Cobertura: RecBeat 2008 – Quarto dia

Por Hugo Montarroyos em 6 de fevereiro de 2008

Nascedouro de Peixinhos, 17h45. Trinta e três pessoas – contadas a dedo – assistem a apresentação de Chris Murray & Firebug. A maior tranqüilidade do mundo. Nem parecia que era carnaval. 18h30. É anunciado o show do Cordel do Fogo Encantado. E, como saídos do nada, trezentas pessoas, todas fãs de carteirinha da banda, surgem e se aglutinam na frente do palco. Cristalino como só o som do anfiteatro do Nascedouro costuma ser, a banda despeja todos os decibéis de “Morte e Vida Stanley” nos ouvidos alheios. Começava ali o ritual mais bonito que já presenciei na vida.

Em transe, como de costume, Lirinha começa a cantar a porrada “A Matadeira”. Em meio à iluminação psicodélica – e perfeita – a banda pára tudo. Lirinha começa a explicar pausadamente: “Vocês sabem o que era uma matadeira, Peixinhos? Era um canhão encomendado na guerra pelo exército brasileiro aos alemães. E era usada para matar o povo numa cidade do interior da Bahia, chamada Canudos”. Faz uma pausa, e acrescenta. “Alguma coisa mudou, Peixinhos?”. Delíriio…E a percussão do Cordel volta a atacar com o resto de “A Matadeira”. Pessoas choravam na frente do palco. E não era um choro histérico típico de fã. Era outra coisa. Aquele engasgo que a gente sente quando chora de felicidade. Aí veio “Preta”, que arrepiou até o mais cínico dos céticos. Uma camisa do Santa Cruz é erguida como se fora bandeira pelo público. “É o mais querido?”, pergunta o vocalista. E a apresentação, quase intimista para os cerca de trezentos privilegiados em ocupar um espaço tão bonito e de acústica perfeita, segue com cada um desses felizardos cantando um por um todos os versos criados pela mente delirante de Lirinha. O grupo encerra o show. O público pede mais uma. Lirinha volta, acompanhado de dois meninos de cerca de dez anos que dão um banho de técnica na percussão. Quando terminam, Lirinha limita-se a dizer: “Deus os guiem”. Depois solta um “arreia negão”, e o grupo entoa a famosa “Evocação Para Um Dia Líquido”.

Cais da Alfândega, uma e meia da madrugada. No fosso, durante o show do Pato Fu, esbarro com Cleyton Barros (violões do Cordel). Não resisto e digo que foi do cacete (a palavra usada na verdade foi outra) o show de Peixinhos. Ele faz uma cara de espanto. “Você estava lá?”. Respondo que sim. Ele abre um sorriso de orelha a orelha e emenda: “Foi o público que levou todo o show. Estávamos todos sem voz”.

Depois da experiência em Peixinhos, era difícil achar graça em qualquer coisa no restante da noite do Rec-Beat. Vai ver que foi por isso que achei o show da Banda Ciné, grupo pernambucano que se esforça em recriar um clima de cabaré francês dos anos 40, extremamente fake, forçado, dissimulado em excesso. Ou vai ver que não e a banda é tudo isso mesmo.

A coisa mudou um bocado de figura com o trio senegalês Les Freres Guissé. Três negões (óbvio), sendo dois no violão e um percussionista monstruoso de bom, que se encarregaram de cantar as coisas mais lindas que o continente africano já produziu: os típicos coros da África e uma sonoridade que fazia a gente pensar nos versos do “poeta”: “deve ser legal ser negão no Senegal”. O bis, acompanhado por palmas por um público que lotou de uma hora para a outra o local, era uma canção em que se ouvia com o típico sotaque africano (acento grave em todas as vogais) os nomes de “Mandela”, “África” e “Zumbi dos Palmares”. Das coisas mais bonitas que o Rec-Beat já presenciou.

Em compensação, a mais constrangedora veio logo a seguir: Porcas Borboletas, de Minas Gerais. Banda que tenta soar engraçadinha e não se toca do ridículo que está passando. Imitam – e mal – a primeira fase da carreira dos Titãs (quando eles tinham um pé no brega e outro no concretismo). “Um Carinho Com os Dentes”, por exemplo, é quase um plágio de “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”. Desisti na segunda música para comer um pastel no Burburinho. Quando voltei, soube que a coisa não mudou nada. Ou melhor, mudou. E pra pior! Mais de uma pessoa me confessou ser vitimada pela “síndrome da vergonha alheia” no show deles…

Você agora espera que eu diga que a próxima atração foi bem melhor, certo? Tudo que posso dizer sobre a apresentação da argentina Orquestra Típica Fernadez Fierro é que ela – a apresentação – me lembrou o poema abaixo:

Pneumotórax
(Manuel Bandeira)

“Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire.
 
…………………………………………………………………………………………………
 
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

E ponto.

Para alívio geral da nação, veio em seguida o divertidíssimo duo brasiliense Lucy and The Popsonics. Com uma menina no baixo gemendo (alguém resiste a uma mulher gemendo?) letras safadas e um cara mandando ver na guitarra acompanhado de samples, a banda fez um show que beirou o surreal. O supra-sumo veio com uma versão intimista e quase infantil para “Refuse/Resist”, do Sepultura. Coube a Fabrício Nobre, produtor da banda, invadir o palco para berrar o refrão e explicar ao público que aquilo ali era uma homenagem da banda ao “Sepultura, do Brasil”. Fantástico.

Agora, perfeito mesmo foi o show do Pato Fu. Fernanda Takai é a encarnação da simpatia em pessoa. Sabe levar como poucos uma multidão ao delírio, tudo sem a menor apelação, como se estivesse conversando com o marido em casa. O melhor ficou por conta de “Made in Japan” colada com “Capetão”, música em que Takai encarna um Max Cavalera saído do inferno. E tome “Ando Meio Desligado”, “Sobre o Tempo” (uma das melhores canções do pop nacional desde sempre), “Canção pra Você Viver Mais” (de arrepiar) e todo o manancial de um repertório de banda que não precisa provar mais nada pra ninguém. Estão acima do bem e do mal. E só um pouquinho abaixo do show que o Cordel fez em Peixinhos… 
  
 
         

41 Comments

  1. Raoni
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 14h46 | Permalink

    também concordo que os fetivais não deveriam seguir a mesma linha do que ocorre na cidade

    deveria ser feito o contrário, mostrar as bandas que fazem um som interessante e que batlham pelo seu espaço, e não somente aquelas que simplesmente escolhem o repertório dos outros.

  2. Raoni
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 14h52 | Permalink

    pois a “função” de festivais desse porte é essa, revelar novos sons.

  3. Posted 7 de fevereiro de 2008 at 15h09 | Permalink

    Proponho uma matéria aqui no site do Recife Rock.

    Porque nao entrevistar, apurar, saber da opiniao dos grandes produtores locais e até de outros estados referente a essa situação atual de bandas de releituras tocando em festivais que tem como proposta o novo?

    Desde a década de 90 que existe esse tipo de situação, dos espaços cedidos pra bandas covers (agora são bandas de releitura ne) mas no caso as criticas eram pra os bares e casas de show/boates. Inclusive mts produtores e criticos de hj criticavam akela situação.

    Dai estas bandas conquistaram totalmente seu espaço (to nem falando em dividir) ganhando grana em bares. Agora pra piorar, tao invadindo os grandes festivais.

    Mais uma vez deixo claro que nada contra essas bandas existirem e ganharem por isso, mas pq as bandas autorais tb nao ganham e dessa forma sao valorizadas pelo seu trabalho?

    E ai? Hugo, Bruno, Guilherme e ate outros que nao sao daqui do recife rock, que tal fazerem essa matéria?

  4. Yara
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 15h14 | Permalink

    Gostei da idéia… Aproveitem e façam a minha pergunta.

  5. Cream
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 15h42 | Permalink

    Lucy and the Popsonic nada mais é do que uma versão ‘malacabada’ do Cansei de Ser Sexy. Vergonhoso. Pato Fu, incontestável.

  6. Guilherme Carvalho
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 16h15 | Permalink

    Bom, na minha humilde opinião, o festival como um todo ganhou muito, principalmente em procurar sair do mais do mesmo, trazer propostas inovadoras.
    Claro que todos discordaremos em alguns pontos, mas isso faz parte das diferenças de repertórios culturais de cada um.

    Com certeza alguém que conhece música eletrônica, punk, rock’n roll e outros estilos com um pouco mais de profundidade, vai ter uma opinião que pode ser e basicamente será completamente diferente de uma outra que fica limitada ao “arroz com feijão”.

    Mas toda discussão e opinião é saudável, desde que os envolvidos entendam que opiniões diferentes fazem parte da natureza humana.

    Enfim, Não vi esse show da Banda Ciné, mas já tinha visto em algum lugar, acho legal. Movéis Coloniais de Acaju é ducaralho e fizeram um show incrível também, digno de uma banda grande que sabe o que está fazendo.

    Gilberto falou que é uma banda que não decolou ainda, mas só pra tu entender, os caras são independentes, não tem gravadora, nem selo, e venderam todas as cópias do primeiro disco basicamente em shows, acho que isso mostra que eles estão no caminho certo. Certa vez eu comentei que eles vão ocupar o espaço que o Los Hermanos deixaram, banda legal, com presença de palco e público fiel, mesmo sem estar na grande mídia, embora o Móveis já tenha tocado no Som Brasil.

    Lucy and the Popsonics é ducaralho, claro que nem todos concordam com isso, é normal, mas sinceramente não vi melhor banda para tocar antes do Pato Fu. Claro que tem que ser levado em consideração que é uma banda relativamente nova.

    Os shows de Devotos, Pato Fu e Panico foram incríveis.

    Eu queria muito ter assistido shows nos outros pólos, como o de Peixinhos ou Alto Zé do Pinho por exemplo.

    Que venha o Abril Pro Rock!!!

  7. Tárcio Fonseca
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 16h23 | Permalink

    Já falaram aqui, mas sempre é bom repetir que é uma bosta colocar banda cover em festivais que deveriam apresentar coisas novas e/ou diferentes. Aconteceu o mesmo com o No Ar do ano passado que meteu Nouvelle Vague fechando noite. Eu gostei do show, mas aquele espaço não deveria pertencer a eles. Mas o problema principal que estou vendo atualmente é que o público tá gostando dessa coisa toda. Banda cover saiu do contexto das boates de pop/rock e caiu no gosto da galerinha descolada, só mudando o foco pra releituras de MPB, sucessos oitentistas, músicas francesas ou sambas antigos. E esse lance de intérpretes também não cola comigo. Foi desesperador ver aquela Marina de La Riva tentar atirar para todos os lados e forçar a simpatia.

    Sobre a programação da Lucy and the Popsonics, vocês também deveriam lembrar que criar bases eletrônicas não é a coisa mais fácil do mundo. E, pro estilo eletro-punk que eles se propõe fazer, os dois são bons sim.

  8. Guilherme Carvalho
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 16h36 | Permalink

    Bom, e a comparação que fizeram ao Cansei de Ser Sexy, vi um show no MADA e foi um dos melhores shows que vi por lá, a banda é realmente incrivel no palco, detalhe que na época todo mundo falava mal da banda, e claro que foi antes de terem estourado no mundo todo. E agora todo mundo acha ducaralho, mas a vida é assim.

  9. Alguém q entende alguma coisa de música...
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 19h16 | Permalink

    sinceramente,,concordo com hugo esse dia só salvou as q ele falou mesmo..o resto é uma merda..

  10. ricardo
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 19h29 | Permalink

    Na moral…o rec beat abriu em grande estilo e fechou com chave de ouro…essas duas bandas foram as mais importantes!Patu fu até q era óbvio para todos,mas a ra mma seca surpreendeu a mim e mtos imagino!foi a primeira vez q vi os caras tocando e sinceramente…foi do C…PARABÉNS!Sucesso e espero vê-los em breve!

    até rec Beat 2009!

  11. Posted 7 de fevereiro de 2008 at 19h36 | Permalink

    “A vida é assim” – Guilherme Carvalho

  12. Yara
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 20h59 | Permalink

    Pesquisando mais sobre o tema em questão, covers ou releituras, encontro um texto do jornalista Bruno Nogueira para embasar nossa discussão. Vale salientar que o texto é de 05/11/2006.

    Segue o link para leitura do texto na íntegra:
    http://www.overmundo.com.br/overblog/a-nova-decadencia-da-cultura-pernambucana

    “Covers
    Resultado mais absurdo desta situação: as bandas, que não conseguem mais palco e público, se apresentam com projetos paralelos de covers. Nação Zumbi com o Los Sebosos Postisos (Jorge Ben), Mombojó com Del Rey (Roberto Carlos), Silvério Pessoa com o Sir Rossi (Reginaldo Rossi), Volver com Ordinários (Renato e Seus Blue Caps), Mula Manca com Seu Chico (Chico Buarque), e uma lista que não pára de crescer.

    Todos começaram no tom de brincadeira e encerraram como sendo a atividade mais lucrativa das bandas. A minha leitura desta situação é uma bem negativa. É claramente a resistência que o público pernambucano tem ao novo e a busca pelo óbvio.”

  13. luciana
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 21h07 | Permalink

    algumas perguntas
    pq as bandas covers estao no gosto do pessoal?
    sera q as bandas autorais estao mesmo tao boas assim?
    sera q tem muita musica boa por ai?
    pq bandas dos anos 80 ainda agradam e muito?
    sera q a cena atual ñ so pernambucana como tbm brasileira esta realmente boa?

    so um momento de reflexao
    pq nem vi bande cine
    nem posso falar bem ou mal

    pq assim quais sao os parametros pra dizer se uma banda eh legal ou ñ
    tdo mundo leva seus gostos nestas questoes e eh dificil d dissociar
    e tem-se muito a preocupaçao d q uma tal banda se parece com outra
    realmente nos tempos d hj fazer algo inovador ta meio dificil mesmo
    ñ sou critica d musica ñ sou cantora ñ sou musica, apenas uma opiniao d alguem q gosta d musica e q sempre andou com pessoas q fazem musica
    fui…

  14. Tárcio Fonseca
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 21h21 | Permalink

    O público ficou preguiçoso demais. Esse é o motivo.

  15. Posted 7 de fevereiro de 2008 at 22h18 | Permalink

    Deus do céu, esse texto de novo não :P

  16. Jota Melo
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 23h13 | Permalink

    Yara, qual é a tua banda?

    essa discussão já ta ficando chata pra caralho!

    Gostaria de saber se quando a Orquestra Imperial veio fechar a noite de domingo em 2005 no festival Abril pro Rock (lembrando que ele só tocavam músicas couvers), rolou toda essa discussão aqui. Ou é apenas siumes a uma banda local de uma garota que não teve a ideia antes, e morre de vontades de subir no palco do Rec Beat.

    Acredito que a Bande Ciné tem um projeto bastante original e que pode fazer um projeto autoral muito bom também. Como a Orquestra fez ano passado. É só uma questão de tempo.

    Só pra dar os toques ao pessoal da música autoral. O Quintal do Lima e UK Pub tem dias exclusivos para projetos autorais, então corram atras. Se vocês forem realemtente bons ganharão espaço.

    PALAVRA DE PRODUTORA.

    Trabalhem muito.

    Bjão

  17. Yara
    Posted 7 de fevereiro de 2008 at 23h52 | Permalink

    Seguinte, só vou responder mais uma vez, veja, não sou de banda e nem tenho interesse para tal, já deixei bem claro logo acima, é só ler…

    A discussão é outra aqui, ok?

  18. Diogo paranóia
    Posted 8 de fevereiro de 2008 at 9h26 | Permalink

    …não é nada contra o cover,a questão é que cine é uma banda muito chata e ponto final..banda p recbeat tem de ser no minimo legal,,ciné é uma porcaria

  19. Diogo paranóia
    Posted 8 de fevereiro de 2008 at 9h26 | Permalink

    dizmaia cover= ótima

  20. Posted 8 de fevereiro de 2008 at 10h39 | Permalink

    Ola xará, blz?!
    Vou te responder, claro q essa é a minha opinião, pois ninguem é dono da verdade.

    pq as bandas covers estao no gosto do pessoal?
    pq as pessoas tem resistência a propostas de novas bandas (so vai a show de banda conhecida ou banda cover pq vai saber cantar as músicas)

    sera q as bandas autorais estao mesmo tao boas assim?
    da uma pesquisada, pois so aqui em Recife tem mts bandas boas, de qualidade mesmo e em vários estilos musicais.

    sera q tem muita musica boa por ai?
    idem

    pq bandas dos anos 80 ainda agradam e muito?
    mais uma vez, as pessoas tem medo de se arriscar em outras sonoridades atuais e desconhecidas da mídia

    sera q a cena atual ñ so pernambucana como tbm brasileira esta realmente boa?
    procura so no myspace que tem mt, mas mt banda boa. O problema que a mídia/produtores so colocam no holofote quem eles querem. Os emos tao ai pra provar, é so um exemplo.

    Um dia ja cheguei a dizer q o show de tal banda foi bom simplesmente pq gostava. Hj encaro de outra forma, vejo os shows de acordo com a proposta de cada banda, eskecendo estilos musicais.

    E a critica sempre deveria analisar dessa forma, atraves da qualidade musical e da execução das musicas no palco. Tanto que repito aqui q acho a Ramma Seca excelente, apesar de nao suportar reggae. Tb adoro eletro/rock e no entanto nao gostei do show da Lucy…

    Acho isso tudo mt pertinente, e se alguns acham a discussão chata, então é so nao entrar. Ponto.

    Mas tb vejo q mts bandas q sempre escrevem por aki tao se omitindo, pq se as bandas q sao as mais prejudicadas nesse cenário atual nao criticam, entao quem vai fazer isso? Ao invés de meterem o pau umas nas outras (coisas típicas do público desse site) deveriam se juntar, pq estamos lutando pela nossa valorização.

  21. Denise
    Posted 8 de fevereiro de 2008 at 14h34 | Permalink

    .
    Só digo uma coisa: O pastel no burburinho tava bom, viu?

    Huahuahuahuahauhauhauhauhauhau

    Pato Fu tá muito chique podendo fazer cover de si mesmo! Dá-lhe!!!

    ^^

    .

  22. felipe cAMARGO
    Posted 8 de fevereiro de 2008 at 17h54 | Permalink

    concordo com a galera aew
    muitos concordam e não falam, pq sera?

    “a vida é assim” e uns com tantos outros sem nada
    vive la revolucion!

  23. ricardo
    Posted 8 de fevereiro de 2008 at 19h32 | Permalink

    Aew galera,vão ouvir los hermanos pensando na mulher qlhe chifrou ou no homem que lhe deixou por outra,,xau

  24. Leo....
    Posted 9 de fevereiro de 2008 at 0h40 | Permalink

    huahuahuahuahu!! Pato fu é bom? Aonde isso? Pq se o cara tá normal, da sono, e se tá “cheio de guaraná” dá + sono….. putz….. é bem melhor valorizar as coisas que estam aqui, como Nação e Devotos, que fizeram shows muito bons….. e não aquela morgação…. pow, melhor fica em casa e comprar o cd p/ ouvir antes de dormir…. sei não, é cada uma que o cara acha….

    que venha o abril p/ rock

    e tá confirmado, Dead Fish, 20/03….. quem vai, irá perceber que hard core não são apenas 3 notas e quem não vai fica em casa, ouvindo Pato Fu, antes de dormir..

    Abração.

  25. Leo Vila Nova
    Posted 9 de fevereiro de 2008 at 10h42 | Permalink

    É Kung Fu de Pato, doido!!!

    É muita abobrinha, viu?

    Pessoal.. tá bom!!! Que negócio chato da porra essa discussão.

  26. Smergio SAM
    Posted 9 de fevereiro de 2008 at 11h21 | Permalink

    Vou defender…. deixando de lado o Hype, Lucy e the popsonics é diversão pra quem quer se divertir, quem quer ser feliz com muito estilo e subvertendo todas vertentes de se fazer música…. ultrapassando qualquer conceito bobo e ultrapassado,não necessariamente a música deve ser feita com um cantor, um baixista, guitarrista e etc…. caretice total!!! Outra, ela não canta mal… ela estava nervosa, é uma banda iniciante…

  27. Outra pessoa
    Posted 9 de fevereiro de 2008 at 14h47 | Permalink

    Xuxa and the Popsonics não canta mal, de jeito nenhum. Ela NÃO canta. E fazem musica nos novos conceitos da não musica e sim dos efeitos e minimalismos. Mas se comparar com o bem-feito eletro rock, eles são mt ruins e sem criatividade. Vai ouvir Vive la Fete ou Ladytron, so pra citar 2 delas.

    E dizer q sao iniciantes em palcos q ela tava nervosa? ja tao tocando nos maiores festivais do brasil e do exterior. Eles precisam melhorar MUITO.

  28. ricardo
    Posted 9 de fevereiro de 2008 at 19h37 | Permalink

    pois é músicas de 3 notinhas e o cara dizer q devotos é o máximo…vai dormir hugo..

  29. camila
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 1h44 | Permalink

    Galera,

    Vocês que andam reclamando e infelizes com os eventos da cidade, deveriam criar o seu próprio festival. Imaginem: Festival das pessoas que reclamam no Recife Rock. Aí, vcs poderiam chamar todas as bandas que curtem e acham que são descriminadas pelos produtores malvados do Recife.

  30. Posted 10 de fevereiro de 2008 at 2h13 | Permalink

    Ricardo, seguindo sua lógica, o parametro para música boa é com o máximo de notas possível? :P

  31. bem amigos da rede crobu
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 3h52 | Permalink

    beatles tinham 3 notas em varias musicas, ramones..beach boys, the who, sex pistols, chuck berry..
    essas bandas fodas se perceber sao com poucas notas, esse ricardo falou merda
    nao importa a quantidade de notas e sim se a musica é foda ou nao.

    tomorrow never knows dos beatles tinha uma nota so.

  32. ricardo
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 13h34 | Permalink

    Caro Bruno..Não disse isso,acontece que se vc julga certo estilo limitado como Hugo julgou já dá o direito de dizer que o punk sim é um genero limitado,não acha?? 3 notinhas e sempre os mesmos dizeres..Ele falou que Julia says tem um vocal ruim,o vocal de devotos é bom?? claro q ele não falaria amigo dos cras vai dizer isso.. e outra, Isaar tem o vocal bom desde qd??

  33. Posted 10 de fevereiro de 2008 at 13h44 | Permalink

    Vai por mim, isso de amizade não tem a ver. Até porque o bom amigo fala a verdade :)

    Delimitar o bom e o ruim é um troço complicado, porque não existe nenhum estabelecimento disso. Depende muito das referências.

    Eu acho as vozes tanto de Pauliño do Julia Says quanto de Isaar legais. A de Isaar, particularmente, acho muito bonita. É uma voz leve, que agrada, cai bem em vários gêneros distintos. A de Pauliño é mais específica, precisa estar dentro de um contexto e sonoridades que casem com a voz dele para funcionar, mas quando isso acontece funciona legal.

    Sinceramente, acho perca de tempo tenta procurar classificar a música a partir de aspectos musicologicos. Número de notas, harmônia, timbre, são informações que passam despercebidas para o público e há umas boas décadas que não são relevantes para o mercado.

    A música popular é muito mais permissiva. Podemos ter análises bem mais interessantes focadas em performance, gênero e noções de canção. Nas estratégias, linguagens e comunicação, que especificamente na notação musical.

  34. Tárcio Fonseca
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 14h17 | Permalink

    Sick, Sick, Sick do QOTSA é uma música feita quase toda com uma nota só e é do caralho.

  35. ricardo
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 14h57 | Permalink

    ISAAR É AFINADA??? q hipócrisía,assim como dizem q as bandas daki como,vOLVER,PARAFUSA, MULA MANCA NÃO IMITAM LOS HERMANOS,, pOW fuder banda q tá no começo é muito fácil,daki de pefeição particulamente de vocal eu sakei uma muito boa,porém de cover,, mas é muito boa,,Dizmaia..ali sim achei um ótimo vocal..mas issar;;pow sacanegem..eddie..bonsucesso,,volver=los hemanos ou tentam,,mula manca nem se fala,,bandas a´te boas mas imitam e perdem a personalidade…e se eu fosse critico falaria..issar desafina muito..

  36. Yara
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 17h18 | Permalink

    Isaar não desafina. Dentro da proposta dela ela faz bem, essa é a diferença…

    O estilo que ela canta permite isso, aliás é uma característica: o vocal é bem rasgado, acho que por isso dá a impressão de desafinado, mas não é. Analise outras bandas daqui, principalmente, que seguem esse mesmo estilo.

    Isso no meu entendimento.

    E eu acho que em relação a cover ou banda autoral, se você faz bem feito é outra história, ou seja,não importa se é cover ou não. A questão aqui tão levantada é que determinadas bandas covers estão tendo espaço no circuito de bares e agora pior, nos grandes festivais de revelação ou originalidade, etc.

    Tudo isso já foi dito anteriormente por Bruno em 2006, por Hugo e por outras pessoas nessa matéria . O que me admira é que muitos que criticavam essa realidade no ano de 2006, hoje fazem parte dela. Interessante isso.

  37. Yara
    Posted 10 de fevereiro de 2008 at 17h24 | Permalink

    O mercado está aberto!!!

    Quem compra? Quem se vende?!!!

  38. Marcelo Coelho
    Posted 12 de fevereiro de 2008 at 14h23 | Permalink

    O fato é que pernambucano acha que Cordel do Fogo encantado é música. acha que pernambuco respira cultura. acha tanta coisa, que se perde.
    Lucy and the popsonics é uma boa banda, e se parece irritante, que tal ouvir um disco do nação zumbi por duas horas seguidas?
    de fato, o ponto fraco deste povo não é só a pouca hospitalidade e o mau cheiro das ruas das cidades. e eu que larguei minha terra da garoa pra curtir este carnaval non-sense. tivesse ido a Bahia, seria eu mais feliz.

  39. Yara
    Posted 12 de fevereiro de 2008 at 16h08 | Permalink

    Olha Marcelo,

    Estou impressionada!! Sou de São Paulo também, mas acho que você deveria ter o mínimo de respeito com as pessoas daqui e com a cultura local.

    Todos sabemos da imensidão de problemas que nosso estado possui, mas você já parou para pensar que a “culpa” disso também é dos estados mais ricos? Por uma questão histórica. Aqui há muita miséria, falta de saneamento, analfabetismo, etc… motivos pelos quais você odiou Recife.

    Você tem todo direito, porém não venha misturar as coisas. São culturas diferentes e temos que respeitá-las. Seu comentário foi infeliz, discriminatório e desrespeitoso. Você não participa da cidade, de seus problemas ou de seus pontos positivos.

    Você foi um turista que passou alguns dias, usufruiu de tudo que há aqui e foi embora. Seu comentário não ajuda em nada, aliás é um comentário inútil.

    Mais respeito, ok? Posso enumerar diversos pontos negativos de São Paulo também. Isso não tem nada a ver. Pessoas como você é melhor ficar longe daqui mesmo!!!!!

  40. AnaMaria
    Posted 12 de fevereiro de 2008 at 22h04 | Permalink

    Adoro electro rock, mas os Popsonics deixaram a desejar. Não compreendi o que ela cantava, achei o guitarrista bem fraquinho e não compreendo o por quê de tanto alvoroço. Enfim.

    E Marcelo, seu comentário foi terrível e eu como boa baiana, não quero receber tua visita por aqui não.

  41. joão do ibura
    Posted 14 de fevereiro de 2008 at 22h24 | Permalink

    Dicidi não fazer nenhum comentário sobre o tal do marcelo,primeiro que não vale a pena dar atenção a pessoas com esse tipo de comportamente ridiculo e segundo que Yara e Ana Maria já colocaram ele no seu devido lugar.Parabens meninas espero conhece-las pessoalmente um dia.