DP: Heavy Trash no Abril pro Rock

“Nós vamos tocar músicas mais antigas, do primeiro e do segundo CD, novas músicas e talvez ainda covers, como do James Brown e da própria Blues Explosion.”

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Heavy Trash no Abril pro Rock
Banda norte-americana é uma das atrações deste sábado no festival que ocupa o pavilhão do Centro de Convenções no fim de semana
Pollyanna Diniz // Diario
Maria Carolina Santos // Diario

Jon Spencer andava pelas ruas de Manhattan, em Nova York, na última quinta-feira, enquanto falava ao celular com a reportagem do Diario. “Estou no centro da cidade. Vocês conseguem ouvir o barulho das sirenes?”. Jon Spencer e Matt Verta-Ray, ambos na guitarra e violão, compõem a banda Heavy Trash, que vem ao Recife para participar da segunda noite do Abril pro Rock, no próximo sábado. Spencer define a música do grupo como rockabilly, um subgênero do rock and roll criado nos anos 50. Por isso mesmo, o visual da banda é retrô, lembrando os roqueiros daquela década.

Esta será a segunda vez que Jon Spencer participa do Abril pro Rock. Da primeira, veio com o projeto Blues Explosion, em 2001, e fez um show memorável no pavilhão do Centro de Convenções. Agora, vem com nova banda e músicas para o Chevrolet Hall, que abriga a 17ª edição do evento de música independente.

Entrevista // Jon Spencer

Há alguns anos, você esteve aqui no Recife com o projeto Blues Explosion para participar do mesmo festival. O que está diferente desta vez?
Estou mais velho e mais sábio, mas ainda “boa-pinta” (risos). Falando sério, estou muito entusiasmado para tocar novamente no Recife, será uma boa celebração da vida. E desta vez estou indo com um outro projeto, uma música mais tradicional, mais rock’n’roll.

Qual é a diferença do Blues Explosion para a Heavy Trash? Como você definiria a música da banda?
O Blues Explosion é um projeto que aposta mais em músicas experimentais. Com o Heavy Trash, fazemos um som mais tradicional. É rockabilly, blues, soul music…

Como você conheceu o seu parceiro de banda, Matt Verta-Ray?
Nós dois vivemos em Nova York há muitos anos e nós dois tocamos em diferentes bandas, o Matt na Madder Rose e na Speedball Baby, e eu no Blues Explosion, por muitos anos. Nós nos cruzamos em bares muitas vezes, mas foi há cinco ou seis anos que começamos a sair, beber e tocar juntos. A banda começou porque nós dois queríamos tocar esse tipo de música.

Mas a Blues Explosion ainda sai em turnê?
Nós tocamos na Europa em dezembro e vamos tocar lá novamente agora em maio. E quem sabe no verão e primavera. Mas oficialmente estamos tirando uma folga enquanto os integrantes da banda trabalham em outros projetos.

Você pode nos falar algo sobre o set list do show?
Nós vamos tocar músicas mais antigas, do primeiro e do segundo CD, novas músicas e talvez ainda covers, como do James Brown e da própria Blues Explosion.

E o novo CD será lançado quando?
Já estamos com as músicas quase prontas, mas a previsão é de que somente na primavera o álbum seja lançado. Algumas das músicas novas serão apresentadas aí no Brasil.

Você é conhecido por fazer um show muito teatral, performático. Existe essa preocupação?
Eu tenho um plano de como vai ser o show. O que quero tocar. Mas procuro deixar a porta aberta para mudanças. E a interação com o público conta muito para a performance no show.

Você tem lembranças do show que fez no Recife?
Poucas memórias. Lembro que foi um show com um bom público. Mas eu não consigo me lembrar muito da cidade. Minha memória não é lá muito forte.

Você conhece alguma coisa da música pernambucana?
Tenho que confessar que eu conheço muito pouco da música brasileira. Lembro dos Mutantes. Se eu tivesse que escolher alguém, escolheria eles. Conheci a banda há muito tempo, quando eu estive aí na minha primeira viagem, em 1999, 2000. Talvez tenha alguma influência no meu trabalho de agora. Mas não conheço muito da música de vocês. Ficaria feliz em conhecer e espero que agora tenha essa oportunidade.

fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/04/14/viver1_0.asp

Posted terça-feira, abril 14th, 2009 under Clipping.

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