Cobertura: Iron Maiden no Recife

Bruce Dickinson foi um maestro da plateia no palco, interagindo com simpatia com o público, levantando os presentes, correndo de um lado pro outro, trocando figurino e mostrando uma potência vocal invejável.

Bruce Dickinson

Bruce Dickinson

Por Tárcio Fonseca
(Publicado originalmente no site da Folha de Pernambuco e cedido para o RecifeRock)

O último dia do mês de março de 2009 foi marcado pelo maior mar de camisetas pretas já visto em Pernambuco. Para o delírio de um público formado por cerca de 18 mil pessoas, o Iron Maiden fez seu primeiro, e já histórico, show no Recife dentro de uma carreira de sucesso que já dura mais de três décadas. No contexto de evento, é bom ver que ainda existe a possibilidade de fazer um show grande de rock aqui em Pernambuco e atrair gente com isso. Tudo bem que Iron Maiden é uma banda gigante que invoca dezenas de milhares de fãs por onde quer que passe, mas incluir o Recife na sua turnê internacional é mais um passo para recolocar a cidade na rota dos grandes shows importados.

Indo para o show em si, o que se vê no palco é uma banda extremamente profissional, que sabe o que seu público quer e entrega a encomenda exatamente do jeito que ela foi pedida. E a turnê Somewhere Back in Time Tour que passou, ontem (31), pelo Recife é prova disso. Nela, a clássica banda de heavy metal toca apenas os sucessos lançados durante a década de 80, considerada a era de ouro do Iron Maiden. Existe apenas uma exceção aberta para Fear of the Dark, música do álbum de mesmo nome lançado em 1992, que tornou-se um dos, senão o maior, sucesso comercial do grupo.

Em pouco mais de 1h40 de show, o Iron disparou sucesso atrás de sucesso, fazendo fãs de todas as idades – pais, filhos, avôs e netos – cantarem junto, se emocionar, chorar, gritar ou fazer tudo o que um evento catártico como o que foi ontem dá direito. O set list foi o mesmo apresentado no show de São Paulo, sem mudança alguma da ordem das músicas ou improvisos. O destaque das que mais empolgaram os presentes ficou para Run to the Hills, Fear of the Dark (com todo coro) e a música Iron Maiden, que trouxe consigo a presença de um Eddie gigante para o palco. O fãs puderam conferir, na ordem:

Intro: Churchill Speech – Aces High, 2 Minutes to Midnight, Wrathchild, Children of the Damned, Phantom of the Opera, The Trooper, Wasted Years, Rime of the Ancient Mariner, Powerslave, Run to the Hills, Fear of the Dark, Hallowed be Thy Name, Iron Maiden, Number of the Beast, The Evil that Men Do e Sanctuary.

Bruce Dickinson foi um maestro da plateia no palco, interagindo com simpatia com o público, levantando os presentes, correndo de um lado pro outro, trocando figurino e mostrando uma potência vocal invejável. Do alto dos seus 50 anos, Bruce passa a impressão de ter fôlego para agüentar ainda mais 30 anos como vocalista do Iron Maiden. Durante a apresentação ele prometeu um novo álbum de estúdio do Iron para 2010 e a volta ao Brasil em nova turnê em 2011.

A estrutura de palco foi muito boa, apesar de ser menor do que a apresentada em São Paulo. A pirotecnia, luzes e efeitos trouxeram a teatralidade que um show do Iron Maiden pede. O som também esteve muito bom durante toda a apresentação, apesar de algumas pessoas reclamarem que estava um pouco baixo. A pontualidade foi seguida, com o show começando pouco depois das 21h e terminando alguns minutos antes da meia noite. O Jockey Club também mostrou-se um local acertado para grandes espetáculos quando bem organizado. Ponto para a Raio Lazer, produtora do evento que disponibilizou bares, locais de alimentação e banheiros suficientes para a multidão de pessoas que compareceram.

Entretanto, apesar de toda a grandiosidade, do dever cumprido por parte da banda, da organização do show e da felicidade dos fãs que finalmente puderam conferir o Iron Maiden no Recife, cabe aqui uma crítica que tem mais a ver com meu incômodo pessoal sobre o cenário musical que permeia todo esse início de século. Até quando as bandas antigas terão que se canibalizar para conseguir novamente o sucesso de outrora? O Iron Maiden precisava mesmo fazer uma turnê extensa como esta só mostrando uma década dos mais de 30 anos que compõe sua história? E os discos dos anos 90? E os que saíram após o ano 2000? Por que a fórmula Back in Time consegue empolgar mais do que um repertório normal?

Mas o Iron Maiden não é um caso isolado. Ainda dentro do metal um outro bom exemplo é o Metallica, que teve que voltar com um som mais próximo ao que fazia nos anos 80 para ganhar novamente a aprovação de público e mídia. O álbum Death Magnetic representou uma volta às origens de um thrash metal mais reto e tradicional, diferente da pegada stoner e hardcore do injustiçado St. Anger. Não que o Death Magnetic seja ruim, pelo contrário, mas era mesmo necessário fazer um disco assim só pra agradar o saudosismo dos fãs?

Enquanto isso, novas bandas vão surgindo sem ganhar a atenção merecida do grande público do metal. Uma delas é a norte-americana Mastodon, grupo que lançou seu primeiro disco de estúdio em 2002 e que, de lá pra cá, já soma quatro álbuns excelentes, mostrando um som que é um misto de stoner metal, thrash, sludge e metal progressivo. Inclusive, a banda acabou de lançar no final de março o disco Crack the Skye, que tem como tema a vida e influência do místico Grigori Yefimovich Rasputin na sociedade russa.

Do lado de cá temos o Elma, banda paulistana de metal instrumental que já se apresentou duas vezes no Recife para um pequeno, mas interessado, público que compareceu ao festival No Ar: Coquetel Molotov de 2007 e ao show no Burburinho Bar no ano passado. O Elma mescla influências que vão do Melvins, Sepultura e Neurosis, até bandas como Sonic Youth e Fugazi, e entrega como resultado um som barulhento, pesado e intrincado. Um ótimo exemplo de como injetar experimentalismo e novidade dentro de um som (o metal) considerado, por muitos, datado.

Posted terça-feira, abril 7th, 2009 under Coberturas.

40 comments

  1. Parabéns pelo texto, Tárcio!
    Gostei principalmente das provocações do final bastante interessantes

  2. tipo, essa matéria foi copiada de algum lugar? porque no segundo parágrafo, o dia 31 de março é apontado como “ontem”.

  3. Douglas, o texto foi publicado originalmente na folha de pernambuco,conforme informado acima,contudo, gostei mais da cobertura do JC, que comentou de forma mais direta o show, apesar de ter aquelas tradicionais matérias sobre o público que curti ou não o iron e estava no show e arredores.
    Todavia, concordo com Tarcio, no que diz respeito ao fato de que o iron poderia ter incluido repertórios mais recentes, até porque as musicas, por exemplo, do Brave New Word são até melhores que a maioria do set list do último dia 31/03.

  4. Ah, foi mal, não tinha visto esse detalhe! Concordo contigo joão, essa matéria tá com alguns clichês (muitos, na verdae!).

  5. Se o Iron Maiden tivesse vindo para tocar um set list baseado em músicas lançadas nos anos 90 ou 2000, metade do público que esteve presente não iria no show (inclusive eu)… Não dá para comparar Powerslave, ou The number of the Beast com os albuns mais recentes, me desculpem. Graças a Deus realizei o sonho da minha vida e pude ver quase que uma reedição do Live After Death. Rime of the Ancient Mariner, Powerslave, Aces High, Children of the Damned… É fato: O Iron Maiden dos anos 80 é a melhor banda de METAL do mundo. Nos anos 90 e 2000, coitados… Blaze Bailey foi uma piada de mau gosto. Não dava pra engolir, né.
    DEATH TO FALSE METAL.

  6. acho um absurdo citar outras bandas numa resenha sobre o iron. a única que ainda pode é o metallica e olhe lá. e sobre voltar ao passado. sempre é a essencia da banda. todo esse grande sucesso depende disso. então não há porque temer recordá-lo. o metallica voltou com carga total não só porquie voltou ao passado. mas porque . assim como o iron. é uma grande e super fuderosa banda. citar bandas nacionais junto a esses fuderodos do rock é lamentável, ao ponto de estregar a matéria.

    valeu

  7. Bandas com influências de Sonic Youth e Fugazi??? Hahaha…Quem quer saber disso? Dá licença… Estamos ou não falando de IRON MAIDEN? Masto o quê? Quer comparar Iron com Panic at the disco?
    Repetindo: RIME OF THE ANCIENT MARINER, POWERSLAVE, THE NUMBER OF THE BEAST, PHANTOM OF THE OPERA, CHILDREN OF THE DAMNED… absolutamente incomparável.
    DEATH TO FALSE METAL

  8. Bom, em relação ao Iron Maiden, respeito quem gosta e é fanático por ela. Não gosto e nunca gostei! Na época preferia o Metallica ( banda que nem escuto mais hoje em dia ).

    Só acho que viver de passado é ruim. Escutar outras coisas além do metal, faz bem aos ouvidos! Principalmente em relação ao Iron, que só toca músicas da década de 80 e não lança mais nada que preste há anos.

    Pelo menos o Metallica é uma banda que está na ativa, lançando sempre material inédito e lotando estádios, sem precisar tocar todo o vasto repertório oitentão.

    Dizer que o Iron é a melhor banda do mundo é realmente demais! Coisa de fã mesmo…

  9. Parabéns pela mudança de layout do Recife Rock, sempre acompanhado as novas tendências. Só não vamos continuar apoiando as panelinhas!!

  10. infelizmente bandas internacionais realmente não merecem vir para cá para Recife graças a seu público.
    Como pode uma banda considerada a melhor do mundo em seu estilo, só tocando os clássicos, nunca veio para esta cidade, e ainda mais Recife, que é uma cidade cheia, repleta, lotada de metaleiros e só compareceram 18 mil pessoas?
    Isso porque ainda teve a ajuda do pessoal do Nordeste todo (só do Ceará vieram 5 mil).
    Até em Manaus, que não tem essa tradição, foram 20 mil pessoas.

    É realmente uma vergonha, se quisermos ver shows bons temos que ir para o Sul

    tenho dito

  11. Só um ligeiro comentario. Em Recife deu mais publico que Manaus e até mesmo RJ. No Rio deu 22mil, em Manaus deu menos que 15 mil. E em Recife deu aproximadamente 25 mil. A fonte dos dados é um blog q tava muito na moda durante o show. Um brother meu foi ao RJ e confirma q lá teve menor publico que Recife. Olha a foto aeria do show em Recife e tire suas conclusões sobre o publico.

  12. Só mais um comment.

    Esse artigo é muito ruim. Putz, é muito ruim mesmo…
    Uma ruma de informações erradas.

    A ordem das múscas teve uma ligeira modificação no início.

    Doctor Doctor (UFO), Transylvania , Churchill Speech – Aces High, Wrathchild, 2 Minutes to Midnight e dai seguio o que esta lá.

    E sobre um comment aê em cima.

    Eu sou fã do metallica, mas, eles não costumam lotar os shows como o maiden lota não. De maneira nenhuma. A turne atual esta lotando, porém turnes atras os shows não lotavam não. Principalmente a do St. Anger que é ruim mesmo (uma bost) e não foi injustiçado não. Assim como o DOD do maiden é ruim tbm.

  13. Maiden:

    Cara, tirando a ordem das músicas e quantidade de público, praticamente todo o resto foi opinião. Errei nas músicas, ok, mas os 18 mil de público quem informou foi a própria assessoria do evento uma hora depois do show terminar. Foi informação oficial. De resto, como disse, foi opinião. Eu, tô dizendo EU, acho mais válido quando uma banda, mesmo antiga, cria e toca material novo. Turnês só revisitando material antigo me passa sempre uma sensação de turnê caça-níquel e preguiçosa.

    Sobre o Metallica, acho sim o St. Anger um puta disco injustiçado. Tirando a gravação, acho um álbum muito bom, assim como achei o Load. A diferença é que os caras saíram um pouco do que a galera presa aos anos 80 esperava. Com o Death Magnetic a história foi outra. Como disse no texto, também gosto do disco, mas o negócio às vezes lembra um recorte de riffs que o Metallica já usou em outras músicas, em outras épocas. Daí o público vai e acha sensacional essa “volta às origens”. Sei lá, cara, esse lance de se prender ao passado me incomoda.

  14. dizer que em death magnetic o metallica voltou ao passado só para agradar aos fãs é frase de quem não entende de musica. desde o load até o st. Anger, o metallica deixou de ser metallica pra ser blink 182, green day, etc, por culpa do produtor bob rock, que infernizava os caras. Agora, voltou a ser o que era, com um produtor que deixou os caras livres, o rick rubin. Apenas isso.

  15. Se o Bob Rock infernizava ou não os caras a culpa era deles. O Metallica já era grande demais para falar com a gravadora e despedir o cara após o Black Album se eles realmente quisessem. Creditar a composição de quatro discos para um produtor é que não dá.

  16. Não vejo nehum problema em relação à “turnê retrô”. Pode ser mercenária, mas temos que ter em mente que a banda vive de “música” no sentido amplo do comercialismo. Não me importo de contribuir com essa faceta menos nobre do metal. Sou fã do Iron há 25 anos, tenho 36. Se o Iron viesse todos os anos com essa turnê, eu iria e pagaria Pista Premium toda vez . Assim como também iria ver a turnê do Metallica de 1993 (01/05/1993 no Parque Antártica), como vi. Era a do Black Album, mas eles só tocaram 5 músicas do mesmo, as outras 17 canções foram dos álbuns anteriores. Os fãs antigos ficaram extasiados, a banda sabe que é um presente para eles.
    Mesmo que uma turnê seja de trabalho de determinado álbum, ela sempre revisitará os clássicos. E se a tunê é só de clássicos, terá um público cativo, independente do motivo.
    O fato deles terem feito essa turnê nesse formato, para mim foi ainda melhor, que pude estar ao lado de minha filha que fez 15 anos no dia do show e também é fã do Iron em sua época áurea.
    Mas, o mais importante é que uma porta foi aberta para eventos com grandes nomes. E o crédito é da Raio Lazer que fez uma produção impecável e provavelmente a melhor da turnê brasileira. Tenho amigos que foram aos outros shows no Brasil e pelo visto nenhuma produção foi tão acertada – São Paulo foi desastrosa. O crédito também é do público…embora esperasse mais pernambucanos presentes, pois foi gente de todos os estados do nordeste, mesmo sendo uma terça-feira. Nós fomos de Maceió, donde foram quase 1.500 pessoas.
    Que venham os próximos shows – com novas e antigas canções – o público os validará se forem boas bandas com belas músicas…

  17. O que se nota cada dia é que metaleiro é um bicho cada vez mais ortodoxo, conservador, mente fechada mesmo. Não está aberto a dialogar com outras formas musicais e só quer saber de riffs iguais. Se uma banda como o Iron quer inovar um pouquinho só, logo vem os fãs pra detonar. Aí a banda vira escrava do público e tem que se acostumar a tocar por toda a vida o mesmo feijão com arroz.

  18. Este “passado” e simplesmente 99,999%%% superior ao que e feito hoje. Não basta ter um milhão de riffs e virtuosidade ao extremo , velocidade ou barulhinhos estranhos feitos em algum computador. Tem que ter algo a mais . Este algo , quando aparece , torna tudo ATEMPORAL, ou o que constumamos chamar CLASSICOS. Isso pode , e foi feito agora em 2009 pelos “velhinhos de 60 anos” do HEAVEN AND HELL, pois não há outro adjetivo para The Devil you know. Lamentável que não venham para Recife. Podia ser o 3º dia do Abril pro Rock em Maio.

  19. p/ mim a pessoa que fala que o St. Anger é um bom disco e foi injustiçado, não tem moral nenhuma p/ falar sobre Heavy Metal…

  20. Se do Ceará vieram 5 mil pessoas eu sou o Michael Jackson, deixa decascata cara.
    Os 18 mil pagantes cobriram os custos ou os promotores se fuderam?

  21. Tarcio:

    Não quis de forma alguma ofender niguém. Como vc deu sua opinião, eu dei a minha tbm.

    Não quero fazer inimizades. Tá ligado?????

    Mas voltando ao assunto turnês.

    Só pra lembrar que na turnê do AMOLAD do Maiden eles estavão tocando quase o album inteiro em alguns shows. Não acho ruim esse tipo de turnê retrô não, os caras estavam parados, tinham acabado a turnÊ do album novo, então fizeram essa turnÊ retro, já que tinha quase 23 anos da maior turnê que a banda já tinha feito.
    Jajá tem album novo e ele mandão ver nas musicas novas.

  22. FERNANDO:

    Concordo com vc plenamente.

    Os ultimos albuns do Maiden soaram diferente, muitas musicas longas, alguns dizem até que soou meio progressivo. Mas para mim foram albuns legais (o AMOLAD melhor q o DOD). Entretanto recordo-me que qnd eles lançaram este ultimo, muita gente caiu em cima. Aceito a opinião de todos, ma sacho que o maiden poderia sim continuar no estilo dos mais novos, para mudar um pouco e lança um album com musicas curtas (0:04 a 0:05m) e umas 2 ou três grandes (0:07m).

    Vai ser muito dificil uma banda como o Maiden, o Metallica, entre outras, que já possuem grandes classicos conseguirem superar os grandes classicos. Já que a maioria dos ouvintes estão alienados com esses grandes classicos (Se é que deu pá entender o que eu quis explicar, hehehehehe). E sempre haverá comparações.

  23. Só m ais um comment,

    Já q todo mundo tá falando q foram num sei qnts mil do Ceara, num sei qnts mil do Maceió, eu quero falar que de SERGIPE (estado onde moro) fora num minimo umas… 100 pessoas. hehehehehehe.

  24. Rapaz, o que você escreveu é sua opinião. Porém, na matéria publicada aqui e na folha, não vi nehum “na minha opinião”. Mas você faz uma crítica como se tivesse um embasamento muito grande, o que não parece ser verdade. Ou seja: se tu queria mesmo dar uma opinião, pede pro pessoal da folha te dar uma coluna no caderno de cultura, e não a dê na cobertura de um show importante como foi esse. Sinceramente, pouca gente quer saber qual é a tua opinião, tárcio. quem leu ma matéria queira saber como foi o show, o que houve, o que a galera achou. se tu queria escrever sobre elma e afins, mostrando tua “revolta”, deveria ter feito em outra matéria.

    Outra: produtor musical não é empregada doméstica, que quando quebra um copo é demitida. Na minha opinião, bob rock foi contratado para dar uma nova roupagem às musicas do metallica, para que ficassem mais de acordo com os anos 90 (sem grandes solos, com quatro minutos de duração, etc…). Só que a maioria delas ficou uma droga de acordo com a metade da população mundial e da crítica musical ESPECIALIZADA. só isso. Tanto é que o metallica resolveu quebrar essas correntes e mandou o Bob à merda. O se o metallica mudou do st. anger para o death magnetic, eles mesmos não estavam satisfeitos. Certamente, eles estão muito mais preocupados com eles mesmo do que contigo.

  25. Até Salman Rushdie recebe menos críticas do que gente que OUSA desafiar a opinião do público do metal…

  26. Nelson:

    Esse meu texto foi publicado no site da Folha de Pernambuco, e não na edição impressa. Quem fez o impresso foi o repórter da editoria de Programa, mas a matéria acabou saindo no caderno de Geral. Já tive uma coluna sobre música no site da Folha, a qual acabei deixando de lado por não ter tempo de atualizar sempre. Mesmo assim, sempre que sinto vontade de escrever algo, tenho espaço no site. Foi assim com o Abril pro Rock e Coquetel Molotov do ano passado. E sempre escrevi como opinião pessoal, como se fosse em um blog. Pensei que tinha deixado isso claro nesta passagem: “cabe aqui uma crítica que tem mais a ver com meu incômodo pessoal”. E mesmo assim, mesmo se eu tivesse escrito o texto diretamente para o Recife Rock, este espaço é um local independente, feito por poucas pessoas que o criaram para dar opinião e/ou somar alguma coisa.

    Sobre o Bob Rock, a besteira que acho é creditar o que o Metallica foi do início dos anos 90 até o St. Anger a ele e dizer que a banda não teve “culpa”. Eles podiam sim tê-lo demitido se achassem que a coisa tava desandando. Acreditar na história de que eles estavam acorrentados é ser ingênuo demais, hein?

  27. o que eu acho escroto é porque simplesmente qualquer zé mané hoje em dia pode ter um blog, site, o que for, e simplesmente prefere ficar fazendo crítica da crítica numa nota de rodapé. porra, publica no teu blog tua própria resenha e coloca o link aqui, caralho! o povo fica com essa ilusão de que porque se trata de um site pontocompontobê-erre o pessoal é pago pra isso pra ser “neutro” (ou sinônimo de rabo preso, melhor falando)…

  28. Adoro metaleiro, tão fiel que as vezes nem pensa…

  29. Todo texto – TODO mesmo – contém um “na minha opinião” implícito. Até bula de remédio. Difícil da galera entender isso. Impacialidade é um mito. É bem ingênuo acreditar que isso exista….

  30. Uau!! AD Luna, direto de Sampa, mandando saudações! Muito legal o novo Recife Rock. Parabéns! Vi o show do Iron aqui em São Paulo, no ano passado e este ano. Eles tocaram para 63 mil pessoas. E foi sensacional! Na minha humilde opinião, as melhores fases do grupo são as dos anos oitenta… e… anos 2000. Sou veinho dos oitenta e digo que os caras tocam muito mais agora do que há 20 anos. E os discos novos são muito melhores do que os dos anos 1990. E, Gal, concordo com Hugo Montarroyos, imparcialidade (principalmente, no jornalismo cultural) é mais que um mito! É uma lenda urbana. Abraços

  31. Perfect Stranger says:

    Hugo, cade a coluna “Novas bandas” e “tapa na orelha” ?

  32. O Novo RockStar de Recife : Joao do Morro!
    Nada contra esse artista e seu trabalho, porém devo lembra aos que lêem agora que estamos falando de rock.
    Que felicidade sentiram tantos ” rockeiros ” ao poderem botar as manguinhas de fora e enfim arriscarem uns passos ao som do novo héroi musical!!!
    Esta é a grande chance que agora todos eles tem de botar o seu lado “pagodão” pra fora, sem ter a preocupaçao de manterem a falsa postura rock and roll.
    E eis que agora o ” novo Chico Science as avessas ” assola ate festivais renomados na cidade e em outros nem tanto, mas o fato é que pessoas que conheço e que sao do rock cada vez mais sorriem assustados do monstro sist !!!
    Todo mundo dançando Joao do Morro e invadiram nosso quintal, ou melhor, nossa praia ou talvez melhor um dos ultimos redutos de não – poluiçao sonora. A moda agora são “os boyzinhos “e as “meninas correndo da tempestade por que flevaram uma pisa de balaiagem “.
    E eu acabo cada vez mais apaixonado pela minha vitrola vde vinil velho , pelo myspace e pelo window media player…
    É claro que cada um samba o rock que quizer, se alivia como quizer e torce pro time que quiser, mas pelamor, não coloquem Pitu no meu Jack Daniels!!!! E vamos pro samba!
    p.s – nada contra Pitu!

  33. foi divertido o show, apesar de ser um show com 20 anos de atraso!!

  34. Gente desopila, o show foi do caralho, sentir o chão tremet, ver a galera com os olhos fechados só sentindo o som… que pena que terminou logo. Bom ou Ruim foi o show do ano no Recife. Pode vim o que quizer, mais Iron é Iron amem ou odeiem.

  35. Hugo Montarroyos says:

    Perfect Stranger,

    a coluna volta logo aó o Abril pro Rock.

    Abraço!

  36. -> Perfect Stranger:
    “As Mais Novas” voltou hoje com a banda Dillema, cara! =D

  37. cara gostei da reportagem!adorei que as pessoas resposaveis por este evento acontecer o que todos esperavam anciosos,mas tem como vcs trazerem a turne de sepultura e angra para recife!e se for possivel tambem a banda almah de edu falashi!ver esta situação!

  38. Acho que todos vocês deveriam é fazer um bom curso de Português.

  39. Leocadio Tiné says:

    Cada vez que eu entro no RecifeRock!, me decepciono mais. Sempre tem alguém que se diz entendido de música que simplesmente não fala coisa com coisa.

    Da mesma forma que o autor critica o que chama de “saudosismo”, não enxerga que esse site é escandalosamente “modernista”, e prega que bom é o que é novo.

    No mais, nota-se que os primeiros parágrafos dessa matéria foram escritos baseados em resenhas do show, e os últimos, baseados na opinião editorial desse site. Nem parecem ter sido escritos pela mesma pessoa. Um escritor que mistura Iron Maiden e Sonic Youth no mesmo texto, definitivamente, não sabe sobre o que escreve.

    Eu junto minha voz ao coro de pessoas que realmente entendem quando comentam sobre esse show. Não, o objetivo do show não foi ser saudosista e não, o Iron Maiden não precisa recorrer a essa fórmula (é impressão minha ou você falou que havia crianças na platéia? Foi você mesmo ou o “cara dos primeiros parágrafos”?).