As Mais Novas – Dillema

Depois de um tempinho sem postar, é com muito prazer que eu anuncio hoje a volta da coluna “As Mais Novas”, o espaço do RecifeRock! que é totalmente voltado para bandas novas (e nem tão novinhas assim!) que estão dando os primeiros passos em busca de um lugar ao sol. E pra quem está meio esquecido, gostaria de relembrar que aqui tem espaço pra TODO MUNDO, portanto mande um e-mail pra asmaisnovasshow@gmail.com falando do seu projeto ou do grupo de algum amigo seu que esteja fazendo um trabalho legal, ok? Vai que você dá a sorte de aparecer aqui no site e de tocar no nosso projeto lá na Livraria Cultura, né?

Hoje nós vamos falar de uma banda que sempre quebra tudo nos shows, não só por causa de suas letras diretas e reflexivas, mas também pelo peso do seu hardcore melódico! Senhoras e senhores, lhes apresento a Dillema.

f-dillema

A Dillema nasceu bem antes de se chamar assim. Os primeiros integrantes da banda tinham um grupo de punk pop, mas com o tempo a gurizada decidiu acabar com esse projeto e fazer um som mais pesado, com uma pegada mais rápida e forte, algo com que eles se identificavam bem mais.
O quinteto faz música de maneira simples, direta, com o tempo acelerado, guitarras distorcidas, mas com arranjos bem elaborados e originais. Suas letras, diferente do significado de dilema no dicionário (que é “situação difícil, na qual é preciso escolher entre duas alternativas insatisfatórias…”), são bem fáceis de ser digeridas, entendidas, e falam sobre qualquer coisa que acontece na vida de um ser humano comum.

E é com esse som que Pablo (vocais), Yuri e Vegeta (guitarras), Rhayann (baixo) e Luan (bateria) foram ganhando espaço na cena dividindo palco com grandes bandas como Terceira Edição, Dead Fish, Rancore, Bambix, Sugar Kane e Deluxe Trio, e conquistando o respeito de gente bastante experiente como Leonardo Branco, guitarrista dos Subversivos:

O som estimulante de um bom soft-core é o que se pode esperar do DILEMA. Sua forma apresenta uma característica bem definida quanto ao estilo musical, riffs simples que funcionam bem e guitarras dançantes que fazem o seu corpo ficar balançando pra lá e pra cá solfejando os lá-lá- lás (pra quem não sabe a letra) lembrando algo do Millencolin. Já nas musicas mais rápidas de levada Hardcore, é fácil perceber um influencia de Dead Fish com os interlúdios de tempos quebrados ao bom e velho estilo do Noção de Nada, tendo apenas um vocal menos rasgado e mais suave. Destaque para a musica ‘Amplitude’, que tem um início muito bom dobrando os riffs e me fazendo lembrar os caras do Helloween, uma letra legal e boa melodia.

Como já se esperava, as letras tratam de dilemas e conflitos existenciais. Infelizmente, eles fazem isso de uma forma muito subjetiva, o que pode soar falso e generalista (o que não é o caso) por lembrar aqueles artistas que querem agradar a gregos e troianos escrevendo coisas que podem ser interpretadas sempre com duplo sentindo. Sinceridade é o farol que me guia quando ouço uma banda, e eles a tem, precisam apenas amadurecer a forma de expressa-la, e a vida e a estrada ensinam isso. Parabéns pelo conteúdo questionador que a banda tem, continuem a seguir tocando a bola com habilidade e em direção a meta.

E aí? Ainda não está convencido que o som da Dillema é legal?
Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

Dillema – Vitória e Remissão

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Explica pra quem não conhece como é o som da banda. Que sons vocês curtem e quais são as suas influências?
Dillema tem o toque clássico do hardcore melódico misturado com pegadas de post-hardcore. Parece bem clichê o que vou dizer agora, mas a gente realmente não se prende muito a uma linha de música e as composições atuais até que se diferem bastante umas das outras. Todas, é claro, com o seu nível de objetividade, têm o “feeling” do hardcore. Escutamos desde Dead Fish, Belvedere, Comeback Kid até Protest the Hero.

Como são os shows da Dillema? O que não pode faltar neles?
São bastante animados, correria no palco, pulos, esbarrões, galera cantando, equipamentos sendo trocados, baquetas voando e voltando na hora certa, na vontade, na empolgação, no calor lá do momento, coração a mil por hora, cantando e tocando como se fosse o último momento das nossas vidas. Acho que tudo isso é que não pode faltar num show nosso. Além de uma camisa nossa jogada pra galera.

É difícil ser uma banda nova no Recife?
Não, até por que a gente não é tão novo assim! Só de Dillema são quase 3 anos e 2 anos antes, quase a mesma galera, tínhamos outra banda. Já tocamos muito por ai. Na verdade, até mais do que a maioria das bandas que estão conhecidas na cena. Mas é claro que ainda temos muito chão e pra uma banda, principalmente um som como o nosso que não tá na moda, é muito difícil. Estressa viu, galera? Se curtirem muito, dêem o sangue. Sem brincadeiras. A parada é séria. Tem que correr atrás pra vencer muita gente querendo ganhar as custas do teu trabalho e muita gente que curte a cena e não saca do som.

Quais são os planos futuros da banda?
Tocar cada vez mais em outros estados, gravar nosso álbum, o que não está muito longe, e receber os elogios e críticas de quem sabe e de quem não sabe o que está falando.

Quais são as melhores bandas pernambucanas na opinião de vocês?
Não sei, ando meio por fora. Mas eu arriscaria Rabujos, Miami Device, Mombojó, Abside, Overdrive A4, Joseph Tourton e têm muitas outras que eu não estou conseguindo lembrar, infelizmente.

Se quiserem acrescentar algo, o espaço é de vocês!!!
Quem escutar nosso som, se ligue que isso não é nada perto do que a gente está trazendo pra o primeiro álbum. Abraços e até mais!

E aí? Gostou de Dillema e quer saber mais sobre o projeto?
Acesse já o seu MySpace e Fotolog.

Até a próxima!!!

Posted segunda-feira, abril 13th, 2009 under As Mais Novas.

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13 comments

  1. perfect stranger says:

    Perdão galera, o comentário não era pra vocês. Acabei me confundindo aqui. Parabéns pelo som e continuem na batalha. Abraço!

  2. Caro Bruno Negao

    E aí? Ainda não está convencido que o som da Dillema é legal?

    Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

    Me explique por favor este trecho da entrevista porque acho que não ficou tao claro!

    Grato!

  3. muito bom o som dos caras, hardcore de pegada coisa que na cena de recife nao tem, logico que estao começando, mas se eles se empenharem lançarem um bom cd tem futuro!

  4. Rafael, é piada né? aqui em PE tem mto hc de boa qualidade, procure conhecer as bandas daqui antes de falar coisas como tal; bandas com bagagem =P

    pelo amor de Deus!

  5. André, tá de sacanagem?
    Fiz leitura dinâmica e graças a Deus tenho memória seletiva.

    Um abraço

  6. Post Hardcore? isso é bandinha fã de Fresno e Nx Zero, cinta o refrão final: “acabava de morrer,…. acabava de morrer acabava de morrer….”

    porque todo emo tem que morrer ?

  7. Jose Henrique!

    Tudo bem eu entendo! Melhor calar !Concordo!

    Até!

  8. Sim..

    O mais impressionante foi o cara da banda dizer que o som que fazem é original…

  9. Pablo de Castro (vocalista da Dillema) says:

    Caro Gui Ramos, como vai, cara?

    Vê só, por que antes de falar asneiras como você aparenta falar 24 horas por dia você não procura saber sobre as influências de bandas de hardcore melódico que existem atualmente? Bixo, o que tu falou foi de um nível de absurdo tão grande que eu to rindo até agora. Eu não to conseguindo escrever direito de tanto que to rindo, bixo. Porra, vei. O que é que tu faz da vida? Deu uma vontade do carai de saber o que tu faz da vida, mesmo sendo de cunho pessoal. Realmente eu gosto de entender o que faz pessoas imbecis existirem. Eu tento ao máximo não parecer como pessoas assim. Mas você parece que tem orgulho, né? Cara, boa existência pra você, espero que ache algum sentido nisso. Realmente desejo muito boa sorte pra você. Não consigo ver alguém na merda e querer que continue assim. Abraço, Gui.

  10. Pablo de Castro (vocalista da Dillema) says:

    Ah, e pra te ajudar no teu conhecimento geral, “sinta” do verbo “sentir” é com S. Além disso, procura ter um pouco mais de poder de compreensão e interpretação pra entender o significado de letras. Começasse a escutar música ontem, foi? Abração, brother.

  11. Uauu, Pablo!! Aula de gramática e hermenêutica de uma só vez! Arrasou!! hahaha
    Cara, relaxa que esse tipo de entendimento é dominante numa maioria relativa de pessoas.

    Quanto mais tu tentar controlar o “mundo”, mais tu vai ser controlado por ele! hahaha

    Isso dá pra notar no teu post, que foi absolutamente emocional e não fundamentou, em hora nenhuma, com racionalidade, o porque de o pensamento subjetivo do Gui te encomodar tanto, mesmo sabendo que a premissa dele é diferente da sua. Afinal, só você sabe o que gostaria que as pessoas pensassem(e agissem) a respeito da tua banda, e tais pessoas simplesmente pensam, baseados na imagem que tem, de forma discricionária, não vinculada as tuas premissas. Nesse caso, se você acha que ele tá sendo “cabeça dura”, você tem que reconheçer que você mesmo também é “cabeça dura”.

    Os mais racionais não se sentiriam encomodados, porém os mais emocionais não.
    Até por que, pela lógica (lógica de verdade), os dois estão “certos”… ;)

    Então se você quiser escrever com racionalidade, não seja tão emo…. ops… emocional… kkkkk… brincadeira, cara! =)

  12. Pedro Alencar says:

    Dillema é do caralho e fodeu, tá ligado? =DD

  13. hahahaha valeu, pedro suiahsauishaq