Tapa na Orelha: Novo ciclo

Acho que devemos algumas explicações aos leitores do site. Já faz algum tempo que ele não é atualizado com frequência, e gostaria de tecer alguns comentários sobre isso. Não que alguém vá descobrir a pólvora, mas é sempre bom manter o leitor bem informado sobre o que se passa no site. Nos últimos dois anos, projetos pessoais acabaram fazendo com que o RecifeRock ficasse meio “escanteado”. Eu escrevi um livro, Guilherme começou uma graduação e Bruno Nogueira embarcou no doutorado. Isso tudo consome tempo, energia e cansa pacas. Sem contar que o RecifeRock sempre foi nossa cachaça, nossa diversão. Nunca pagou nossas contas, e, talvez por isso, volta e meia ele fica um tanto abandonado.

Agora as coisas deram uma aliviada. Eu acabei o livro, Guilherme concluiu o curso e Bruno está nos passos finais para se doutorar. Sobrará, então, mais tempo para nos divertir, ou seja, continuar tocando o site, coisa que fazemos com o maior carinho do mundo.
Resenhas de discos – muitas – voltarão a ser publicadas aqui com mais frequência. Queremos também descobrir quem é a nova geração roqueira de Pernambuco, já que a nossa, da época em que surgimos, já deu o seu recado e todo mundo sabe de quem se trata. Vamos atrás do novo de novo, da mesma forma como quando começamos a brincadeira toda, lá em 2003.
Estou articulando um entrevistão com o Restart. É isso mesmo que você leu. Quero entendê-los, saber o que são e o que pensam. Não, não gosto do som. Mas seria burrice ignorar a presença deles no mundo, ainda mais quando pisam no Recife, como acontecerá na próxima semana.

Tenho uma relação de amor e carinho muito forte com o RecifeRock! Foi um projeto que vi nascer e ajudei a criar. Foi aqui que meu trabalho ganhou visibilidade e abriu uma cacetada de portas para mim. A certeza é uma só: em crise ou não, atualizado sempre ou não, nunca deixaremos de existir. Quero acreditar que, no dia em que eu morrer, meu filho e as novas gerações vão continuar tocando o RecifeRock! É um privilégio poder acompanhar de tão perto o surgimento de uma geração como a do pessoal de 2003: Vamoz!, Volver, Mellotrons, Carfax, Rádio de Outono e tantos outros. Queremos saber quem faz parte da nova geração. Acompanhá-la de perto. E continuar contando essa história chamada rock pernambucano.

Posted quarta-feira, setembro 22nd, 2010 under Notícias.

15 comments

  1. Mais que uma diversão, ele já é filho de vocês. É… e tá um pouco esquecido, infelizmente, mas todo mundo tem seus afazeres pessoais. Mas espero que vocês voltem com tudo, o RecifeRock já é lenda. :)

  2. A geração de 2003 com certeza foi melhor (e mais efevercente) do que a que tá rolando por aí… salvo algumas exceções (lógico).

    FATO.

  3. Acompanho faz tempo o site. Concordando e discordando de muita coisa que por aqui é escrito. Também sou jornalista e músico frustrado. Sobre bandas que estão surgindo no Recife conheço duas com algum potencial. ErroZero e Howay. As duas tocarão este mês abrindo o show do Cueio Limão, no Downtown. Vale apena conferir.

  4. Caraio, Hugo, ler esse teu texto me deixou um pouco mais esperançoso em relação ao futuro dessa grande brincadeira que é o Rock aqui em Recife. Você é um cara por quem eu tenho muito respeito, desde lá de trás, quando a gente te via cobrindo eventos onde minha banda, a finada Psycho Clown, tocava. Guilherme tirando fotos, Negaum dando rolé e curtindo a noite, Bruno Nogueira avaliando tudo com muita propriedade… Tempo bom, que pode ser volte logo mais!

    Em relação ao papo de gerações, da de 2003 tem uma galerinha que ainda se encontra por aí, talvez de maneiras diferentes, amadurecidas, enfraquecidas, esquecidas e quem sabe até falecidas. Eu sou remanescente dessa geração, agora tocando um outro projeto, agora com uma galera que vivenciou (e ainda vivencia) a nem-sempre compreendida cena roqueira recifense. E viva a renovação!

    Velho, de lá para cá muita coisa mudou, paradigmas foram rachados na marra ou na malandragem mesmo, e agora temos muita coisa boa acontecendo por aí, assim como em 2003. Bandas como a AMP, Johnny Hooker & Candeias Rock City, Gandharva, Love Toys, Voyeur, team.radio, Epcos, Bon Vivant, Diablo Motor (vendendo meu peixe), entre outras, continuam a injetar ânimo em Recife, mantendo viva a chama!

    Enfim, sem querer parecer prolixo demais, vou ficando por aqui. Começo o texto como desabafo, caio na história e termino na confissão: BOM DEMAIS OUVIR NOTÍCIAS TÃO ANIMADORAS COMO ESSA, HUGO! RecifeRock! Favor, continuar…

  5. Perfect Stranger says:

    Hugo, não precisa entrevistar o Restart. Pega qualquer banda ai de emo que toca no Antigo e faz uma entrevista com eles. É a mesma coisa, tudo igual.

  6. Já estava com saudades da “rezenha” nesse site. Aproveito para perguntar se vcs fizeram uma materia sobre o segundo dia do abril pro rock, pois não encontrei nada nesse site.
    Ademais, quanto as “novas gerações musicais”, destaco a semente de vulcão que assisti ontem na previa do coquetel molotov no patio de são pedro, inclusive lhe vi, hugo, naquela ocasião sendo assediado por varias mulheres. Realmente o recife rock abre muitas portas!

  7. ENtão Hugo..que bom q vcs tiveram mais uma aliviada..Sabemos q o tempo dado foi necessario..e pow..confeço q to entusiasmada com essa sua materia sobre o Restart..tbm nao os entendo..seria bom saber o que são. Temos q saber d tudo em nossa volta.
    O livro ficou muito perfeito..parabens.

    BJaum d sua amiga d shows underground..Tati

  8. Gil Luiz Mendes – nunca fui músico frustrado! Eu era escritor frustrado =)

    Thiago – lembro com saudades daqueles shows toscos no Dokas

    jc do ibura – pô, se apresenta na próxima pra gente bater um papo!

    Tati Naára – brigadão. estou orgulhoso pacas com o livro!

    E vamos que vamos

  9. Hugo, cara, tu que sabe das coisas, me diz uma.
    O DVD da Nação Zumbi gravado lá no Marco Zero virou lenda ou vai sair?
    Sabes algo a respeito?

    PS: Massa que o site vai acelerar de novo. Que venham as bandas novas, curto muito o Joseph Tourton.

    Abraço

  10. Restart pra lá, Restart pra cá. Decidi conhecer essa tal. Entrei no myspace deles e me deparei com uns garotos com cara de boneca (isso me faz lembrar as bandas glam dos anos 80 que usavam laquê) e usando calças coloridas femininas. O som é uma merda, voz irritante (pq essas bandas emos tem essa voz irritante?) riffs cliches, ufa! e tudo o mais!
    Imagino um festival de bandas emos, deve ser banda de forró, elas tem que falar o nome das bandas entre as músicas porquê senão o povo pensa que a primeira banda e a ultima são as mesmas!!!
    Bem, os tempos mudaram, agora tudo é gay.

  11. Aqui é nosso guia da cidade , pra se ver, se consumir rock bom, consumir no bom sentido da palavra é aqui msmo, to ctg e n abro, Hugo, n interessa se é ou não atualizado, minha agenda do findi é por aqui q transito, vc falou tudo !!!! Coloca uma pimenta na cerva do restart, hhihihihihihihihihih. (brincadeirinha).

  12. nandafox, algo me diz que eles só tomam suquinho de uva =)

  13. Muito bem Hugo!
    Lembro bem dos tempos que eu ainda estava morando em Floresta e todo dia vinha no site sacar as bandas e as noticias novas que rolavam.
    Era realmente meu guia e lembro em uma das primeiras vezes que toquei no Recife com o Novanguarda (acho que no Patio de São Pedro, la por 2007), lembro como fiquei feliz quando fui ver o site e tinha uma resenha sua sobre o show, falando bem e tal, foi massa pra mim. Juro que me estimulou muito na epoca.
    Sobre a cena atual acho que ta boa demais, tanto como a de 2003, po apareceram muitas bandas legais como Julia Says, Nuda, Amp,etc (…) se for falar todas que vejo e acho legal, cara, esse texto não teria fim.
    Feliz pelo Recife Rock e feliz pela cena atual e por tudo que tem por vir…
    Abs!!!