Alunos de jornalismo da UFPE lançam coletânea de Crítica Musical

Estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco lançam amanhã, a partir das 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Recife, uma coletânea de textos de Críticas Musicais. A obra foi organizada e idealizada pelo professor e crítico musical Carlos Eduardo Aamaral, que reuniu em livro 17 textos de alunos sobre crítica de arte.

Fui convidado para ser um dos palestrantes. Cheguem lá para trocar uma ideia e estimular o debate. Abaixo, link com a programação completa do lançamento.

http://criticamusicalufpe.wordpress.com/programacao-do-lancamento/

Posted terça-feira, outubro 5th, 2010 under Notícias.

8 comments

  1. Durante o lançamento foi exibido um minidoc, segue link para o youtube: http://www.youtube.com/watch?v=XAgmNyHO6kQ

  2. DA UNIVERSIDADE PARA AS GRANDES LIVRARIAS

    por Gabriela Bezerra

    Elogios, pedidos de desculpas e música. Nada faltou no lançamento de Coletânea de Críticas Musicais na noite de ontem. O livro, resultado da primeira disciplina de Crítica Musical oferecida na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atraiu numeroso público, que lotou auditório da Livraria Saraiva, do Shopping Recife. Jornalistas e professores prestigiaram o evento.

    Com 17 críticas produzidas por estudantes e organizadas por Carlos Eduardo Amaral, professor da disciplina e organizador do livro, a coletânea foi bastante elogiada. O jornalista cultural Homero Fonseca foi um dos que aprovou a iniciativa. Entre os autores, o clima também era de satisfação. “Fico feliz com esse resultado, porque a gente vê que um trabalho da universidade não se encerrou na própria universidade, virou livro e agora está disponível para pessoas fora do mundo acadêmico”, comentou o estudante de Jornalismo José Bruno Marinho.

    Na mesa, junto a Carlos Eduardo e à estudante-autora Rachel Queiroz, o crítico musical Hugo Montarroyos, do site Recife Rock, contou sobre sua experiência com a atividade. Vestindo camisa com estampa de Frank Zappa – músico irreverente cuja famosa frase sobre Jornalismo Musical inspirou os estudantes na produção das críticas –, o jornalista aproveitou o momento para pedir desculpa ao músico Matheus Torreão, que também integra o livro. Há cerca de dois anos, Hugo escreveu crítica, da qual se mostrou arrependido, sobre show da banda de Matheus, A Caravana do Delírio.

    Uma lição para os novos críticos.O violão deu o tom da abertura e do encerramento da cerimônia, iniciada ao som de Bachianinha Nº 1, de Paulinho Nogueira, pelo estudante de Música Ivo Aurélio, também um dos autores do livro. Matheus Torreão no violão e Vinícius Barros com um bandolim apresentaram duas canções inéditas no final do evento, Quando o “Carnaval Chegar” e “Vou Embora para o México”, que agradou a plateia.

    Coletânea de Crítica Musical continua à venda na Livraria Saraiva, e também está disponível nas Livrarias Cultura, Imperatriz, Jaqueira e Nossa Livraria. Carlos Eduardo prometeu novidades numa provável reedição do livro. “Se a primeira tiragem esgotar, teremos nova edição com uma surpresa que não vou anunciar agora”, disse. O livro foi produzido de forma independente pelos seus realizadores e custa R$ 20.

    » Sobre a coletânea:
    http://criticamusicalufpe.wordpress.com/sobreacoletanea/

  3. Agora a panela é federal. Parem de criticar e vão ouvir música e ir pros shows. Como dizia Geddy Lee, os músicos não precisam de criticos.

  4. vivemos num tempo louco…onde jornalistas “criticos” fazem mais sucesso que os artistas….eh muita doidera.

    pra fazer sucesso tem que passar pelo crivo deles..kkk isso é uma comédia…seria trágico se não fosse cômico.

  5. sem esquecer os produtores…fazem mais sucesso que as bandas….daqui a pouco vão cobrar para “assistir” os produtores nos festivais….

  6. e por acaso teve alguma banda aqui em Recife que fez “sucesso” na real que foi indicado pelo recife rock? tudo que se falou aqui aconteceu ao contrário ou apenas na cabecinha pequena deles mesmos. Jornalistas hoje em dia tem tanta credibilidade quanto empadinha de beira de estrada. E por falar em estrada alguem ai sabe da Orquestra Contemporânea da Prefeitura de Olinda? Restart neles! Vamos ver os vídeos de PC Siqueira gente!

  7. Perfect Stranger, Zé e Kate: na coletânea tentamos expressar isso mesmo que vocês apontam. Críticas ao mainstream, com pouco aprofundamento e sem bagagem técnica. No livro o maior espaço é para a contextualização, levantamento histórico e conceitual da obra e do artista. No link acim, do doc repassamos também essas impressões que vocês compartilham e fizemos uma explícita crítica aos jornalistas pseudo críticos. Abraços