (24/10) para conferir a apresentação dos norte-americanos do Symphony X aqui no Recife.

O show começou às 23h, uma hora depois do horário previsto, no Clube Português. Mesmo com o atraso, o público eufórico não poupou gritos ao perceber a entrada dos músicos no palco. As canções Oculus ex Inferni seguida de Set The World On Fire, ambas do CD novo, abriram o show. Embora tenham predominado as músicas do novo disco, Paradise Lost, o Symphony trouxe também os clássicos para a alegria dos fãs.

O vocalista, Russel Allen, não se cansou de agitar a galera. Usou e abusou dos chapéus e toucas jogados pelo público no palco, fez caretas, cara-de-mau e cantou com a agressividade que todos esperavam. O guitarrista Michael Romeo também não ficou para trás e detonou, não só nas caretas, mas principalmente nos solos.

Em turnê com o novo disco, Paradise Lost, a banda esteve em outras quatro cidades do país, sendo essa a única apresentação no Nordeste. O show, confirmado desde abril e tão esperado pelos fãs, rendeu muitos elogios ao grupo. Todos saíram com a alma lavada, e, embora o som estivesse um pouco embaralhado, (a acústica do Clube Português pode ter contribuído para isso), ninguém parou.

A empolgação durou do início ao fim do “curto” show de cerca do uma hora e meia. Allen chegou a se desculpar pela curta duração do espetáculo, que foi encurtado devido ao horário de saída do vôo da banda. Para compensar, levou os fãs à loucura ao dizer que o show daqui foi o melhor do Symphony X na América do Sul.

Sucessos ao longo de 15 anos de carreira integraram o set list do show. Desde músicas do primeiro álbum chamado Symphony X, lançado em 1994, até músicas dos discos mais recentes. Os headbangers da cidade vibravam ao início de cada música e não paravam de gritar pelas canções preferidas com a esperança de que fossem as próximas a serem apresentadas. No intervalo entre uma e outra, podia se ouvir o coro “Evolution! Evolution!“. Enfim, depois de Of Sins And Shadows, para a alegria geral, a tão pedida Evolution fechou o maior shows de heavy metal progressivo do semestre.



Set list:

Oculus ex Inferni
Set the World on Fire
Domination
Serpent’s Kiss
Masquerade
Paradise Lost
Walls of Babylon
Inferno
Smoke and Mirrors
Revelation
Paradise Regained (part VII Divine Wings)
Eve of Seduction
Of Sins and Shadows
Evolution

Texto e fotos por Mirelle Cordeiro

Posted sexta-feira, outubro 31st, 2008 under Coberturas.

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