Pátio do Rock 2005 (Segunda Noite)

Por Recife Rock! em 28 de novembro de 2005

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PTIO DO ROCK 2005 (Segunda Noite)
data: 24/11/2005 (Quinta) – local: Pátio de São Pedro
com Estrógeno, Terceira Edição, Sistema Límbico, Labonne, Four Pigs e Carfax
Resenha por Carlos Souza – Fotos por Guilherme Moura

Noite quente de quinta feira, dia de show. É o segundo dia do festival Pátio do Rock 2005…
em 24/11/2005 por Carlos Souza

Noite quente de quinta feira, dia de show. É o segundo dia do festival Pátio do Rock 2005

, que acontecia no pátio de São Pedro, embaixo de um céu aberto e estrelado. Cheguei atrasado e acabei perdendo o show da Estrógeno. Quando dei as caras no pátio, a primeira coisa que notei é que tinha um monte de gente dançando ao som de uma baladinha daquelas fáceis de ouvir, com melodia bonitinha e refrão chiclete. Era “O show da vida ideal”, da Terceira Edição, que chegou com um som pop até a medula. E parece que eles levaram o próprio público pro show, porque as menininhas não paravam de cantar. Na seqüência, mandaram “O novo segundo”, que botou a galera pra dançar. Depois, tocaram “Amanhã”, uma balada tranquila pros casaisinhos de namorados se olharem apaixonados. Não consigo tecer comentários mais aprofundados porque sinceramente não consegui ver diferença de uma musica pra outra. Tocaram mais três musicas que não estão no primeiro cd e que têm o mesmo tempero das outras, e aproveitaram o pequeno público que desapareceu quase que por completo depois do show deles. Aí, claro, a pausa pra velha cerva de sempre.

Sistema Límbico

Depois de alguma demora soube que a banda Ap805 tinha desistido do show, e foi substituída pela Sistema Límbico, que seria a próxima atração. Assim que o barulho (leia-se som experimental com influências que vão da MPB ao Metal, baseado em bandas tropicalistas e poemas concretistas) começa, eu vejo uma influência óbvia dos poemas musicados do Cordel do Fogo Encantado. O show inteiro foi recortado por poesias e abstracionismos A segunda musica, “Cacos de vida”, me chamou a atenção por ser uma mistura de Zé Ramalho com Tom Zé e Arnaldo Antunes e tudo que você já ouviu que tem umas poesias doidas no meio da música. Uma outra que me pareceu bem interessante foi “Em queda livre”, que fala de um tipo de sentimento de exclusão, sem falar absolutamente nada. Depois dessa, perdi completamente o saco de ver o show, não apenas por causa da banda, que é muito difícil de digerir, mas por causa do incompetente que estava na mesa de som. O cara conseguiu estragar três dos cinco shows, dando uma aula de incompetência na mesa. Difícil, difícil.

LaBonne

Olho ao redor, e menos gente ainda. Não consigo acreditar em como aquele pátio está vazio, mas lembro do fim de semana de vestibular. Tá explicado. Aí entra a Labonne, uma banda que tem influências passeando entre Chico Buarque e Radiohead. Abrem com “Gravatas”, um sambinha com guitarras distorcidas que tinha um arranjo e umas melodias bem melancólicas. Outra boa é “513”, uma musica em que um personagem é insistentemente rejeitado. Foi um show bem curto, e não deu nem tempo de saber se eu gostei ou não. Deixaram uma primeira impressão boa, embora devessem tentar soar menos como o Los Hermanos de Recife.

Fourpigs

A Fourpigs entra no palco pra desfilar seu “roque bêbado versão Recife”. Eu já esperava o pior, visto que o cara da mesa ia fazer mais merda. Ia fazer, pois mais de dez anos de palco deixaram os caras do Fourpigs escolados nesse tipo de coisa. Som melhorado, vamos ao que interessa. Foi de longe o show mais divertido da noite, cheio de riffs pesados e letras que tiram um sarro das desventuras dos integrantes da banda. Interagiram com a platéia do começo ao fim. Estavam em casa, é certo. Tocaram as clássicas – afinal de contas, tudo deles já é clássico – como “Os três porquinhos”, a saga de três porcos viciados e um lobo traficante no começo do show e a galera ficou pedindo bis da música até o final da apresentação. Foram atendidos. Também mandaram “Vadia” e ofereceram pra todas as garotas do Brasil, “menos as que estavam presentes no pátio”. Se você ouvir a letra com atenção, vai entender o porquê. Várias covers, entre elas uma do Twisted Sister, “We’re Not Gonna Take It”, um dos ícones do Glam Rock, uma dos Ramones, “I Wanna Be Sedated”, que levou quatro bêbados que estavam na frente do palco a outro nível de delírio, do qual eles não poderiam alcançar sem a musica, Living Colour e outras trasheiras dos anos 80, que divertiam a eles, e, principalmente, a quem assistia a tudo. Pena que a essa hora o público já tinha se reduzido bastante. Foi uma apresentação massa.

Carfax

E pra fechar a noite, a não menos esperada Carfax, com seu som pesado e ao mesmo tempo acessível. Começaram o show com muita vontade, nada diferente dos outros, e deram uma ajeitada no som que nem parecia aquele do inicio da noite. Muito bom. Tocaram “Aqui, Alí, ou em qualquer lugar”, uma musica com um riff muito bom, com umas influências de raggae e com um refrão bem pesado. Mandaram, na sequência, “Pega ladrão” uma pedrada que fala do país cheio de injustiças no qual vivemos e que já é uma das musicas mais conhecidas deles. Tocaram também “Retalhos”, que é uma baladinha bem alegre. Até onde eu vi, o show foi muito bom. Mandar qualquer elogio pra banda é chover no molhado. Continuem firmes, porque a banda é foda.

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Links:
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