Cobertura: RecBeat 2008 – Segundo dia

Por Hugo Montarroyos em 4 de fevereiro de 2008

Sabe aquela máxima que diz “Fulano só não fez chover ontem”? Pois é, o Móveis Coloniais de Acaju fez. Aliás, chuva foi pouco. Temporal seria mais adequado. Temporal que, no caso deles, serve como sinônimo de enxurrada de tudo: musicalidade, presença de palco, competência, inteligência. Para ser curto e grosso e acabar de vez com todas as tentativas frustradas de metáforas acima: foi dos melhores shows (talvez até o melhor) da história do Rec-Beat.

Mas, como nada é perfeito, comecemos com uma bela de uma mancada. E nossa! Em nome do RecifeRock, gostaria de pedir mil desculpas à Isaar. O trânsito momesco fez com que perdêssemos toda a apresentação dela. Perdão, Isaar. Sei que você merece um tratamento quinhentas mil vezes mais respeitoso por tudo que construiu ao longo de sua carreira. Mas (e artista deve saber disso mais do que ninguém) nem sempre as coisas saem como a gente imagina…

Orquestra Contemporânea de Olinda no Abril Pro Rock 2007

Seguindo o barco: a Orquestra Contemporânea de Olinda fez um show lindo, em que privilegiou seu repertório nas raízes da música pernambucana, mais especificamente o frevo e o pé-de-serra. Passeando também por Pixinguinha entre um solo de rabeca e outro, o toque surreal ficou com a hilária (no bom sentido) releitura de “O Pato”, canção imortalizada como o ensaio preferido de João Gilberto para afinar seu violão (o que diz muito sobre a personalidade dele, mas aí já é outra história). Enfim, apresentação comovente e muito bonita.

Marina de La Riva (SP)

Quem destoou um bocado da noite (embora o público tenha adorado) foi a deslumbrada cantora paulistana Marina de La Riva. Tentando estabelecer desesperadamente relações de afetividade com Pernambuco, chegou ao cúmulo de tocar o hino do Estado e de soltar a seguinte pérola: “o padrasto da minha mãe é pernambucano de Floresta”, como se tal revelação fosse de uma importância cabal em seu show. Show que apelou e atirou para todos os lados: batidas de candomblé, boleros e latinidades afins, marchinhas carnavalescas como “Taí” (golpe bem baixo por sinal) que acabou resultando na mais sofrível falta de personalidade. Tá, o público adorou, e pares aos montes foram se formando no meio da multidão a dançar tangos e que tais. Mas no carnaval o público costuma adorar qualquer coisa mesmo…Essa é a grande vantagem do Rec-Beat sobre todos os outros festivais realizados em Pernambuco: tudo acaba funcionando ali, independente da qualidade do que é oferecido.

Estranha também, embora infinitamente mais digerível, foi a rave esquizofrênica armada pelos cariocas do boTECOeletro. Acabou servindo para dispersar o público, que tentou em vão escapar até o Marco Zero para conferir o encontro de Paralamas do Sucesso com a Nação Zumbi. Como a tarefa era impossível, o jeito foi se contentar com o som do boTECOeletro mesmo, que é até bem bolado, mas pareceu completamente deslocado. Embora algumas batidas fizessem você balançar o corpo mesmo contra a vontade, o final não poderia ser mais constrangedor: uma versão “electrobalacobaco” para “Rios, Pontes e Overdrives”. Não precisava…

Móveis Coloniais de Acaju no RecBeat 2008

Quem não conseguiu assistir a apresentação dos Paralamas com a Nação pode dizer sem medo de ser feliz que não perdeu nada. E aqui não é nenhum menosprezo às duas bandas, mas, antes de tudo, justiça ao excelente Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília. Imagine se o Los Hermanos fosse bem-humorado e de bem com a vida. E se tivesse uma postura de palco assombrosa de tão boa. Não bastasse isso, e os dez (eu disse dez!) músicos da banda possuem hoje o melhor e mais criativo naipe de metais da música pop brasileira. E as letras são inteligentíssimas. Há anos que eu não sentia um ar tão saudável de renovação na música brasileira como no show deles. O público fazia o mesmo passo que os músicos executavam no palco. No fosso, jornalistas – este incluso – se esbaldavam em passos desconexos de frevo, deixando o profissionalismo de lado para nos lembrar que também somos humanos. Nem um arrastão violento que fez com que a banda interrompesse o show arranhou a apresentação deles. Nem o temporal que caiu no final, que serviu apenas para a banda prolongar ainda mais o seu histórico show no Recife. Destacar uma composição apenas seria injusto e covarde com eles. Listar todas seria cansativo e enfadonho para quem não conhece a banda. O melhor – modéstia à parte – é seguir o meu exemplo: comprar o disco deles depois do show e ouvir, ouvir, ouvir e ouvir. E nunca, jamais, em hipótese alguma na vida, perder outra apresentação deles aqui no Recife. Não é todo mundo que atende ao pedido do inconsciente coletivo das platéias nacionais de “Toca Raul” sem cair na mera piada ou gozação barata, como eles fizeram na genial releitura de “Como Vovó Já Dizia”. Aliás, todo o jogo de cena, malabarismo e teatralidade deles soam naturais, como se eles fizessem tudo aquilo que fazem no palco em casa, na hora do almoço ou antes de dormir. Nem me importei depois em pegar autógrafos deles para amigos. Garanto que você faria o mesmo no meu lugar. Uma apresentação do Móveis Coloniais de Acaju justifica o mais tresloucado dos gestos.

Ok, Gutie, você venceu: no quesito headliner, a nota do Rec-Beat 2008 é 10…

Móveis Coloniais de Acaju no RecBeat 2008

47 Comments

  1. Wagner
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 5h49 | Permalink

    Rapaz complicado, Issar tava quase em casa, por que a negona só não brilhou mais por que tinha pouca gente, era pra Marina que não é Lima :p tocar antes dela e tenho certeza que a coisa funcionaria melhor.
    de la Riva tava estivesse com medo da estranha música que Marina de la Riva só tentou agradar, acho massa quando um cantor tenta, conseguia até, mas como você disse, não tinha necessidade pra tanto.

    no primeiro dia do festival a coisa pareceu mais tranqüila, mas no segundo foi foda, andava pelas ruas com medo, simplesmente por que a toda esquina tinha policia correndo, na Moeda uma mulher fez um espetaculo, 4 policias pra segurar a doida, mas qual razão disse?

    Nação Zumbi de graça, agora eu só vejo show deles se for na Europa, acho o povo mais civilizado!

  2. Posted 4 de fevereiro de 2008 at 6h36 | Permalink

    Eu também achei o show de Móveis fora do comum!
    Você expressou exatamente o que eu sentia vendo aquele show! E nem o arrastão fez com que o show deixasse de ser um dos melhores (se não o melhor) que vi naquele palco em todos os anos que presenciei o Rec Beat!

    :D

  3. Posted 4 de fevereiro de 2008 at 7h14 | Permalink

    Moveis sai do senso comum…grande show !Sem querer ser chato, o som poderia (mais uma vez) ser melhor.

  4. louise
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 10h50 | Permalink

    depois de passar o dia em olinda, cantar e dançar no “quanta ladeira”, passar a noite fazendo hora e pulando carnaval no recife antigo, moveis deu um novo ar ao publico! não parei de pular e cantar frenéticamente até o fim do show.

    foi sensacional! “sem palavras”… os 10 estavam em forma, e fizeram o publico entrar no jogo.
    e a chuva veio na hora certa, deu uma refrescada! ;)

  5. Yara
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 11h43 | Permalink

    Bem dito, Hugo. Realmente a noite de ontem foi a apelação e a tentativa desesperada de comover o público com o lugar comum… mas, como já dizia “um grande poeta” é carnaval!!!

    Acrescento, Móveis não era para ter fechado, quem deveria fechar era o boteco, pois a rave que fizeram estaria mais adequada para o fim do evento…

  6. Tárcio Fonseca
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 12h41 | Permalink

    Essa Marina de La Riva foi tipo uma Cibelle forçada e sem personalidade. Maior lugar comum do mundo recebendo roupagem cult.

  7. Outra pessoa
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 12h57 | Permalink

    Fikei um pouco dividida com as apresentações de ontem. Nao vi o show da Isaar. A Orquestra contemporanea de olinda realmente fez um show bonito de ser v, tipico show para carnaval.

    A Marina de la riva ja achei a escalação dela nada a ver com o festival e o carnaval. Mesmo assim esperava um bom show, mas so vi mt falta de personalidade kerendo agradar publico recifense. Pra mim ate agora foi o erro do festival. Acho q ela funciona mt bem num teatro onde nao precise fazer isso pra conquistar publico.

    O mesmo achei pra o Botecoeletro. Tb forçou a barra tocando Chico Science e mts ritmos regionais. Eles com show menor talvez fosse melhor, pois cansou bastante.

    E o Moveis da nem pra comentar de tao bom que é. Uma das melhores bandas do brasil em palco. E Moveis + carnaval é a mistura perfeita.

  8. Jose Henrique
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 15h04 | Permalink

    Marina De La Riva não é deslumbrada. É deslumbrante, é a maior gata. :>)
    Marisa Monte tb cantou “Taí”
    E o show da Nação com o Paralamas foi do caralho.
    No final Lúcio Maia deu um show à parte.
    Ele está com cada vez mais presença de palco, tá um mistura de Hendrix com Frusciante.

  9. Diego Albuquerque
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 16h31 | Permalink

    Rapaz, a noite do ReacBeat ontem foi muito boa, mesmo com a falta de personalidade da DelaRiva. O show dela animou quem quis, ela é uma teteia. O boTECo do Rio nao me animou em nada, tanto que tentei ver nação no marco zero, impraticavel de cheio e quando vi que começaria com paralamas morguei logo e voltei pra ver o moveis.

    E sobre o Moveis, deve ter sido o melhor show da vida da banda, foi bem foda.

  10. luciana
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 16h52 | Permalink

    fui ontem so pra ver moveis
    concordo com quem diss ai em cima q o recife antigo tava horrivel d andar, tava dando medo mesmo, mas eh um problema social, muita gte ali num ve pq estar se divertindo querem tirarem o seu… infelizmente
    Em relaçao ao xou d moveis foi muito muito mais q o esparado, melhor noite d carnaval ate agora e nem me arrependo d num ter visto naçao ate pq os vi umas 4 vezes o ano passado, inclusive com os paralamas, enfim acertaram ao chamar essa banda tao inteligente, animada e q deu gosto realmente d ver, um espetaculo. agora so esperar o ultimo dia pro tao esperado pato fu q volta depois d tantos sem vim ao recife… vamos ver o q sera

  11. Victor Rodrigues
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 17h16 | Permalink

    Meteu o pau em Marina de la Riva, bichinha.. Estava linda, cantou muito bem e tinha uma banda muito boa tocando com ela. Ficou super a vontade no palco, sem tensões de querer mostrar cuba, “personalidade” ou sei lá o que, e fez o seu show, intercalando com uma felicidade verdadeira de estar ali, provavelmente no show de maior público que ela já fez, realizando talvez um sonho. Fez isso do jeito dela, e só receber aqui que ela forçou barra é reduzir o momento musical que ela e sua banda produziram ali, som de primeira.

  12. rick
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 18h01 | Permalink

    huguete disse

    – Garanto que você faria o mesmo no meu lugar. Uma apresentação do Móveis Coloniais de Acaju justifica o mais tresloucado dos gestos…..

    mai fresco….eu sou homem porra!!

    kkkkkkk

  13. Rony
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 18h07 | Permalink

    cara nao seu onde esse pessoal estudou jornalismo mas a falta de credibilidade e experiencia em se comporta na suas expressoes é meia suspeita. neste caso nao existe o senso critico para julgar quem é melhor ou pior, todos estao ali por algum motivo ou quem indicou ou quem se destacou. e todos (mesmo sendo ruins) devem ter seus 15 minutos de fama.

    obs: nobres moderadores deste site nao apague mas meus comentarios pois democracia e bom senso deve ser compartilhados.

  14. Rony
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 18h13 | Permalink

    concordo com rick, o site é um ponto fundamental pra estabelecer uma comunição cultural da cidade, por isso pedimos delicadamente que os artigos jornalisticos postado aqui, seja de teor profissional e com maturidade de respeito com a cena local e de todo País.

  15. Rita
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 18h19 | Permalink

    A descrição do show na matéria consegui traduzir tudo o que aquelas pessoas lá sentiram.
    Móveis fez um show brilhante, o melhor show do carnaval, sem dúvidas.

  16. Denis
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 18h28 | Permalink

    A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:

    PORQUE SERÁ QUE MESMO A PREFEITURA DO RECIFE SABENDO QUE VAI MUITA GENTE PROS EVENTOS (SEJA NO MARCO ZERO, PAÇO ALFANDEGA OU ARSENAL) COLOCA TÃO POUCOS (quase não tem) BANHEIROS PÚBLICOS DISPONIVÉIS PRA GENTE??????????????????

    É brincadeira o que fazem, ali mesmo no polo re-beat, so tem 4 banheiros na Rua perto da tenda eletronica, uma rua daquela mesmo era pra ter no minimo 10. Depois relamam quando a gente mija nas esquinas. Sei não heim, sera que fica tão caro pra eles colocarem mais banheiros???

  17. Dani
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 18h31 | Permalink

    Confesso que preferi Móveis à Nação+Paralamas.

    Melhor show de todo o recbeat. Vai ser difícil uma banda conseguir superá-los nesses dois dias.

  18. rick
    Posted 4 de fevereiro de 2008 at 19h36 | Permalink

    e o pre-amp, como foi!

    realmente…uma campanha da porra para atrair uma multidão, e não ofereçem estrutura para isso….!

  19. Jose Henrique
    Posted 5 de fevereiro de 2008 at 1h33 | Permalink

    Já que Dani confessou, tá perdoada. :>)

  20. Posted 5 de fevereiro de 2008 at 12h22 | Permalink

    foi insando movey!
    *.*

  21. Diego Albuquerque
    Posted 5 de fevereiro de 2008 at 12h22 | Permalink

    O Hugo ta falando o que aconteceu nos shows na visão dele, ele nunca vai ser o dono da verdade, vão ter outras coberturas, todo mundo conhece alguem que tava por la e pode perguntar o que achou. Devotos é PUNK e o show foi fuderoso, não to falando do som da banda, to falando do show, acho que ele ta falando da mesma coisao, o EVENTO.

    Interpretem o texto, Hugo tem opinião, cada um tem a sua, tirem suas proprias conclusões. Quando ele fala da sonoridade, como o que rolou com o Ramma Seca eu ate concordo com o pessoal que critica, mas falar que o show de tal banda foi ruim porque ela é de tal estilo e foda.

    Gosto é uma coisa BEM pessoal!

  22. Edgar
    Posted 5 de fevereiro de 2008 at 13h18 | Permalink

    Faria uma vez não, faria todas que possível! muito booom velho!

  23. Thais Lira
    Posted 5 de fevereiro de 2008 at 13h25 | Permalink

    Hugão, MOVEIS realmente foi estupendo. ADOREI…
    E quando vc disse que quem nao viu nação não perdeu nada…
    EU JA SABIA o/ HEuehuieheuiheuiehuieh

    Força pra voltarem mais aqui.
    Eu comprei meu cd… mas autógrafo só de Xande mesmo (trombone) Por sinal, simpatissíssimo.

    :*

  24. Posted 5 de fevereiro de 2008 at 13h55 | Permalink

    Vi Móveis no Molotov de 2006. Amei, virei fã mesmo da banda. Daí eles voltaram numa dobradinha pocket na Saraiva + show no UK Pub, e confirmaram que tinham o que mostrar seja em palcos médios ou pequenos, enquanto as críticas pelos shows que eles faziam pelo país só cresciam.

    voltaram de novo pra recife, para um show em olinda, e esse eu n pude ver, mas falaram bem.

    aproveitaram o espaço e os já fãs, mandaram ver e com certeza conquistaram mais gente. Adoro a hora em que eles fazem a roda e descem do palco!!!!

    fato – o que n dá pra aguentar é gente que diz que não gostou pq a banda soa muito feliz e com letras bobas.

    te dou um toque? – escuta a banda de novo, e se n quer ser feliz com uma banda boa, numa vibe positiva e amigos do lado, não sai de casa!!!

  25. rick
    Posted 5 de fevereiro de 2008 at 17h59 | Permalink

    depois do carnaval não vai ser dificil encontrar hugo em um cartório civil..

    motivo – mudança de nome.

    Sr Hugo Colonial de Acaju

  26. Flávio Júnior
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 9h55 | Permalink

    desculpe Rick, mas o Hugo tem razao, móveis coloniais de acajú é hoje uma das, se nao for a melhor, banda com presença de palco no momento, a cada dia só consegue mais fãs principalmente com o seu carisma, eu por exemplo gosto muito de um forró de um brega, como bom piauiense, mas o show deles nao deixa ninguem ficar de fora, é um convite a pular, brincar, esquecer dos problemas. Quando eles começam com aquela harmonia caótica de palco, que nós torcemos pra baterem um de frente pro outro só pra rirmos, ou ficamos esperando q aconteça algo engraçado no palco, pode ter certeza q entremos no jogo deles, eles nos arrastam com a graça, criatividade e vontade de se divertir, nao quero desmerecer nenhum dos outros q estiveram lá, todos foram bons pra mim. Mas o móveis fez uma grande diferença no cenário do Rock, por q nunca vi eles nas rádios, mas com uma apresentaçao eles me conquistaram. parabens hugo, critica é critica, cada um pode exprimir sua opinao, viva a liberdade de expressao.

  27. Posted 7 de fevereiro de 2008 at 11h22 | Permalink

    A Marina de La Riva é muito boa como cantora, mas tb achei o show mt forçado, não precisava tentar conquistar o publico daquela forma.

    A orquestra é típica banda de exportação. Músicos mt bons misturando ritmos regionais de forma interessante. Eles vão longe e o show foi de primeira.

    E tb compartilho aqui que o show do Móveis foi histórico, um dos melhores ja vistos no recbeat.

  28. Posted 7 de fevereiro de 2008 at 13h52 | Permalink

    Gosto é gosto.
    Na internet cada um cria seu espaço.
    Esse é o do Sr. Hugo.

    Já disse antes, quem se deixa levar por criticas de terceiros é um estupido.

    participe do ato e depois leia as criticas….

    e no caso de moveis… foi ducaralho!
    realmente.
    *.*

  29. Lenne Ferreira
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 14h28 | Permalink

    Quando Bruno Nogueiro me disse: “Para mim o melhor show do Brasil hoje é do Móveis Coliniais de Acajú”. Sinceramente achei que fosse um puta de um exagero, mas agora devo reconhecer publicamente que ele tinha absolua razão…
    A banda fez uma excelente apresentação, é muita versatilidade em cima do palco, nada soa forçado, o vocalista se “mistura” com os arranjos das músicas, os metais fazem cada um, um show em particular, é a mistura do todo com as partes e vice versa. Não dava para desgrudar os olhos do palco. Depois do Show deles parei de lamentar não ter conseguido ver o show de Nação e Paralamas no Marco Zero… Foi humanamente impossível conseguir ver alguma coisa lá…

  30. Posted 7 de fevereiro de 2008 at 14h39 | Permalink

    ele é um ótario,só fala bem dos amigos pow..esse hugo anda com os caras da orquestra contemporanea,,tocam bem e tal mas cover ate eu..

  31. joão do ibura
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 15h17 | Permalink

    Rony falou algo que aconteceu comigo mais de uma vez nesse site, achei até que fosse equivoco meu, mas agora vejo que tive comentários apagados, concidentemente somente alguns em que critiquei os jornalistas.
    Quanto aos shows, não assisti nenhum pois consegui um lugar razoavel no marco zero e pude assitir os shows de DJ Dolores em diante.
    Agora,o show da orquestra contemporanea deve ter sido incomum, pois em outras ocasiões achei que não havia nada de relevante nessa banda.

  32. Guilherme Moura
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 15h37 | Permalink

    João do ibura,

    Todos os comentários ofensivos são apagados por mim. Chamar de filho de p*ta e outros palavrões tá longe de ser argumento válido. Fora a perda de tempo…

    Como disse na outra mensagem:
    O RecifeRock é MEU site, eu que pago as contas, programo e mantenho ele online. O espaço é livre, mas tem dono. É preciso manter o respeito, todos comentários ofensivos são deletados. Simples Assim :)

  33. Alguém q entende alguma coisa de música...
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 19h13 | Permalink

    aqui tá cheio de viúvas do los hermanos que se consolam ouvindo as bandas daki feito parafusa,volver,mombojó ,entre outras,, vai lá boy q paga as contas ouvir isso juntamente com hugo é o melhor que vc faz. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  34. Guilherme Moura
    Posted 8 de fevereiro de 2008 at 10h28 | Permalink

    João,

    sem problema.

  35. joão do ibura
    Posted 12 de fevereiro de 2008 at 23h02 | Permalink

    E não é que o cara apagou o minha resposta, mesmo sem ofender ninguem. O Guilherme mostrou ser o dono do site. Que democratico.

  36. victor terra
    Posted 12 de fevereiro de 2008 at 23h08 | Permalink

    falta de personalidade é tentar los hermanos e chico buarque,tanto na musica como na aparencia…mas fazer o que, quem tem amigo jornalista se dá bem!

  37. mbasques
    Posted 13 de fevereiro de 2008 at 8h06 | Permalink

    olha…

    Não levem a mal o que vou dizer.
    Amo Pernambuco de paixão.
    Visito esta terra algumas vezes ao ano e passaria o resto da vida por aí.
    Gosto de tudo. Menos de uma coisa que está mais que clara nesta matéria.

    Aqui no sudeste é perceptível o “preconceito” com quem vem de fora. Mas, claro, nem de longe se parece com a vontade de fechar as portas ao mundo que os nossos queridos amigos do sul do Brasil sempre tiveram.

    Agora, queridos amigos de Pernambuco.
    Vamos deixar o “bairrismo” de fora e dar valor aquilo que o público gostou.
    Independentemente da opinião de um tal “Hugo Montarroyos”, acho que uma entidade como a Associação dos Críticos de Arte de São Paulo não teria conferido a premiação de revelação da música popular em 2007 a uma pessoa descrita como “sofrível falta de personalidade”.

    Pernambuco não precisa de alguém pra zelar por suas tradições ou ser seu porta-voz, muito menos por um “carnaval” autêntico, porque quem o faz e se diverte é o povo.

    E vocês já estão se esquecendo das infinitas influências culturais vindas de fora? Por acaso não passaram por essas terras uns certos holandeses?

    Enfim.

    O que sempre me fez amar Pernambuco é a receptividade do seu povo. Como mineiro que sou, sempre me senti em casa.

    Acho que vocês não precisam desse “nariz em pé” a dizer o que é e o que não é “carnaval”.
    Quem tem talento e quem não tem.
    Se o povo diz e aprova, a quem importa a opinião de um “tal Hugo Montarroyos”.

    O que não suporto em críticos é sua falta de respeito e soberba. Com raras exceções, são quase sempre recalcados por não terem sido “artistas de primeira”.
    Vivem da arte dos outros!
    E depois a falta de personalidade é alheia!

  38. Ernane Rogers
    Posted 13 de fevereiro de 2008 at 9h04 | Permalink

    Caro Vitor poderia ser mais especifíco e dizer quem imita Los Hermanos?? pois seu cometário está muito vago, pode dar nome aos bóis!!!certo?sua opinião é importante!!
    Qto ao Rec-Beat, foi um sucesso, parabéns aos organizadores,grupos,solistas e bandas que se apresentaram.

  39. Luís Tadeu Santos
    Posted 13 de fevereiro de 2008 at 12h12 | Permalink

    Lamentável fazer críticas sem conhecimento de causa.
    Primeiro, o carnaval é uma festa do povo, para o povo. Se “o público adorou, e pares aos montes foram se formando no meio da multidão a dançar tangos e que tais” como quem escreveu afirmou, é o que importa.
    O resto é balela.
    Se o crítico se desse ao trabalho de pesquisar um pouco a obra de quem critica, antes de escrever besteiras, veria que “Ta-hí” não é um “golpe bem baixo por sinal”, e sim uma música integrante do CD de Marina de la Riva e presença obrigatória em todos os shows da cantora. Assim como ela também canta “O Bloco do Prazer” com freqüência nos shows.
    “Batidas de candomblé (sic), boleros e latinidades afins…” não são “tiros para todos os lados” e muito menos “falta de personalidade” da cantora. São a marca de um trabalho que mescla a música brasileira com a cubana, o que, aliás, confere uma personalidade ímpar ao trabalho que Marina desenvolve, com muita coragem, diga-se de passagem.
    Nos shows, entrevistas e aparições na mídia, Marina de la Riva se destaca não apenas pela linda música que canta, por seu repertório brilhantemente selecionado e pela qualidade de seus músicos, mas também por sua inteligência, respeito, carinho e interatividade com o público, platéia ou entrevistador, o que cativa todos.
    Dizer que “no carnaval o público costuma adorar qualquer coisa mesmo” é querer desmerecer não apenas a profissional em questão, mas é desrespeitar a maior festa do povo brasileiro e todos os que nela se apresentam.

  40. Tauil
    Posted 13 de fevereiro de 2008 at 14h27 | Permalink

    Regra número um antes de escrever um artigo: Saber sobre.

    Marina de La Riva cantando Ta-hí como um absurdo… Tsc, tsc, tsc, foi a melhor releitura desde Carmen Miranda, é uma das faixas mais bem faladas de seu CD. :)

  41. joão do ibura
    Posted 13 de fevereiro de 2008 at 18h03 | Permalink

    Não assiti ao show, mas acho que não devemos nos influenciar pelo HUgo Montarroyos, nem pela Associação de Criticos Paulista, pois comete um erro mbasque minerio em achar bairrismo o simples fato de um pernambucano não gostar dessa contora, bem como o hugo ao dizer que no recbeat o publico “gosta de tudo”, vcs dois estão sofrendo de autoafirmação, pois acredito que as pessoas simplesmente externaram as suas opiniões e devem ser respeitadas,até porque, a maioria que vai ao recbeat procura uma alternativa musical diferenciada e de qualidade, diferente dos outros polos carnavalescos.

  42. Rafael Hawass
    Posted 13 de fevereiro de 2008 at 20h54 | Permalink

    Hugo,

    Em 1º lugar a Marina de la Riva não é “paulistana” e sim carioca por isso, faça pesquisas antes de escrever sobre alguém.

    2º Faço minhas as palavras do Tauil quando diz: “Marina de La Riva cantando Ta-hí como um absurdo […] foi a melhor releitura desde Carmen Miranda, é uma das faixas mais bem faladas de seu CD” :D

    3º e último: Quando for críticar um trabalaho de um(a) artista faça isso de um modo construtivo e não Pejorativo.

    PS: Ah e para você não falar ou pensar que eu sou carioca ou algo assim, vou logo dizendo que sou paraibano e nordestino com orgulho e mesmo assim não deixo de gostar da voz e das músicas cantadas por Marina de la Riva que faz muito bem o seu trabalho, o que não se aplica a algums “críticos” por ai!

  43. Posted 14 de fevereiro de 2008 at 18h45 | Permalink

    moveis foi 10x melhor que nação
    como um show na chuva pode ser legal??
    com moveis coloniais de acaju!!!

  44. fel
    Posted 18 de julho de 2008 at 2h18 | Permalink

    Realmente o HUGO foi infeliz colocando seu ponto de vista Criticando a Marina, sem ao menos conhecer um pouco da Obra.( ou seria obra ? )Bem levando em cosideração Que:¨Gosto é que nem C…! Cada um tem o seu.¨
    Ele tá perduado.

  45. fel
    Posted 18 de julho de 2008 at 2h21 | Permalink

    Ah esqueci! O Hugo tb deve ter o dele!
    ¨O gosto¨, Por favor não entedem mal…

  46. Márcio
    Posted 24 de setembro de 2008 at 22h25 | Permalink

    Nao entendi o que você quer dizer com falta de personalidade em relacao a música da Marina de La Riva. É preciso conhecer um pouco sobre a carreira da cantora e de como ela formou seu repertório para poder falar um pouco. Certamente ela nao escolheu as músicas de seu cd para este show. se ela tentou de todos os modos “agradar o público” é porque é uma pessoa muito preocupada justamente por SABER que o público comum nao conhece seu trabalho.o regionalismo muitas vezes causa isto. uma cantora como Marina é uma autêntica artista. aliás, sabe a banda “importada”, pois é, ela deve ter explicado um pouco, mas esta é a IDÉIA:ela é filha de um cubano com uma brasileira. Se nao gostou do que ela fez respeito sua opniao, mas nao pelos motivos expostos. tentar agradar o público e demonstrar sua inseguranca só mostra o quanto ela respeitou o festival e a cidade. simplesmente. sobre os comentários da música dela, me desculpe, mas nao há sentido algum. e olha que nao estou sozinho nesta opniao. é só procurar um pouquinho mais sobre ela e vai ver. pode comecar pelo Chico Buarque, que até canta no CD dela.

  47. José
    Posted 5 de fevereiro de 2009 at 20h57 | Permalink

    Qual é o nome do frevo que toca entre a música Ta-hi cantado pela Marina de La Riva????

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