Cobertura: Abril pro Rock 2009 – segundo dia

A segunda noite do Abril pro Rock 2009 foi mais heterogênea do que a primeira. Tanto em função das bandas, de estilos mais diversificados entre si, quanto do público

O texto dos shows não-resenhados aqui será escrito por Breno Mendonça.

A segunda noite do Abril pro Rock 2009 foi mais heterogênea do que a primeira. Tanto em função das bandas, de estilos mais diversificados entre si, quanto do público. Este, bem menor do que o do show do Motörhead, era formado em parte por gente muito jovem. Aliás, de impressionar como a Volver conseguiu garimpar uma plateia que transita na faixa dos 12 aos 16 anos.

E teve até momento histórico: os primeiros peitinhos à mostra na vida do festival, cortesia do ótimo Candeias Rock City, que colocou duas strippers em seu show. Sensacional.

O ponto positivo da noite: palcos de estrutura idêntica, ladeados, provaram que este é o formato ideal para um festival.
O ponto negativo: o som deixou a desejar em quase todos os shows. Estou quase chegando à conclusão de que deve ser algum problema do Chevrolet Hall.

No mais, o resumão da coisa toda poderia ser este: Vivendo do Ócio oscilando bons e maus momentos; Retrofoguetes perfeito (como sempre); Volver em apresentação emocionada; Móveis Coloniais de Acaju colocando o Chevrolet Hall de cabeça pra baixo e um Marcelo Camelo chato de doer.

Como já era esperado pela produção do festival, cerca de três mil pessoas deram as caras no Chevrolet Hall. A aposta era no público de Camelo, que acabou se revelando menor do que, por exemplo, as audiências dos shows do Vanguart e do Heavy Trash. É provável que tenha acontecido o mesmo fenômeno que acometeu Lobão no ano passado: neguinho não suportou a maratona de espera e picou a mula antes da atração principal. Sorte de quem fez isso.

Johnny Hooker e as meninas.

Johnny Hooker e as meninas.

A noite começou com um dos melhores shows desta edição do Abril pro Rock: Candeias Rock City. Pode-se dizer tudo de Johnny Hooker, mas uma coisa é inegável: ele é muito bom de palco. E ainda contou com o auxílio luxuoso de Marcelo Gomão, do Vamoz!, na guitarra. Afetado, polêmico, desbocado, escrachado, ele é a encarnação nua e crua daquilo que o rock n’ roll tem de mais bacana: o espírito transgressor, o não-conformismo e a vontade de chocar pelo mero prazer de ver o sistema e tudo o que está institucionalizado de pernas para o ar. E nem vem ao caso dizer que se trata apenas de embalagem. O som da banda é muito bom, obrigado. Nem precisava tocar “Moonage Daydream”, do gênio David Bowie, pois o repertório autoral dava conta do recado. Ok, eles pegam emprestados riffs do The Hives aqui, do AC/DC acolá, mas a verdade é que cai como uma luva no Candeias Rock City. Sem contar a ótima farofa que é “Fire”, embelezada por duas strippers responsáveis pelos primeiros peitinhos da história do Abril pro Rock. Em uma palavra: fuderoso.

A novíssima Vivendo do Ócio mesclou o que há de melhor e pior quando o assunto em voga é ingenuidade. Se por vezes seu som raspa na trave da cultura emo, em outras acertam no ângulo, como nas despojadas “Fora, Mônica” e “Amor em Fúria”. A banda baiana é a nova menina dos olhos da Deckdisc, que propôs um contrato de quatro discos com o grupo. No mais, é impressionante como uma música pode ir do céu ao inferno com o passar dos anos. Outrora considerado um dos maiores clássicos da rebeldia de Raul Seixas, soa meio ridículo ouvir hoje “Aluga-se”. E a culpa é toda dos Titãs…Enfim, uma boa promessa do universo independente que merece ser ouvida com atenção.

O Retrofoguetes fez o melhor show da noite. Deram sorte também de ser a única – única mesmo – banda do dia a pegar um som decente. Experiente, tacou pouco mais de meia-hora de sua surf-music com carimbó e alguns elementos baianos sobrepostos. Ainda colocaram a guitarra baiana de Dodô e Osmar a serviço de Dick Dale na ótima releitura de “Misirlou”. Apresentaram canções novas extremamente bem trabalhadas, como “Um Diabo em Cada Garrafa”, e fecharam com sua melhor música, “Surf-o-matic”.

Impressionante como o Volver ganhou público de um ano para cá. E uma plateia extremamente jovem que canta junto todas as canções da banda. Para quem acompanhou tudo desde o início, quando o grupo tocava para meia-dúzia de gatos pingados, foi de emocionar mesmo. A lamentar, apenas, o péssimo som, que “engasgou” várias vezes. No camarim, Bruno Souto recebia abraço emocionado de Zeroquatro, que, talvez, tenha se visto nele anos atrás, no início da carreira, quando pavimentou o movimento que daria a estrutura para tudo o que viria depois, inclusive o Volver. A surpresa ficou com o encerramento do show, que ficou por conta de uma versão de “Canteiros”, poema de Cecília Meireles musicado por Fagner, em uma bela homenagem da banda ao Recife, terra que deixam em maio para tentar expandir os horizontes e a carreira para fixar residência em São Paulo. Enfim, digo sem medo: virou banda grande.

Ainda vou ver um show ruim do Móveis Coloniais de Acaju. Aproveitando o Abril pro Rock como parte de lançamento da turnê de “Complete”, seu segundo disco, o Móveis mostrou que vem sofisticando seu som sem perder a identidade. Isso fica claro nas novas músicas, como “Tempo”, mais elaboradas, climáticas, densas, com ênfase maior no lado roqueiro da banda. Por outro lado, ainda é em “Perca Peso” e “Copacabana” que o grupo mostra o que tem de melhor: a combinação perfeita entre presença de palco, domínio de instrumentos (sem jamais cair no virtuosismo chato) e uma noção de grupo que supera qualquer destaque individual. O vocalista André e parte da banda desceram do palco – como de costume – para fazer passos com o público, transformando o Abril pro Rock e o Chevrolet Hall, por alguns minutos, em prévia (já?) de carnaval. Fantástico. Única coisa a lamentar: o som estava de fato bem ruim.

E aí veio Marcelo Camelo. E a prova definitiva de que seu show só funciona em teatro. Porque em espaços maiores a coisa fica chata, tremendamente tediosa, de um hermetismo e pretensão sem tamanho. Até o Hurtmold, que faz um trabalho muito legal, pareceu ontem o maior pé no saco do planeta. Quem não fosse devoto de Camelo estava condenado ao mais puro exercício de sacrifício musical já visto nos últimos tempos no Recife. Ok, Camelo é talentoso, lançou um disco bem acima da média do que a música brasileira vem produzindo nos últimos anos, mas, definitivamente, se não tiver uma cadeirinha para tirar uns cochilos, a coisa beira (aliás, ultrapassa) o limite do insuportável. Isso, claro, se você não for fã de Camelo, o que mais da metade do recinto parecia ser. Para o resto de nós, pobres mortais ignorantes, foi um exercício de paciência e de agonia. Marcelo Camelo não é Thom Yorke e o Hurtmold não é o Radiohead. Mas, ontem, parecia que os dois queriam desesperadamente assumir tais papéis. Talvez eles não saibam, mas já são bons o suficiente sendo quem são.

40 comments

  1. Johnny rocks \…/ E o segundo dia foi infinitamente melhor que o primeiro!!!

  2. Chega a ser constrangedor APR no chevrollet hall.aquele montinho de gente na frente do palco e um espaço enorme vago (que diga-se de passagem nem um cego deixaria de reparar ).

    e Motorhead pra 5 mil pessoas.

    mas lembrando o ano passado , dá até vontade de dar um desconto e nem comentar sobre isso.

  3. e o comentário sobre vanguart, cadê?

  4. perfect stranger says:

    Putaria arretada! kakkjakahahahahah

  5. Perfect Stranger says:

    ahh, também essa essa striper da direita tá precisando de uma lipo hein? gorda!!

  6. Candeias Rock City :que banda ruim,quer fazer alguma coisa, faça direito,podia chamar duas strippers ,por que essas ai nao estao nem pra projeto!vocal muinto ruim tc>

    Vivendo do Ócio :boa banda ,ainda tem muinto pela frente!

    Volver:puta show,mas o som hummmm.que cagada paulo andre!

    Móveis Coloniais de Acaju. : sem medo de errar,o melhor show da noite!
    em todos os sentidos!!

    Heavy Trash.: pedi pra acabar logo!

    Vanguart :banda limitada ,muinto repetitiva!

    Marcelo Camelo: nem fiquei pra ver , ja prevendo o fiasco!

  7. alem do fiasco do Festival vou citar um fato que já é rotina nessas situacões:

    O show da Mundo Livre como sempre foi algo deslocado e sem sentido. Horroroso.

    E a repórter do Diario de Pernambuco na resenha dessa segunda dizendo que foi o melhor show da noite(aonde ela passou a noite?) e que Fred é incompreendido.

    Incompreendido não, mas ninguem acha legal um cara esperto e oportunista ganhando rios de dinheiro apenas por ser da máfia da prefeitura e amigo íntimo de Renato L.
    E Michele trabalha para o sistema, todo mundo sabe disse.
    Alem de arrogante, come do sistema!

    E voces nào tem coragem de deixar esse post aqui, vão apagar é claro. Falta atitude também nesse site!

    Vamos ser corporativos mas assim é demais!

    A repórter chama-se Michelle Assumpção, e pelo que sei não é muito respeitado no meio musical.

    Na tentativa de fazer uma média com seu antigo companheiro e camarada de jornal Renato L ou de fazer uma média com algum grandão e influente, por seu pai ser compositor de frevo e seu irmão flautista, Michele parece sempre estar vendo outro show.

    Michele, coloque seu ofício acima de seus interesses pessoais que o mundo vai sorrir para voce e quem sabe um dia, acreditam no que voce escreve!

    Essa moça representa o que há de mais retrógrado e nefasto no jornalismo musical dessa cidade, sempre apoiando um sistema imposto pelos poderosos que mandam nas verbas culturais de nossa cidade!

  8. Primeiro dia foi muito melhor que esse, infinitamente. Não tem comparação a piração que foi o show do Motorhead com esse segundo dia. E falar que foi fiasco 5 mil pessoas é coisa de quem nao tava lá, o espaço estava bem preenchido, afinal, o Chevrolet Hall não comporta muito mais do que 6 ou 7 mil pessoas. Fiasco foi esse segundo dia, isso sim.

  9. senti falta do domingo….por que não voltar com o domingo? poderia ser só com bandas de recife…que tal? f

  10. Cade os comentarios dos shows da The keith e Vanguart?

  11. A galera viaja muito. Essa foi uma das poucas edições do Abril – acho que a única que eu já vi – que Michelle falou bem no jornal. Aliás, que ela e Schnaider, do JC, que geralmente são mais exigentes na cobertura que fazem.

    Mas a maior viagem é achar que nessa estrutura fechada do PT alguém como Renato L tem poder de decisão em alguma coisa. Peixe, que foi um dos fundadores do partido, não tinha, imagina ele que nem afiliado era.

    @Zé – Será que a galera teria grana para ir para um terceiro dia? Ainda mais um terceiro dia pernambucano, considerando que tem o Quintal PE com uma programação bem boa nesse sentido logo depois?

    @Gordak – Os comentários de Keith, Vanguart, e os shows que não apareceram, ainda vão ser publicados. É que a cobertura foi dividida! :)

  12. Perfect Stranger says:

    Cara, ou tu é muito inocente ou não mora no Brazil (sim, com “Z” mesmo!). É claro que rola favorecimento na prefeitura pra algumas bandas. Todo mundo sabe disso e o que a amiga ai em cima falou não é mentira.
    É o chamado “mamar na teta do estado”, o bom e velho fisiologismo do estado brasileiro.

  13. O CANDEIAS ROCK CITY É MUITO RUIMM….

    THE KEITH BANDA EM FORMAÇÃO, MAIS O SOM É BEM LEGAL!!!

    VIVENDO NO OCIO É MUITO BOM, NÃO É A TOA Q FOI A MELHOR BANDA DA BAHIA NO ANO PASSADO….

    VOLVER FOI O MELHOR SHOW DA NOITE APESAR DO SOM DEIXANDO MUITO A DESEJAR…MUITO BOMMMM…

    MOVEIS FOI INCRIVELLLLL MUITO FODA!!!!

    HEAVY TRASH FOI HORRIVEL…PEDIA A DEUS QUE ACABASSE LOGO..

    VANGUART MUITO CLICHÉ E POUCA MUSICA..PRA QUEM NÃO CONHECE O SOM DELES É QUASE IMPOSSIVEL OUVIR AS LETRAS DAS MUSICAS…

    MUNDO LIVRE E CAMELO DEIXARAM A DESEJAR, MAIS CONTINUAM A SER MUITO BONS, PRINCIPALMENTE CAMELO E SUA INSTRUMENTALIA!!!!

  14. É…pelo que to vendo so perdi mesmo o Motohead…
    Talvez seja a hora ( ja que o festival vai completar sua maioridade) de fazer um Abril realmente pro rock., visando um publico realmente representativo.
    Penso que nomes como Engenheiros Do Hawwai, Titas , Capital Inicial , O Nasi agora em carreira solo, Garotos Podres, Velhas Virgens, Plebe Rude, Marcelo Nova e tantos outros aritstas de portes somados ás novidades trariam um respaldo e um publico efetivamente maior.

  15. Heavy Trash foi do caralho.

  16. No sábado fui motivada a ver Heavy Trash e Mundo Livre. Depois de Motörhead, para mim, foram as melhores apresentações do Festival, seguidas por Retrofoguetes, que não tinha sacado ainda e gostei de cara! Heavy trash, um show enérgico. Nunca me diverti tanto, pena que não tinha cd deles pra vender nos estandes do festival. Pra quem gosta do estilo da banda, um prato cheio. Quanto às demais, não vi nenhum diferencial. Móveis Coloniais impressionou mais pela empatia com o público, que literalmente, eles conseguiram movimentar (parecia micareta, rs). Marcelo Camelo, lógico, o maior mata leão.

  17. francisco de lima cavalcanti says:

    Definitivamente, esse foi o meu ultimo ano no Abril pro Rock. Desisto, simplesmente péssimo.
    O festival não soube se renovar, trilhou por caminhos errado e hoje amarga seu esvaziamento.
    Essa foi de longe a pior edição já vista.
    Essa galera ai falando “moveis foi perfeito”, “volver foi legal”, “vanguart muito bom”… dá uma dor no coração.
    Eita saudade dos antigos Abril’s… que saudade quando uma apresentardor colocava o gesto rockeiro la em cima ( \_/ ) e gritava “BOA NOITE ABRIL PRO ROCKKKEEEEE”;
    Agora só tem banda de BUNDÃO. A palavra é examente essa, banda de BUNDÃO.

  18. Fred Delgado says:

    Eu até aceitaria falarem mal (como fizeram Lucas Melo e Fabrício) da Candeias, mas ambos falarem mal de Heavy Trash e um deles escrever “MUINTO”, já deu pra sacar o que são.

  19. Só pelo fato de estar vendo Jon Spencer ao vivo, e de tão perto, já valeria o preço do ingresso sem dúvidas. Mas o cara ainda fez um puta show, fazendo piada o tempo todo e com uma performance invejável.
    Não condeno quem não goste, afinal não gostei de um monte de coisas que todos estão dizendo que adoraram, mas o “pedi pra acabar logo” não faz tanto sentido assim, visto que os caras fizeram um show até que curto, deixaram com água na boca mesmo.
    Ponto negativo pra organização do show no tocante à material dos caras, fui seco pra comprar tudo que fosse cd e camisa da banda, e não tinha nem um itenzinho. Uma pena.

  20. Luiz Carlos says:

    Ah sim, ponto negativo também para a cobertura dos shows feita pelos dois maiores jornais da capital. Um disse que o show do JoHn Spencer tinha contado com strippers e distribuição de cartazes pelo pavilhão. O outro chamou Vivendo Do Ócio de revelação paraibana. Ambos contaram com análises sofríveis dos shows.
    A melhor crítica fica com o estigmatizado Folha de Pernambuco, parabéns a eles, e é um sinal para que olhemos para o jornal com melhores olhos.

  21. COBERTURA DO DIARIO DE PERNAMBUCO, ESCRITA POR JÚLIO CAVANI
    Um show de rock’n’roll autêntico e original, independente de gêneros, foi o que o Recife viu e ouviu na noite de sexta do Abril Pro Rock de 2009, no Chevrolet Hall. A Motörhead pode ter influenciado bandas de metal e hard core de todo o mundo, mas sua própria música transcende rótulos ao expressar o significado da alma roqueira. Aos 34 anos de carreira, o trio estrangeiro mostrou como um som bruto pode alcançar as nuances mais sensíveis, com clássicos intercalados por momentos de blues e suingue, mas sempre marcados pelo peso em um volume alto o suficiente para deixar os ouvidos da platéia zunirem até o dia seguinte.

    O comportamento da platéia confirmava que o vocalista e baixista Lemmy Kilmister é o tipo de ídolo visto como um deus pelos maiores admiradores, que não são poucos (cerca de 5 mil pessoas dispostas a pagar ingressos com valor entre R$ 50 e R$ 100). Bastante comunicativo, ele recebia respostas entusiasmadas cada vez que apontava para os fãs. Também mostrou que não é um artista que vive apenas do passado, pois Rock out, presente no último CD (Motörizer, 2008) foi uma das músicas que mais agitou e fez as pessoas se debaterem umas nas outras.

    “Vocês ainda nem tinham nascido quando eu fiz essa música”, ironizou Lemmy antes de tocar Another perfect day (1983). A música que o público mais pedia para ouvir aos gritos era Overkill (1979), tocada com uma iluminação estroboscópica no fim do show, que teve 1h45 de duração e começou ao som de Iron fist (1982). O ápice absoluto foi atingido com Ace os spades (1980), guardada para o bis, que começou ao som de um blues acústico (Whore house blues), quando Lemmy tocou gaita e o baterista e o guitarrista assumiram violões. Killed by death (1984) e Metropolis (1984) também não ficaram de fora, assim como Going to Brazil (1991), escrita em homenagem aos brasileiros, que tem elementos do rock’n’roll tradicional da década de 1950.

    O cantor e rabequeiro Siba, que estava na platéia, confessou que a Motörhead é, na sua opinião, “a melhor banda do mundo” (uma demonstração de como o grupo influenciou até mesmo o Mestre Ambrósio). “Nunca parei de escutar os discos. Lemmy é um grande compositor. Musicalmente, ele escreve muito bem”, elogiou o músico pernambucano. Músicos de várias bandas locais também estavam presentes no público entre os fãs, como Neilton, guitarrista da Devotos: “Eu nunca perderia esse show. Sinto felicidade por ver Lemy ao vivo tocando os clássicos com a mesma força”.

    AMP (básico demais), Black Drawing Chalks (interessante como transita estilos pesados), Matanza (seu público no Recife está na casa dos milhares, mas sua grosseria soa falsa) e Decomposed God (posicionada com destaque em respeito aos 17 anos de carreira), nesta ordem, abriram para o Motörhead, mas todos se assumiam como meros coadjuvantes. Nas últimas três edições, o Abril Pro Rock tem deixado de lado o papel de revelar bandas para investir em uma contribuição mais voltada para preencher lacunas na formação do público recifense ao trazer artistasinternacionais históricos que nunca tocaram ao vivo no Nordeste (Lee Perry, Mutantes, New York Dolls, Bad Brains, Helloween, Marky Ramone).

  22. o pessoal fala muito das edições antigas, que era rock de verdade. com Pato Fu, Nando Reis e Skank? Rock? por favor vei, sempre teve divisão de tipo de banda. Tão reclamando de que? Todo ano é isso…
    Quanto aos palcos eu não gostei da divisão não. Móveis Coloniais de Acaju tocou todo apertado alí, um esbarrando no outro. Acho que o ideal seria o palco todo, dá pra ficar todo mundo na frente sem aperto.

  23. joao penkas says:

    “Penso que nomes como Engenheiros Do Hawwai, Titas , Capital Inicial , O Nasi agora em carreira solo, Garotos Podres, Velhas Virgens, Plebe Rude, Marcelo Nova e tantos outros aritstas de portes”

    “o pessoal fala muito das edições antigas, que era rock de verdade. com Pato Fu, Nando Reis e Skank? Rock? por favor vei, sempre teve divisão de tipo de banda. Tão reclamando de que?”

    Show de Skank -> vai pro Recife Indoor!
    Show de Nando Reis -> vai pro Recife Indoor!
    Show de Capital Inicial -> vai pro Recife Indoor!
    Show de Engenheiros do Havaí -> Se mata véi!

    Quer ver artistas de porte? -> Vai pra esses festivalzinho de merda que tem toda semana por aí.

    Prefiro as bandas de bundão mesmo: vanguart , móveis, volver, retrofoguetes (que nem conhecia), heavy trash (nem conhecia, showzão)… viva à música independente!

  24. bando de frustrado!

  25. “Prefiro as bandas de bundão mesmo: vanguart , móveis, volver, retrofoguetes (que nem conhecia), heavy trash (nem conhecia, showzão)… viva à música independente!”

    ahsduhasduahsduhasuhasdaushd
    se até essa galera ai é independente, o que não é independete hoje em dia?
    independente virou um conceito inoperante e inoperável; e viva a pós-modernidade.

  26. eu queria saber das fotos do sábado?

  27. Eita povinho….

    É por isso que as coisas estão como estão…

  28. heavy trash pagou mesmo o ingresso!

    apesar de ter acontecido naquele lugar luxuoso com ar condicionado de porta aberta, papel higiênico fofinho, sem lama ou filas para se comprar bebida, teve sim cara de festival. deu pra conhecer coisa nova, achar tal banda uma merda, divertir-se, pirar um pouquinho e, no fim, sentir super cansado e contente pelas quase 8h em pé.

  29. “se até essa galera ai é independente, o que não é independete hoje em dia?
    independente virou um conceito inoperante e inoperável; e viva a pós-modernidade.”

    ok verdade que independente é um termo forte afinal de contas algo que é independente (no sentido literal desta palavra) de tudo e todos hj não consegue sobreviver no seu meio ambiente…

    mas uma coisa eu tenho certeza: Nando Reis não é independente, e se for preciso trazer um Charlie Brown Jr./Jota Quest pra deixar público feliz e encher a casa então tá ruim a situação..

    engraçado foi uma vez no festival MADA que acontece em natal que tinha um monte de banda de rock independente (ou não, se é que você me entende…) e no final do line-up tinha BIQUINI CAVADÃO, no mínimo, hilário.

    mas, let’s rock e ser feliz.

  30. Povo!!!…Só queria retificar e ratificar algumas coisas, primeiro…esse show da Candeias…não foi nem tão bom, nem tão ruim quanto disseram!!!!…O Som estava muito ruim no show do The Keith…Não dava pra enteder o que Tagore cantava, mas depois melhorou demais!!!…acho que até por isso esqueceram de comentar o show deles…E a respeito do público da Volver, eu não vi essa gurizada que falaram não…podia até ter gente de 16 anos e talz, mas de 12 ,peraí…(se bem que as crianças são os seres mais honestos do mundo)… mas acho que não era nem permitida a entrada com 12 anos…Hugo Montarroyos forçou a barra!!!…e por sinal o melhor show da Noite foi Deles (emocionante e não emocionadado, Hugo!!!…Volver foi foda!!!)…Mundo Livre foi massa, Vanguart tava meio com preguiça…e Camelo, fala sério…vc fica deprê em ouvir…é lindo, muito massa mesmo…mas concordo com Hugo dessa vez, não era pro Abril…era pro Teatro da UFPE, como foi no Molotov. Ah!!! e Móveis é doidera…pra quem gosta de Energia…ali é 220 V do começo ao fim!!!…abração a todos que postaram!!!…E, na minha modesta opinião, o Abril tem que ser assim, quanto mais Alternativo melhor!!!…só assim a gente experimenta o novo!!!…E pra quem tem medo do novo, é preferível que fique em casa e alugue DVD dos Beatles!!!…daí, não se tem surpresas nem decepções!!!…sabe que é excelente…mas que não existirá novidades!!!…”Saudações pra quem tem coragem…”

  31. Polvo!!!…Só queria ratificar e retificar muitas coisas, por último…esse show de Piedade…foi tão bom, tão ruim quanto não disseram!!!!…O Som estava muito bom no show do The Richards…Dava pra enteder o que Tagore gritava, mas depois piorou demais!!!…acho que até por isso lembraram de comentar o show dagente…E a desrespeito do público da Meia Volta, eu não vi essa velharia que falaram sim…podia até ter gente de 61 anos e talz, mas de 21 ,peraí…(se bem que as velhotas são os seres mais desohonestos do Estado)… mas acho que não era nem peoibida a entrada com 12 semanas…Marcio Montarroyos forçou a barra de chocolate!!!…e por sinal o pior show da Tarde foi Delas (desanimado e não desanimado, Hugo!!!…Volver foi uma trepada!!!)…Mundo Preso foi talharim, Vanguarda tava inteiro com preguiça…e Dromedário, fala triste…vc fica deprê em falar…é feio, pouca massa mesmo…mas discordo com Hugo da próxima vez, não era pro Agosto…era pro Teatro da UNICAP, como foi no Mocotó. Ih!!! e Utensílios é doidera…pra quem gosta de pilha…ali é 110 V do fim ao começo!!!…abração a todos que não postaram!!!…E, na minha arrogante opinião, o Abril não tem que ser assim, quanto mais Conservador pior!!!…só assiado a gente experimenta o velho!!!…E pra quem tem medo do velho, é preferível que fique na rua e alugue DVD dos Fevers e Maracatu Piaba da Mata Norte!!!…daí, se tem surpresas e decepções!!!…sabe que é uma merda…mas que existirá novidades!!!…”Saudações pra quem tem medo…”

  32. Concordo plenamente com de luva mas gostei mermo de Mundo Livre!
    Du KCT

  33. Com todo o respeito mas Johnny Hooker tá parecendo a Britney Spears no Hard Beat! AHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA não é rock -.-“

  34. Essa Xenia não sabe escrever…ou é falta de criatividade…se é pra plagiar meu comentário…faz melhor pô e não pior!!!…se for pra deletar esse meu comentário deleta esse e o outro por favor!!!…fuck you xenia!!!

  35. Desculpe pelo desabafo…mas é isso aí..se quer criticar…bote pra F. , mas sem paródia.
    Abraço a todos…música sempre!!!

  36. Obrigado pelo desabafo…mas não é isso..se não quer criticar…não coloque no C. , mas com paródia.
    Abraço a ninguem…música nunca!!!

  37. melhor show da noite: candeias rock city.
    pior show: vanguart ou marcelo camelo, tão ruim quanto.
    e o show da volver foi o mais emocionante.

  38. Bruno cade os comentarios da Vanguart e The keith que vc havia dito que a cobertura foi individual? O que esta acontecendo com o recife rock?

  39. Sem Duvidas o Melhor |Show da Noite foi do Moveis coloniais de acaju!!

    agora foi muito interessante ver o heavy Trash!

    e tb o vanguart q eu ainda nao conhecia!

    camelo foi um Lixo e olhe q eu gosto do Camelo!!