Cobertura: Abril pro Rock 2010 – Primeiro dia

O festival voltou para onde jamais deveria ter saído.

Duas coisas ficaram muito claras na noite de sexta-feira do Abril pro Rock. A primeira é que o festival voltou para onde jamais deveria ter saído. A segunda: é impressionante a relação que se estabeleceu, nos últimos anos, entre Recife e o Ratos de Porão. Algo bem semelhante (excetuando-se os ritmos, claro) ao que aconteceu entre a capital pernambucana e o Los Hermanos.

Vamos lá: a volta ao Pavilhão do Centro de Convenções foi extremamente bem-vinda. Tudo bem que o local permaneça parecendo enorme mesmo sendo delimitado, pois a noite de sexta-feira teve gosto dos antigos “sábados do Abril pro Rock”. Não chegou a lotar como em outros tempos, mas deu muita gente. E público de metal é, de fato, diferenciado. Talvez pela escassez de shows do gênero no Recife, encaram tudo com a mesma disposição: thrash metal, punk, hardcore, metal melódico. Mas apenas uma banda conseguiu agregar a atenção de todos esses setores: o Ratos de Porão.

A estrutura do festival abrigou um formato inédito até então para o Pavilhão: dois palcos de proporções idênticas, ladeados. E parece o mais adequado mesmo: todas as bandas ganham tratamento igual. E o intervalo entre os shows passa a ser mínimo, quase inexistente.

O primeiro a se aproveitar dessa estrutura foi o pernambucano Inner Demons Rise. E conseguiu um feito e tanto: prender a atenção do ainda pequeno (porém fiel) público que circulava pelo local. Tendo como marcas registradas o vocal gutural de Alcides Burn e o trabalho de guitarras da dupla Miguel Dantíone e Paulo André, o grupo despejou, por cerca de meia hora, o repertório de “Drachenorden”, seu bom disco de estreia. O público respondeu muito bem a todas as músicas, em especial a “The Storm”, que conta com ótimo trabalho de cozinha de Magno Lima (baixo) e Oswaldo Magno (bateria). Se mantiverem a mesma pegada, devem trilhar, sem maiores problemas, o circuito nacional de metal.

Mas quem de fato surpreendeu foi o Alkymenia. Já na primeira música, o som da guitarra de Sandro Silva desapareceu. O baixista e vocalista Lalo fingiu que nada tinha acontecido, e seguiu tocando e mandando ver no vocal sujo. Esse perrengue parece ter dado ainda mais força à banda, pois tocaram com uma raça extrema, que foi devidamente recompensada pelo público, que abriu a primeira roda de pogo da noite. O trio, que conta ainda com Dennis Kreimer na bateria, é de Caruaru, e faz um thrash metal visceral cuja principal característica é a boa química que rola entre os integrantes. Destaques para “Loser” e “Chaotic Religion”, ambas presentes na coletânea “Terra Batida”.

Depois foi a vez de um show que prometia muito, mas que rendeu bem pouco: os paulistas do The Mullet Monster Mafia. A formação é simples: baixo, guitarra, bateria e trompete. A proposta é das mais saborosas: surf music pesada. Mas a verdade é que pouca gente se rendeu ao som deles, que por muitas vezes pareceu embolado e confuso. Depois soube que eles não passaram o som durante o dia, o que talvez explique, em parte, o fato de o show não ter funcionado.

Impressionante como o Sepultura fez escola. Claustrofobia e Eminence que o digam. Enfim, ainda que falte um tanto de originalidade em seu som, era nítida a vontade do Claustrofobia, que parecia, literalmente, fazer o show de sua vida. Foi meia hora de quebradeira sem descanso, com muita gente até dizendo que a banda merecia tocar por pelo menos uma hora. Sem dúvida, um dos melhores shows da noite.

O Terra Prima teve alguns problemas. Talvez o maior deles tenha sido tocar logo após o estrago feito pelo Claustrofobia. O contraste do thrash com o metal melódico ficou evidente demais. Mas, como algumas pessoas estavam ali para ver Blaze Bayley, de proposta estética semelhante, não faltou público para eles. O início do show, com uma vinheta que acentuava batidas brasileiras como maracatu e frevo, passou a ideia de que o Terra Prima queria aplicar ao metal melódico o mesmo jogo feito pelo Sepultura com o thrash. Mas não foi o que se viu no show deles. Talentoso, o bom vocalista Daniel Pinho sofreu com o som embolado,que prejudicou muito a apresentação da banda. Uma pena, pois eles estavam mostrando as músicas do novo disco, “And Life Begins”. Fecharam com uma versão estranha para “Paranoid”, do Black Sabbath”. Mas não foi desta vez. And life begins.

O Eminence veio ainda mais pesado do que da última vez que pisou no Abril pro Rock. Mais brutalizado, seu som, volta e meia, também lembra o do Sepultura. Trata-se, assim como o Claustrofobia, de uma boa banda. Mas passa a impressão de revirar, de riff em riff, o legado do Sepultura. Bom show, que poderia ter rendido mais.

Mas o show que estranhamente não funcionou foi o do Agent Orange. Ok, a lenda Mike Palm estava ali, voz e guitarra, para quem quisesse ouvir. Mas, inexplicavelmente, o show deles foi chocho e arrastado. E ainda fizeram uma versão horrorosa para “Misirlou”, de Dick Dale.

Geral do Público do Abril Pro Rock 2010

Tanto que foi nítido o contraste com a entrada dos ingleses do The Varukers. Aliás, até exageraram no entusiasmo, já que rolou um quebra pau feio na roda de pogo. Terry Tez Roberts, já apresentando claros sinais de quem está na ativa desde 1979, comandava o concerto punk. Não chega a ser nada demais: apenas baixo, bateria, guitarra e vocal. E três acordes. E está ótimo assim. Malcom Mclaren, inventor do Sex Pistols e arquiteto do punk, morto na última semana, ficaria orgulhoso de ver.

A noite foi, indiscutivelmente, do Ratos de Porão. Parece que há um pacto entre a banda e o público de Recife, pois nunca vi um show ruim (nem mais ou menos) deles. E, sexta-feira, o Ratos parecia querer homenagear os fãs mais antigos. Casos de “Máquina Militar”, “Morrer”, “Crucificados Pelo Sistema”, “Igreja Universal”. Uma enorme roda abriu-se no meio do público e, dela, veio a imagem da noite: um gaiato roubou um extintor de um dos bombeiros e o descarregou em plena roda. Para quem estava atrás, nas últimas fileiras, a cena foi linda.
O carisma de João Gordo já é notório desde que começou a trabalhar na televisão, mas ele parece se agigantar no Ratos de Porão. E tome “Aids, Pop, Repressão, o que eu fiz para merecer isso?”, “Velhus Decreptus” (velha “homenagem” a Jânio Quadros), “Mad Society”. Ainda tocaram “Sofrer” e a genial versão de “O Dotadão”, de Os Cascavelletes.
O público pediu mais. A banda queria tocar mais. Mas João disse que o tempo deles tinha acabado. Agradeceu e saiu de cena. Só este show já valeria toda a note de sexta-feira.

Aí aconteceu algo engraçado. Muita gente foi embora. E alguns fãs do Iron Maiden ficaram para ver Blaze Bayley, cuja performance ao vivo é constrangedora. Blaze lançou mão de todos os clichês possíveis e imagináveis: fez o show com a camisa da Seleção Brasileira, regeu o público, discursou, etc. Blaze não é mau cantor. É apenas canastrão demais. Como bem disse um amigo, tudo que Bruce Dickinson faz com a maior naturalidade do mundo, em Blaze parece falso e calculado. Chegou a ser apresentado como “lenda viva do metal”. Vamos lá: lançou dois discos horrorosos com o Iron Maiden e voltou para o anonimato, fazendo uma carreira que está longe da primeira divisão do metal. Diante da apresentação, pensei que fosse Bruce Dickinson…

Fotos por Beto Figueiroa / Divulgação Abril Pro Rock 2010:

Geral do Público do Abril Pro Rock 2010

Alkymenia

Alkymenia

The Mullet Monster Mafia

The Mullet Monster Mafia

Público no show do Claustrofobia

Claustrofobia

Claustrofobia

Claustrofobia

Claustrofobia

Terra Prima

Terra Prima

Eminence

Eminence

Agent Orange

Agent Orange

The Varukers

The Varukers

The Varukers

The Varukers

Público no show do Ratos de Porão

Ratos de Porão

Ratos de Porão

Ratos de Porão

Ratos de Porão

Blaze Bayley

Blaze Bayley e sua camisa do Brasil

Blaze Bayley regendo o público

Posted segunda-feira, abril 19th, 2010 under Coberturas, Destaques.

28 comments

  1. Foi histórico essa noite com o ingresso lá em baixo de graça
    foi foda

  2. Flávia Gutierrez says:

    O Mullet esteve em turnê com o Agent Orange por vários dias seguidos. Se não passaram o som durante o dia é porque estavam em viagem. E se pouca gente se rendeu ao som deles foi porque eles foram colocados ao lado de bandas de estilos diferentes. Se eu fosse ao festival apenas para ver o Mullet certamente não iria “me render” ao som de Claustrofobia. Mullet e Agent Orange tocaram em várias cidades e em todas a recepção foi boa. Parece que a exceção está aí.

  3. Hugo a cobertura tá otima só queria fazer uma pequena correção
    as músicas do Alkymenia que estão na coletânea terra batida são Loser e Chaotic Religion essas que vc colocou são do Unscarred

  4. erica lucena says:

    sabado foi ótimoo!!
    ratos como sempre detonando, e mta banda boa que nao conhecia até entao, como Varukers… perfeito!!
    e rodas, há, sao o coração de um bom show de rock!
    \,,,/

  5. Aí Hugo, vc não gostou do Mullet e do Agent Orange porque vc só gosta de metal, teve uma visão parcial da parada. Como vc gosta de dizer, seu texto “não funcionou”!!

  6. Tem razão, anderson! Obrigado por alertar. Corrigido!

  7. Pow, sabado foi muito bom , ainda sonho com um show da CAMBIO NEGRO H.C. , melhor banda do gênero. E se nao for pedir d +, qria vêr tbm peter perfeito, ou jorge cabeleira ( o retorno ) ^^ falowz

  8. Como Sempre Os Paga-pau De Bruce Falando Merda de Blaze !

  9. Salve Hugo, blz…. dve ter sido mui loko o APR 2010,o último q fui foi em 2004,com RDP,KRIZIUN,DESTRUCTION,EMINENCE,INSURRECTION DOWN… cara força e paz sempre… 2011 eu vou no APR \…/

  10. Comentários infelizes sobre o show de Blaze.

    Típicos de quem só conhece sua história com o Maiden – que não foi das melhores – e não conhece sua carreira solo, de altíssima qualidade, diga-se de passagem (com uma evidente melhora no seu vocal, além de um Heavy Metal maduro e poderoso).

    Engraçado falarem que João Gordo é carismático e Blaze não. Todos a quem perguntei o que acharam do show se surpreenderam (referindo à performance da banda, e não pelo som, que foi infelizmente estava horrível). Um cara comprometido com o seu público. Depois desse show, virei fã!

    Reger o público mostra interação, agita. Camisa do Brasil ajuda, diria o Ellefson do Megadeth. E antes os discussos dele aos de João Gordo, que é só falar foda-se isso e foda-se aquilo pra todos acharem lindo! No mais, os shows do Claustrofobia, do Eminence, do Ratos e o de Blaze foram os melhores, destacando os dois últimos!

    E diga-se de passagem, tendeciosismo é um saco.

  11. E sobre a camisa do Brasil, foi um presente de uma fã. Nada mais justo que homenagea-la.

  12. Terra Prima e Blaze Bayley com proposta estética semelhante? Blaze tocando Metal Melódico? Acho que tem gente que não sabe ou não procurou se informar sobre que tá falando…

  13. Achei os comentários do show do Blaze muito infelizes.
    Criticar seu timbre de voz, a qualidade das letras ou a sua performance caberiam muito bem em uma resenha de metal…agora julgar seu comportamento? Afirmar que ele age falso? Foi no mínimo infeliz…

    E pro seu governo, a camisa do Brasil não foi cliche, foi um presente de aniversário que dei pra ele em nome dos fãs brasileiros…

  14. Não entendi o auê em cima dessa resenha.. Ou essa turma REALMENTE fingiu não ver metade do centro de convenções indo embora, dando risadas ou achando constrangedor com comentários do tipo : “que negoço brega”. Eu pelo menos tava na companhia de 3 amigos jornalistas que cobriam o evento cada um para uma revista, site ou blog diferente. O comentário de todos não foi nada diferente daí de cima. (deixando claro que NÃO sou Jornalista).

    Vivemos em tempos em que o rock n´roll tem uma sonoridade mto diferente assim como visual, performance timbres de guitarras, bateria e voz . Pode se exemplificar com grupos como queens of the stone age, raconteurs, them crooked vultures, the strokes.. O metal também “evoluiu” observem que até bandas tradicionais como Angra e Sepultura estão “experimentando” mais, inclusive em performance e visual. Assim como a nova safra tipo o Lamb of God, que ao contrário de muitas bandas desse estilo, começou a valorizar mais as letras em uma música.

    Levando isso em conta, não acho estranho de forma alguma um cara, hoje, de 18 anos..(tendo escapado do vírus da emo) vendo um show de Blaze Bayley, e achar no mínimo engraçado, constrangedor ou BREGA! Entendam que não quero generalizar pois conheço fãs de Blaze que tem 18 anos Eu particularmente achei constrangedor e até ri bastante pois me senti num show da Xuxa. O que não entendo são comentários indignados por uma resenha de um show escrita por um indivíduo diferente, com gostos diferentes, visões diferentes, vulgo um ser humano. Vamos aprender a respeitar opiniões ,e agradecer por termos direito a nos expressarmos livremente (Os pais de muitos aqui não tiveram essa sorte)! Abçs!!

  15. nw sabe oq escrver nw escreva nada babaca ,blaze é um cara humilde esforçado e puro metal
    sem cliches como o maiden q por sinal ja era faz tempo,o som do blaze só vem crescendo desde o silicon messiah,tenho pena de caras como você qnw sabem nem diferenciar boa musica de lixo comercial BLAZE FAZ SOM PROS FÃS PORRA SATAY HEAVY!!!

  16. Blaze Bayley só é conhecido por conta do Iron Maiden e mais da metade do pavilhão só entendia quem era a criatura por conta do Iron Maiden, ou você não notou a diferença de público entre ele e Ratos de Porão? acredito sim que existam fãs dele e que acompanham o trabalho dele como você, só acho estranho vc rotular justamente Blaze Bayley como boa música tendo tantos outros exemplos, inclusive nem acho boa idéia perguntar a você a definição de “som comercial” , uma vez que qualquer banda, seja rock ou metal vive de VENDA (Comércio) de discos, camisas e ingressos pra show. Continue com esse raciocínio, todo poderoso que assim vai complicando cada vez mais a cena de metal dessa cidade, que já anda no sufoco com músicos que matam um leão todos os dias pra permanecer viva.

    “SATAY HEAVY!!!” pra vc tb ! ehaheha

    PS: Blaze Bayle tem seios, é pançudo e fala fino!

  17. É claro que o que o Blaze faz é “com a maior naturalidade do mundo”. Ele é humilde e muito mais carismático que o próprio Dickinson. É só comparar os shows dos dvds Rock in Rio/Death On The Road/Flight 666 com qualquer um do Blaze…

    O Blaze passa que ainda tem vontade do que faz (não que o Bruce não tenha, mas…) e aquele “algo mais” que falta em muita banda por aí.

    Falar que o The X Factor e Virtual XI são ruins… Bem, o Virtual pode ter a detestada por muitos “The Angel and the Gambler” e refrões repetitivos (vide a própria e Don’t Look…), mas possui músicas muito boas como Futureal, When Two Worlds Collide e Como Estais Amigos (todas as 3 com participação do Blaze na composição). O Maiden já estava “decadente” no No Prayer/Fear, mas todos só jogam pedras no Blaze…

    Sem falar que esse negócio de “ex-vocalista do Iron Maiden” já deu no saco. Incluíssem ao menos “ex-vocalista do Wolfsbane E Iron Maiden”.

    O cara tem 10 anos de carreira solo com álbuns excelentes como “Silicon Messiah” e “The Man Who Would Not Die”. Uma discografia que chega ao mesmo nível dos lançamentos do Bruce e (recentes) do Maiden, ou são até melhores.

    Enfim, mais um que não entende o espirito do Messiah…

  18. Filipe , o maior problema na sua resenha, não é a forma diferente de pensar entre as pessoas….nem tão tão pouco a diferença de publico entre determinado publico de uma banda e de outra, e nem c o cara eh conhecido por ser ex vocalista do Iron Maiden….Alguem por acaso só lembra de Ozzy por ser ex vocalista do Black sabbath??????

    o que aconteceu na sua resenha foi uma imparcialidade com o BLaze, uma opiniao pessoal, q denegri não apenas a MUSICA DO BLAZE, OU A PRESENÇA DE PALCO DO BLAZE, VC DENEGRI O PROPRIO BLAZE, QUANDO CHAMA ELE DE FALSO…..por que vc acha que o Bruce voltou pro Iron???? por que a carreira dele solo não estava indo bem ???? não senhor, estava e ainda esta, mas ele voltou por NEGOCIOS……QUE EH ASSIM Q FUNCIONA NO MAIDEN…NEGOCIOS..UMA EMPRESA…ONDE O TEM UM GRANDE SILVIO SANTOS CHAMADO STEVE HARRIS….graças a deus..pois esta empresa ainda tem muito pra mostrar…
    AGORA CHAMAR O BLAZE DE SOAR FALSO??????? C DEVE TAH DOIDAO….NÃO EH QUALQUER UM Q ENCARA UMAS TURNES PEQUENA TOCANDO EM TUDO Q EH LUGAR NAO BROTHER…PASSANDO UM CALOR DO CARALHO….O CARA MERECE TODO RESPEITO DO PUBLICO BRASILEIRO….EM NENHUM LUGAR Q ELE TOCOU ELE FOI ARROGANTE COM O PUBLICO OU COM OS ORGANIZADORES….

    EU VIREI FÃ DELE DEPOIS DO SHOW Q VI.

  19. andre pedreira,

    Cara, relaxa aí que não fui quem escreveu a resenha! Foi Hugo Montarroyos. O que fiz aqui foi expor minha opinião, como todos os 34 internautas, incluindo você, no tópico “DEIXE UM COMENTÀRIO”. Até onde sei é livre se expressar né? Respondendo então a o que vc me dirigiu :

    1) Foi bastante infeliz vc comparar a carreira de Ozzy com a de Blaze Bayley. Acho que até um monge do Tibet ja ouviu falar em Ozzy Osbourne, e sejamos franco, o que jogou ele no mainstream foi o Black Sabbath, só que ele é um artista tão foda que mesmo após sair do Sabbath ele soube crescer e se manter no mercado enfrentando décadas de mudanças na música.

    2) Resenha É SIM OPINIÃO PESSOAL. Como você notou, a pessoa que escreveu não curte Blaze Bayley e reforçou mais ainda a opinião após ver o show. O que acontece é que vivemos num país livre, e se o site Reciferock decide que é fulano quem vai escrever resenha sobre show de determinado artista, é ele e pronto afinal, o site não é seu é? A soluçaõ menos frustrante pra você é procurar um site ou blog de jornalistas e críticos especializados em metal, que com certeza existem, apesar de particularmente eu n ter procurado ou visto nenhum.

    3) Talvez eu concorde contigo na colocação de chama-lo de “falso”, pois eu não conheço o Blaze Bayley pessoalmente, como amigo ou profissional. E acredito que nem você deve conhece-lo para saber que tipo de pessoa ele é de fato, sem holofotes, fãs gritando,e imprenssa. Acho que 99% das pessoas aqui devem conhece-lo como fãs, e não amigos do dia a dia que veêm possíveis batalhas pra continuar tendo lucro com shows e discos, apesar da idade.

    4) Tomando como base o que eu comentei sobre “batalhas” acima, e respondendo a isso aqui :

    “C DEVE TAH DOIDAO….NÃO EH QUALQUER UM Q ENCARA UMAS TURNES PEQUENA TOCANDO EM TUDO Q EH LUGAR NAO BROTHER…PASSANDO UM CALOR DO CARALHO”

    Foi mal cara, mas ou ele faz isso e enfrenta essas “roubadas” ou ele morre de fome.

    No mais continuo com minha opinião, me senti num show da Xuxa! e ele tem peitinhos!

    abçs!

  20. “Se quem escreve as resenhas não gosta de algumas bandas que vêm pra cá, não escreva, oras… Se for para desvalorizar e esnobar os artistas é melhor não escrever.”

    Discordo Malu,

    Se eu fosse jornalista ao menos, e trabalhasse no Reciferock, revista ou qualquer outro site similar, estivesse cobrindo um evento com 10 bandas grandes e entre elas estivesse por exemplo, Cine, Strike ou qualquer outra “pérola” pré-fabricada, eu encheria o ego pra falar mal e não seria pouco não.. seria MUITO! Primeiramente por eu estar no meu direito ao me expressar livremente, em segundo por, PESSOALMENTE (minha opinião), me sentir ofendido ao ver uma turminha dessas ficando rica enquanto fabrica adolescentes destinados a alienar outros adolescentes. Lembrando NÃO sou burro a ponto de comparar o trabalho de Blaze Bayley com essas porcarias né! ¬¬ foi so um exemplo pra reforçar minha opinião. A pessoa que escreveu essa resenha aí em cima expôs a opinião dele em relação ao Blaze e pronto, cada um é cada um.

    Tudo bem que são comparações um pouco exageradas, mas se alguém aqui ler resenhas como as que saem na Rolling Stones americana de alguns discos, vão achar que os jornalistas e críticos de Recife são uns anjinhos que se agradam com tudo!. Eu, por exemplo, quando quero ler crítica de cinema eu vou em QUALQUER site ou revista EXCETO a revista VEJA, que sempre eu discordo. Não é por conta disso que eu vou desmerecer os jornalistas da revista não é? Ou não.. ás vezes tem alguns que é sempre bom xingar bastante né? hehehe!

    Eu particularmente ainda acredito que a crítica, seja ela negativa ou positiva ainda sirva como uma forma de filtrar essas porcarias que vão jogando. É uma forma de lembrar sempre a essa merda de mídia que existem consumidores interessados em trabalhos de qualidade! É sempre bom ter gente discordando. Alguns podem não concordar comigo quanto a isso, achando que é em vão, pois essas bandas vão continuar sendo fabricadas do mesmo jeito, mas a melhor resposta que posso dar é pra que então cortar as unhas se elas vão continuar crescendo? Enfim, vivemos num país LIVRE, e por isso lotado de blogs, revistas, e jornais com trilhões de jornalistas, cada um com seu ponto de vista. Façam como eu trilhões de pessoas no mundo, SIRVAM-SE!!

    Não resisti e tinha que responder a isso :

    “Vou repetir, isto não é atitude de um jornalista profissional. Se continuarem assim vão começar a escrever as resenhas para vocês mesmo, já que ninguém mais irá ler…”

    Se liga! O diploma de jornalismo não é mais obrigatório (http://www.gterra.com.br/geral/jornalista-nao-precisa-mais-de-ter-diploma-14310.html)!! hoje, mais ainda, a turma é livre pra escrever o que quiser e onde quiser. Por isso, galerinha, cuidado ao decidir da um “copy/cole” no Wikipedia pra trabalho de faculdade ou colégio! hheahehaheha.

    ABçs

  21. Malu Aragão,

    Quero deixar claro a você que não sou amigo de NINGUÉM do site ok? Inclusive este é o meu ÚLTIMO post aqui, pois foi a primeira vez que comentei nesse site e já encheu o saco ficar respondendo e rebatendo. Realmente ta parecendo que eu sou até “advogado” dessa turma. Só avisando que não vou mais responder NADA, aliás ja não teria parado se não fosse teu comentário. Eu me dirigi a você pq vc citou meu nome no post passado, e ainda considerando meu comentário como “maravilhosa sugestão” , o que ao meu ver foi um tom irônico, e se não foi, peço já desculpas.

    Na minha opinião até crítica construtiva é uma questão de ponto de vista individual não sei qual a sua definição e nem me interessa. Discordo quanto a o que você fala sobre “país livre” até por que me refiro a outro tipo de liberdade! Já assisti e li diversos “jornalistas profissionais” fazendo “críticas construtivas” alguns já concordei e outros discordei bastante, ainda achando idiotice. Como vê, até isso, também, é uma questão que varia de acordo com cada ponto de vista e opinião. Quanto a questão do “diploma” mantenho a mesma resposta, espero que uma hora você a entenda (pelo visto não entendeu). No mais peço desculpas se vc sentiu que distorci suas palavras, pois não acho que o fiz, muito menos teria essa intenção.

    abçs

    PS: ÚLTIMO POST! FUI!!

  22. Filipe, ela não falou jornalista no sentido de ter diploma, e sim de profissionalismo, para ser profissional não precisa ter diploma, é óbvio e eu não me referi a você e sim a quem escreveu a resenha, que se diz jornalista.

  23. Fica o pedido para os curadores do APR que façam o convite para o APR 2011 : DxFxC (melhor banda HC do Brasil na atualidade), Garotos Podres (Que o APR peca por ainda não ter convidado e a Ação Direta (Banda muito boa). E quem sabe até o Presto? grinde na veia…

  24. @Herbert Ação Direta tá parada faz um tempinho, não?

  25. Titãs se abaixarem o cachê pro abril bem 2 vezes que tentam trazer e não trazem

  26. Rick Bonadio não ia ficar nada contente se soubesse que Titãs baixou o cachê pra tocar no APR só por causa de Enzo

  27. Show do Ratos foi Fudicore como sempre é! Irado merrrrrmo

  28. seria bom ver o,ataque suicida ou elefante verde em algum abril pro rock desses.
    quem sabe né?