Cobertura: Móveis e Eddie no Eufrásio

Uma grande festa. Essa é a melhor definição pro show que aconteceu no Mercado Eufrásio Barbosa neste último sábado.

Apesar da concorrência com O Maior Show do Mundo (que reuniu a rainha do carnaval baiano Ivete Sangalo, Belo, João do Morro, entre outros na Fábrica Tacaruna) e do preço do ingresso ser meio salgado, o evento surpreendeu pela excelente estrutura de som e palco e por ter reunido um público bem relevante. Poucas bandas tem a moral de conseguir reunir cerca de 2 mil pessoas seus shows por aqui, o que só comprova a boa fase de Eddie e Móveis Coloniais de Acaju.

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A noite começou com discotecagem do DJ Baiano, mas a missão de ser a primeira banda foi do Móveis Coloniais de Acaju, que acabou também fazendo o show mais animado da noite. Tocando na cidade pela sexta vez (a segunda só esse ano), veio lançar o disco “C_mpl_te”, produzido por Carlos Eduardo Miranda e lançado pelo selo “Álbum Virtual” da Trama no primeiro semestre. Com 11 anos de banda; eles mostraram vigor jovial e provaram no palco porque são considerados uma das maiores bandas independentes da atualidade com a mistura de boas composições (como “Adeus” e “Sem Palavras”), carisma e sua maior qualidade, uma performance divertidíssima.

Móveis, assim como Los Hermanos e Teatro Mágico, é daquelas bandas que deixam os fãs histéricos não só pela identificação com as letras de seus hits (O Tempo”, “Perca Peso” e “Seria o Rolex?” são alguns dos maiores), como também pela sua divertida e agitada presença de palco. Dançar, bater palmas, pular e dar mosh? É no palco que toda a banda faz sentido, onde eles se expressam e dividem isso diretamente com o público de uma maneira bem particular, bastante emotiva até. A prova é que seus integrantes vão pro meio da galera, formam uma grande roda e chegam até a dar as mãos em “Copacabana”.

Gostei muito do show. Os músicos são excelentes, suas canções são bem produzidas e humoradas; mas não posso negar que, ao contrário da maioria de seus fãs, fiquei satisfeito com o fim da apresentação porque o calor e cansaço já estavam tomando conta de mim e eu ainda precisava acompanhar mais uma banda.

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Já beiravam as três da madrugada quando a voz de Karina Buhr, sampleada em “Bairro Novo/Casa Caiada”, anunciava que agora era a vez da Eddie mostrar o seu “Carnaval no Inferno”. Quem assistiu a alguma apresentação da banda sabe como tudo funciona, e dessa vez não foi diferente. Bem ensaiados e se sentindo, literalmente, em casa; fizeram o público cantar e dançar os seus sucessos (“Sentado Na Beira do Rio”, “Desequilíbrio” e “O Baile Betinha”, composição de Erasto Vasconcelos).

A grande novidade do show pra mim foram as mudanças no repertório, que ganhous versões de músicas de Beirut (“Nantes”) e do grupo punk Ramones (“I Wanna Be Sedated” e “Cretin Hop”), que o vocalista Fabinho Trummer admite ser uma de suas maiores influências e que a Eddie vem homenageando em show-tributo. E no fim de tudo, com o dia amanhecendo, o povo caiu no frevo ao som de “Vida Boa”, “Não Vou Embora” e “Pode Me Chamar” e fez do Mercado Eufrásio Barbosa um grande baile de carnaval.

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SETLISTS:
MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU (DF)
1 –
Seria O Rolex?
2 – “Uhu”
3 – Cheia de Manha
4 – Descomplica
5 – O Tempo
6 – Cão-Guia
7 – Aluga-se-vende
8 – “A do piano”
9 – Copacabana
10 – Café Com Leite
11 – Lista de Casamento
12 – Bem Natural
13 – Indiferença
14 – Perca Peso
15 – Adeus
16 – Sem Palavras

EDDIE
1 –
Bairro Novo/Casa Caiada
2 – Probabilidade
3 – Sentado Na Beira do Rio
4 – Me Diga Que Não Foi Legal
5 – É de Fazer Chorar (Luis Bandeira)
6 – I Wanna Be Sedated (Ramones)
7 – Desequilíbrio
8 – Lealdade
9 – Quase não Sobra Nada
10 – O Amargo
11 – O Baile Betinha (Erasto Vasconcelos)
12 – Eu Tô Cansado Dessa Merda
13 – Carnaval no Inferno
14 – Danada
15 – Cretin Hop (Ramones)
16 – Nantes (Beirut)
17 – Vida Boa
18 – Não Vou Embora
19 – Pode Me Chamar
20 – Bairro Novo/Casa Caiada

Posted segunda-feira, agosto 3rd, 2009 under Coberturas.

7 comments

  1. Bom informativo do show negones, eu curti mais esse show que o do APR do Moveis, algumas musicas novas funcionaram muito bem ao vivo, outras eu desistiria. A jam ska jazzistica no meio de uma das que eu nao curto nem um pouco ( Bem natural o nome, se eu nao me engano) foi sensacional.

    O show do Eddie pra mim foi mais do mesmo, pelo menos tocaram alguma coisa do punk reggae party, ja que teve show essa semana que passou do projeto ne?! No mais o mesmo repertorio de sempre…

    A grande novidade do show foram as novidades no repertório, que são as versões de músicas de Beirut (“Nantes”) e do grupo punk Ramones (“I Wanna Be Sedated” e “Cretin Hop”),

    Dizer que é novidade Eddie tocar beirut é nao ter ido a nenhum show da banda quase no ultimo ano. :P

    E o Punk Reggae party tambem ne novidade ne?!

    2 mil pessoas com um preço caro, vale ressaltar que deu uma galera não estudante considerada. Foi realmente um bom numero pro evento.

    Moveis volta esse ano ainda, pelo menos segundo os caras da banda, será?!

  2. Mas foi exatamente o que aconteceu, Diego.

    Eles tocaram no carnaval, mas eu fiquei doente de cama. Perdi todas as oportunidades de vê-los tocando isso! Pra mim foi uma grande novidade, de verdade.

  3. Tocaram Nantes, do Beirut, no Observa e Toca também. e O Baile Betinha não é um sucesso deles, e sim, de Erasto Vasconcelos.

  4. eu achei mt bom qdo acabou móveis, HASUI9DAS908DU não aguentava mais, quase saí na hora de “perca peso”

  5. Moveis é muito chata, não via a hora de começar Eddie

  6. Moveis bem bacana….
    Eddie é uma anti-banda. Chato, sem graça, sem sal, quase morbido.

  7. Du KRALHO!! MASSA A DOBRADINHA EDDIE E MOVEIS, TEM Q ROLAR MAIS!!! ANDREZINHO MEU FIU, TU N ENTENDE NADA D MÚSICA!!!