JC: Motörhead vem com os clássicos

Vamos tocar 24 músicas, só umas duas do novo disco. É a primeira vez que a gente toca para a platéia, daí e vamos mostrar músicas mais conhecidas, pinçar o resto do repertório do catálogo da banda, as músicas que o pessoal gosta

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Motörhead vem com os clássicos
Publicado em 05.04.2009

A banda inglesa, principal atração da primeira noite do festival, já está de turnê nova engatilhada, mas brindará os fãs locais com principais hits

José Teles

Aos 64 anos, o inglês Ian Fraiser Kilmister, mais conhecido como Lemmy Kilmister, é uma das poucas instituições do rock que continua respeitado e admirado pelo que ele é, não pelo que foi. Lemmy Kilmister formou a Motörhead há 34 anos e o grupo mantém uma carreira estável, não abalada pelas guinadas periódicas que acontecem ao rock and roll. Pelo contrário, a Motörhead conseguiu o feito de agradar tanto à turma do heavy metal, pelo peso pesado de sua música, quanto aos punks, pela atitude dos seus integrantes. Já Lemmy, conviveu tanto com o gênio Jimi Hendrix (de quem foi roadie) quanto com o genioso Sid Vicious.

A Motörhead é a principal atração da primeira noite, dia 17, do Abril Pro Rock 2009. A estreia do grupo em Pernambuco coincide com a turnê do último disco da banda, Motörizer. Por telefone, dos Estados Unidos, o bigodudo Lemmy concedeu uma rápida entrevista ao Jornal do Commercio. A voz roufenha que se ouve nos discos ou entrevistas parece só entrar em cena depois das muitas doses da bebida preferida do roqueiro, Jack Daniel’s com Coca-Cola. Ele mesmo atende o telefone, falando pausadamente. Intercala a conversa com risadas. Lemmy diz que já veio umas cinco ou seis vezes ao Brasil: “Também a Argentina e Chile. Mas não sei nada sobre o Recife. Sei que tem praias”. Digo-lhe a quantidade de habitantes da cidade e que a legião de adeptos de heavy metal é muito grande por aqui. A conversa aconteceu no mesmo dia do show do Iron Maiden. Conto que os headbangers ocuparam a cidade para assistir aos compatriotas dele, aproveito para perguntar se Lemmy gosta do Iron Maiden: “Eles são legais” (“They are ok”). Ou seja, não gosta.

Quem imagina que o gosto musical de Lemmy Kilmister combina com o estilo pesado e sujo da Motörhead engana-se. Perguntado quais suas bandas e músicos preferidos ele cita três nomes: “Beatles, Z.Z Top e Jimi Hendrix”. Com Hendrix ele trabalhou algum tempo em Londres. A admiração pelo falecido guitarrista continua cada vez mais forte. Pergunto como foi trabalhar com Jimi Hendrix: “Fantástico. Ele era uma pessoa muito gentil, ótimo amigo. Como guitarrista jamais haverá outro igual”. Queremos saber se ele aprendeu alguma coisa de guitarra com Hendrix, “Não. Não tive tempo para isto”, responde Lemmy, cujo instrumento é o baixo (Phil Campbell é o guitarrista e o galego Mikkey Dee, o baterista da Motörhead).

Motörizer é o álbum de nº 20 na discografia do Motörhead. O primeiro tem o nome da banda por título, e foi lançado há 32 anos. Lemmy diz que não achava que o grupo poderia durar tanto tempo: “Mas também nunca me preocupei com isso, foi acontecendo, e continuamos aqui”.

Motörizer, lançado na Inglaterra em agosto passado, traz o grupo em grande forma. O hard rock enérgico por vezes dá lugar ao heavy metal, em algumas faixas aproxima-se do thrash. Pelo menos uma faixa, The thousand names of God, se arvora a ser incorporada ao repertório permanente da banda, é pesada e sutilmente melódica. Não, nada de baladão, que o Motörhead não se afasta do, como se dizia nos anos 70, rock pauleira. No entanto, os fãs vão ouvir poucas músicas deste CD, adianta Lemmy: “Vamos tocar 24 músicas, só umas duas do novo disco. É a primeira vez que a gente toca para a platéia, daí e vamos mostrar músicas mais conhecidas, pinçar o resto do repertório do catálogo da banda, as músicas que o pessoal gosta”.

O que pode esperar os fãs do grupo na tradicional sexta da pesada do Abril Pro Rock, numa região onde bandas com a fama da Motörhead são aguardadas com ansiedade? “Vamos tocar como sempre tocamos, e procurar divertir todo mundo”, diz Lemmy.

fonte: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/04/05/index.php

Posted terça-feira, abril 14th, 2009 under Clipping.

6 comments

  1. ou seja. é apertar o piloto automatico.

  2. e mais:
    comunicar a torre sobre o plano de vôo, verificar os cintos, checar a parte elétrica, testar trem de pouso e viajar muito, ao som dessa banda de rock que estremeceu o mundo com um petardo musical punk hardcore instigado, que transformou o mundo e seus habitantes, dando a todas as cabeças pensantes e não pensantes uma oportunidade única de conhecer o que há de mais vibrante e arrojado em termos de rock já visto na cidade de Recife, tanto quanto o Iron Maiden e digo mais:
    muito caro esse trem, vou não!

  3. drone monster says:

    é tipo , eles vão mesmo fazer o mesmo dever de casa a 20 anos! nao tem como errar! acho q tem cheiro de mofo, mas vamu newssa!

  4. vai ser histórico!

    e digo mais:
    tá barato, pagaria até o dobro!

  5. Osmar Candido says:

    Dever de casa ou não, é o MOTÖRHEAD!!!!
    Demonstrem um pouco de respeito, pelo menos…

  6. Bad Chopper says:

    TÁ CHEGANDO A HORA!!!